
Associação de delegados da PF quer Paulo Gonet fora do caso Banco Master
1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

1 veículo de esquerda · 5 veículos de centro
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 3 minutos. Seu resultado fica salvo.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu, em nota divulgada no sábado, 5 de setembro de 2026, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados aos fatos em que ele próprio é citado no âmbito da Operação Compliance Zero, sobre o Banco Master. A entidade também pediu o arquivamento do Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para apurar a conduta da Polícia Federal na elaboração de um relatório determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento expôs contatos do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes e cita nominalmente Gonet.
Esquerda
A leitura de esquerda enxerga no episódio uma ameaça à autonomia da investigação e à proteção dos servidores públicos que cumprem ordem judicial. Ao abrir um procedimento de controle externo contra a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República estaria transferindo aos executores uma controvérsia que é do juízo que determinou a diligência, com efeito prático de intimidar quem investiga o sistema financeiro.
Centro
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu, em nota divulgada no sábado, 5 de setembro de 2026, que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados aos fatos em que ele próprio é citado no âmbito da Operação Compliance Zero, sobre o Banco Master.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
6 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
O veículo tem perfil de esquerda, mas o corpo publicado é texto de agência reproduzido sem intervenção editorial: linguagem descritiva, citações entre aspas e nenhuma adjetivação sobre os envolvidos. A inclinação do veículo aparece apenas na vitrine de matérias relacionadas, fora do texto, o que impede classificar o artigo como LEFT. Confiança moderada por causa dessa tensão entre veículo e conteúdo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Reportagem factual, ancorada em citações diretas da nota da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal e nas manifestações de Paulo Gonet e André Mendonça. Vocabulário descritivo (“pediu”, “sustenta”, “argumenta”), sem adjetivação valorativa sobre nenhum dos lados da disputa. Reconstrói a cronologia sem sugerir culpado.
Perspectivas omitidas
Ponto cego: esse lado ficou de fora.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal pediu que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se afaste dos procedimentos ligados à Operação Compliance Zero em que ele próprio é citado, e que a Procuradoria arquive a apuração aberta sobre a conduta da Polícia Federal na elaboração do relatório determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) divulgou nota no sábado, 5 de setembro de 2026, pedindo que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados aos fatos em que ele próprio é citado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura irregularidades ligadas ao Banco Master. A entidade, que afirma representar mais de 2.300 delegados, também pediu o arquivamento do Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial aberto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para examinar a conduta da Polícia Federal na elaboração de um relatório sobre o material apreendido na operação.
O relatório em questão foi produzido por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), então relator do caso. O documento expôs mensagens e contatos do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes, e cita nominalmente o próprio Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na sexta-feira, 4 de setembro, Gonet comunicou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, que havia instaurado o procedimento para esclarecer se houve ordem ou interferência externa capaz de comprometer o conteúdo do relatório. Antes disso, na terça-feira, 1º de setembro, o procurador-geral já pedira a nulidade do documento, sob o argumento de que ao juiz não cabe acusar, e menos ainda realizar investigações pré-processuais.
A cobertura de centro, que reúne a maior parte das fontes disponíveis, convergiu na reprodução dos argumentos jurídicos da associação. São três: os delegados e servidores cumpriram ordem judicial nos estritos limites nela fixados, sem margem para juízo próprio de conveniência; o controle externo da atividade policial, previsto na Constituição, garante legalidade mas não cria hierarquia entre Ministério Público e polícia nem funciona como instância de revisão de decisões judiciais; e o artigo 258 do Código de Processo Penal estende aos integrantes do Ministério Público as regras de impedimento e suspeição aplicáveis aos juízes. Um dos veículos de centro foi além do texto da nota e acrescentou informação ausente nos demais: o Conselho Superior do Ministério Público Federal abriu, também na sexta-feira, procedimento interno sigiloso sobre a conduta do procurador-geral, a partir de pedido de deputados federais do partido Novo, com previsão de ouvi-lo em cerca de dez dias. O mesmo texto descreve que o relatório da Polícia Federal identificou contatos de Gonet com Vorcaro por meio de um interlocutor, incluindo tratativas sobre eventos com uísque e charutos e um pedido para custear a viagem do filho do procurador a um evento em Londres.
Veículos de esquerda publicaram o texto de agência praticamente sem enquadramento próprio, ancorando a matéria no argumento final da associação: assegurar que ninguém seja responsabilizado por cumprir ordem judicial não seria defesa corporativa, e sim defesa da capacidade do Estado brasileiro de investigar sem receio de retaliação. Veículos de direita não aparecem no conjunto de fontes reunido até aqui, e o ângulo de responsabilização individual das autoridades citadas, que costuma organizar essa leitura, chegou de forma indireta, por um veículo de centro que destacou entrevistas críticas à condução do caso por Alexandre de Moraes.
A divergência de fundo, portanto, não é entre lados da cobertura, e sim entre instituições. De um lado, a Procuradoria sustenta que foi alijada da decisão que determinou as diligências e que, sem manifestação prévia do Ministério Público, ficou impedida de exercer o controle externo da atividade policial. Do outro, a associação dos delegados sustenta que o caminho para contestar a decisão de um ministro é o próprio processo no Supremo, e não um procedimento dirigido a quem apenas executou a ordem, sob pena de submeter decisão da Corte a escrutínio por via oblíqua.
O que ainda não se sabe é se Gonet acolherá o pedido de impedimento, se o procedimento de controle externo será arquivado e qual será a posição do plenário do Supremo sobre a validade do relatório, avaliação que Mendonça sugeriu ao retirar o sigilo do material. Também segue em aberto a resposta do procurador-geral às informações que o citam no documento. A Procuradoria foi procurada e não havia se manifestado sobre o pedido dos delegados até a publicação das reportagens.
Toda a cobertura converge em três pontos: o relatório da Polícia Federal foi produzido por determinação do ministro André Mendonça, do STF; a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal pede que Paulo Gonet se declare impedido e que o procedimento de controle externo seja arquivado; e o procurador-geral é citado nominalmente no documento que ele agora manda apurar.

Associação afirma que procurador-geral é citado no relatório cuja elaboração mandou apurar e pede arquivamento do procedimento aberto pela PGR.

Em nota, a associação afirma ver com

(Folhapress) - A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se

Associação também entende que investigação aberta pelo PGR não é a via adequada para questionar a decisão do ministro André Mendonça que determinou a produção do documento

A ADPF pede que Paulo Gonet se declare impedido na apuração sobre o relatório da PF que cita Alexandre de Moraes, Daniel Vorcaro e o próprio procurador-geral.

Associação também pede arquivamento de procedimento aberto pela PGR e afirma que medida tem “efeito intimidatório” sobre investigadores
Reprodução de material de agência, com estrutura factual e atribuição explícita a cada declaração. O único elemento de enquadramento está na chamada, que destaca as palavras “indignação e preocupação” e o “efeito objetivo” de intimidar, ambas citações literais da nota, e não avaliação do redator. Bloco de links relacionados sugere pauta crítica ao Supremo, mas não contamina o corpo.
Perspectivas omitidas
Cobertura factual e a mais densa do conjunto: publica a íntegra da nota, cita o número do procedimento policial e revela o andamento no Conselho Superior do Ministério Público Federal. Há um vetor de responsabilização institucional quando descreve os episódios de uísque, charutos e viagem a Londres como causa de “mal-estar e constrangimento interno” no órgão, mas a passagem é atribuída à apuração do próprio veículo e vem acompanhada do registro de que a Procuradoria foi procurada e não respondeu.
Perspectivas omitidas
Texto estritamente descritivo, quase todo construído por citação direta da nota da associação e do despacho da Procuradoria. Dá espaço ao argumento da Procuradoria de que foi alijada do controle externo, o que equilibra a exposição dos dois lados institucionais. Nenhum vocabulário valorativo sobre Moraes, Mendonça ou Gonet.
Perspectivas omitidas
Corpo factual, com paráfrase fiel da nota e citação direta dos trechos centrais. O bloco de leitura recomendada aponta para entrevistas críticas à atuação de Alexandre de Moraes, sinal de um enquadramento editorial de responsabilização do Supremo, mas esse material está fora do texto analisado e não altera o julgamento do artigo.
Perspectivas omitidas
Leia em seguida




