Fachin propõe assumir inquéritos do Banco Master e do INSS no lugar de Mendonça
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A disputa interna do Supremo Tribunal Federal é lida como um problema de controle institucional sobre a conduta de um ministro que concentrou poder sobre duas investigações sensíveis. Em análise transmitida por um canal de opinião, uma jurista afirmou que André Mendonça reuniu no próprio gabinete provas lacradas do Banco Master e do INSS, boa parte delas em meio digital, e alertou para o risco à cadeia de custódia, comparando o episódio ao dano em discos rígidos da Operação Lava Jato. Nessa leitura, a proposta de Edson Fachin de assumir as relatorias não é manobra política, e sim tentativa de proteger apurações que envolvem dinheiro público e beneficiários da Previdência. O grupo próximo de Alexandre de Moraes sustenta que Mendonça perdeu condições de conduzir os casos.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, busca um acordo interno para retirar do ministro André Mendonça as relatorias dos inquéritos do Banco Master e da fraude do INSS, assumindo ele próprio os dois casos.
A leitura pela ótica da limitação do poder estatal parte de outro ponto: um relator sorteado ser substituído por acordo de bastidores tensiona o princípio do juiz natural e a regra de distribuição por sorteio, ainda mais quando quem assumiria os casos é o próprio presidente da Corte.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: viés de centro.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
A cobertura converge em quatro pontos: Edson Fachin quer assumir as relatorias dos inquéritos do Banco Master e do INSS; André Mendonça resiste a deixá-los; a mudança depende de aval do plenário do Supremo Tribunal Federal; e o tribunal está dividido entre grupos próximos de Alexandre de Moraes e de Mendonça.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, tenta uma saída negociada para a crise da Corte e sondou ministros sobre assumir as relatorias dos inquéritos do Banco Master e da fraude do INSS, hoje sob responsabilidade de André Mendonça, que resiste a deixá-los. A mudança depende do plenário, e Fachin avalia ainda encerrar o inquérito das Fake News.
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, articula uma saída negociada para a crise interna da Corte e propõe assumir pessoalmente as relatorias dos inquéritos que apuram o caso do Banco Master e a fraude de descontos no Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS. Os dois processos estão hoje sob responsabilidade do ministro André Mendonça, que resiste a abrir mão deles e mantém a posição de permanecer à frente das investigações.
A proposta surge depois de Dias Toffoli deixar a relatoria do caso Banco Master e diante da pressão de integrantes do tribunal que defendem mudança na condução das apurações. A avaliação de Fachin é que um novo sorteio para redistribuir os inquéritos ampliaria a tensão em um tribunal dividido entre o grupo próximo de Alexandre de Moraes e o grupo próximo de Mendonça. A troca de relator não é decisão isolada da presidência: dependeria de respaldo do plenário, e é por isso que Fachin tem conversado reservadamente com colegas em busca de maioria. Em outra frente, o presidente da Corte avalia encerrar o inquérito das Fake News, aberto pela própria presidência do Supremo, movimento apresentado como parte de uma reorganização mais ampla da atuação do tribunal.
A cobertura de centro relatou o episódio como cálculo institucional. Retirar as relatorias de Mendonça atenderia ao pleito do grupo de Moraes, que considera que o ministro perdeu condições de conduzir as apurações, enquanto o fim do inquérito das Fake News funcionaria como contrapartida capaz de melhorar a imagem pública da Corte. Nessa leitura, nenhum dos dois grupos recebeu bem a proposta, e a saída seria a possível, não a ideal, diante de um tribunal rachado. O mesmo campo de cobertura descreve o pano de fundo: o avanço das investigações sobre o Banco Master, com mensagens de políticos e ministros trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, produziu um choque direto entre o Supremo, a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal.
Veículos de esquerda destacaram o outro lado da disputa, a conduta do próprio Mendonça. Em análise transmitida por um canal de opinião, uma jurista afirmou que o ministro concentrou em seu gabinete provas lacradas do Banco Master e do INSS, boa parte delas em meio digital, e alertou para riscos à cadeia de custódia, comparando o caso ao dano em discos rígidos da Operação Lava Jato. A mesma cobertura sustenta que Mendonça teria ultrapassado os limites da função jurisdicional ao determinar etapas da persecução penal, incluindo orientações sobre a atuação de delegados. São avaliações de uma especialista ouvida em entrevista, e não conclusões do Judiciário sobre a validade das provas.
Entre veículos de direita, a proposta de Fachin ainda não recebeu enquadramento próprio, o que deixa um ponto cego relevante nesta história. O argumento do juiz natural e da distribuição por sorteio, que costuma organizar a crítica desse campo a mudanças de relator decididas por acordo entre ministros, não aparece na cobertura disponível, embora os fatos relatados pelo centro sustentem a discussão: quem assumiria os dois inquéritos é o próprio presidente do tribunal, e a substituição se daria por negociação interna, não por regra automática.
O que ainda não se sabe é decisivo. Não há data marcada para o plenário examinar a redistribuição das relatorias, não está claro se existe maioria para aprová-la e Mendonça não anunciou publicamente que aceitaria deixar os inquéritos. Também não se sabe o que aconteceria com o material probatório hoje sob guarda do gabinete dele caso a competência mude, nem se o encerramento do inquérito das Fake News será levado adiante, em que termos e com qual efeito sobre os investigados.
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O avanço das investigações sobre o Banco Master, com as mensagens de políticos e ministros trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro, provocou um choque direto entre o Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF). Alexandre de Moraes, André Mendonça e Paulo Gonet se encontram no centro de uma sequência de solavancos institucionais. Do escândalo do INSS envolvendo Lulinha ao caso Dark Horse e Banco Master de Flávio Bolsonaro, o país assiste a uma