Otoni de Paula pede à PGR que Flávio Bolsonaro seja impedido de deixar o país
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Resumo da cobertura
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Como decidimos →A cobertura de esquerda enfatiza a necessidade de prestação de contas: parlamentares pedem que o Estado avalie cautelares diante de investigação sobre dinheiro que financiou o filme e sobre estruturas financeiras no exterior.
A cobertura de direita enfatiza que os pedidos são iniciativas políticas de adversários, sem decisão judicial e sem prova de fuga, e que o senador nega irregularidades e tem direito à presunção de inocência.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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O deputado Otoni de Paula protocolou na Procuradoria-Geral da República uma representação para que Flávio Bolsonaro seja impedido de sair do país. O senador é investigado no inquérito do filme Dark Horse e nega irregularidades. Não há decisão judicial sobre o passaporte.
O deputado federal Otoni de Paula e a deputada federal Duda Salabert apresentaram pedidos para que o senador Flávio Bolsonaro, do PL, seja impedido de deixar o Brasil. Otoni de Paula protocolou, no domingo (25), uma representação à Procuradoria-Geral da República. O texto pede que o órgão avalie, em caráter de urgência, medidas cautelares como a proibição de viagem ao exterior, a entrega dos passaportes e a comunicação da eventual decisão à Polícia Federal e aos órgãos de controle migratório. Duda Salabert afirmou que pediu a apreensão do passaporte.
A representação trata principalmente do Inquérito 5.070, no Supremo Tribunal Federal, relatado pelo ministro André Mendonça, aberto em agosto de 2026 para apurar operações ligadas ao financiamento do filme Dark Horse. Flávio Bolsonaro figura como investigado. Segundo reportagens citadas no documento, foram negociados cerca de US$ 24 milhões para a produção, e ao menos US$ 12,3 milhões teriam sido pagos até setembro de 2025, em transferências entre empresas ligadas a Fabiano Zettel. As tratativas envolveriam o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Há ainda um segundo inquérito, sobre suspeitas de lavagem de dinheiro na relação do senador com o advogado Willer Tomaz. Reportagens apontam que Flávio teria figurado como usuário com perfil de administrador de uma conta da Alcazar Holdings, empresa registrada na Ilha da Madeira, e que voos internacionais foram pagos por empresas ligadas ao advogado. A Alcazar afirmou, em 22 de outubro, que ele nunca foi sócio, administrador ou beneficiário. Flávio e Tomaz negam irregularidades e dizem manter uma relação de amizade.
A cobertura de centro relatou, com base na própria representação, que o documento não é uma denúncia criminal e reconhece que os elementos públicos não comprovam que o senador seja dono de recursos de terceiros nem que planeje fugir. Valores previstos em contratos, diz o texto, não podem ser tratados como dinheiro recebido por ele. A Polícia Federal pediu mais 90 dias de inquérito para perícias contábeis e para aguardar informações de cooperação com os Estados Unidos.
Veículos de esquerda destacaram a frase do deputado em vídeo, de que Flávio terá de responder aqui pelos esquemas com Vorcaro, e deram espaço aos detalhes financeiros e ao histórico de Jair e Eduardo Bolsonaro, lembrados no documento como casos de consequências processuais da permanência de investigados fora do país. A peça ressalva que esses episódios não provam intenção de fuga.
Veículos de direita enfatizaram que se trata de iniciativas de parlamentares adversários, apresentadas após a derrota do senador na disputa presidencial. Frisaram que pedido de apreensão de passaporte não é decisão judicial, que depende de autoridade competente e que não há confirmação independente de que ele pretenda deixar o país. Também ressaltaram que os elementos da investigação não constituem prova de culpa.
O que ainda não se sabe: se a Procuradoria-Geral da República levará o pedido ao Supremo Tribunal Federal, se o relator decidirá sobre alguma cautelar, quem teve acesso efetivo à conta da Alcazar e se haverá prorrogação do inquérito. O mandato de Flávio Bolsonaro vai até 31 de janeiro de 2027.
O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) apresentou uma representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o órgão avalie, em caráter de

O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) e a deputada Duda Salabert (PDT-MG) apresentaram iniciativas para solicitar medidas que impeçam
