JD Vance liga derrota republicana nas eleições dos EUA à relação com Israel
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O texto de veículo de esquerda abriu com a afirmação de que a derrota republicana colocou em xeque a relação dos Estados Unidos com Israel e deu espaço a analistas brasileiros. O professor Bruno Huberman, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, chamou a ajuda de "sem qualquer contrapartida", e o professor Danny Zahreddine, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, avaliou o anúncio de Trump como tentativa de impedir a vitória de Abdul El-Sayed em Michigan. O texto registra as respostas de autoridades israelenses e não traz analista em defesa da ajuda.
Com base em Agência Brasil
A cobertura de centro relatou que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, citou a relação com Israel entre os quatro principais motivos, apontados por um consultor, para o Partido Republicano perder as maiorias na Câmara e no Senado.
Com base em Notícias ao Minuto Brasil
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Os dois textos do conjunto, um de veículo de esquerda e outro de centro, trazem o mesmo relato porque o de centro é creditado à mesma origem. A coincidência não é confirmação independente, e nenhum veículo de direita cobriu o caso.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a relação com Israel foi um dos quatro motivos apontados por um consultor para a perda das maiorias republicanas na Câmara e no Senado. No dia da eleição, Donald Trump anunciou o fim da ajuda militar a Israel, e o presidente israelense e o representante do país na ONU responderam.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a relação do país com Israel foi um dos quatro principais motivos, apontados por um consultor de confiança, para o Partido Republicano perder as maiorias na Câmara e no Senado para o Partido Democrata. A eleição de meio de mandato ocorreu em 3 de novembro. No mesmo dia, o presidente Donald Trump anunciou, para surpresa de aliados em Israel, o fim da ajuda militar ao país, estimada em US$ 3,8 bilhões por ano e prevista até 2028.
Veículos de esquerda e a cobertura de centro trouxeram o mesmo relato. A matéria de centro é expressamente creditada à mesma origem da matéria de esquerda, e os parágrafos lidos coincidem, de modo que a convergência entre os dois lados não representa confirmação independente. Nenhum veículo de direita cobriu o caso no conjunto analisado.
O relato traz os números da organização não governamental Conselho de Relações Exteriores, sediada nos Estados Unidos. Segundo a entidade, Israel recebeu dos Estados Unidos mais de US$ 300 bilhões até 2025, dos quais US$ 224 bilhões em assistência militar. O Afeganistão, segundo colocado, aparece com US$ 113 bilhões.
Bruno Huberman, professor de relações internacionais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, avalia que a decisão de Trump resulta de uma mudança nas relações entre Washington e Tel Aviv. Ele lembra que o presidente democrata Joe Biden manteve o nível de ajuda durante a guerra na Faixa de Gaza. Para Huberman, a esquerda do Partido Democrata criticou a ajuda na campanha, mas os democratas, no poder, não fizeram nada muito diferente.
A disputa também apareceu nas urnas. Abdul El-Sayed venceu a eleição para o Senado por Michigan com uma campanha crítica aos gastos com ajuda militar a Israel, e é apresentado no relato como o primeiro muçulmano eleito para a casa. Danny Zahreddine, professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, avalia que o anúncio de Trump foi uma tentativa de impedir essa vitória. Em Providence, Rhode Island, cerca de 75% dos eleitores aprovaram o fim de investimentos em países que pratiquem condutas como limpeza étnica e apartheid. A medida não cita Israel, mas foi apresentada pela Coalizão Providence Pela Palestina.
Como o texto é o mesmo, não há divergência de substância entre os lados que cobriram. As discordâncias estão entre os personagens. Vance relata o peso de Israel na derrota, e Danny Danon, representante israelense na Organização das Nações Unidas, rejeita essa análise, dizendo que é fácil culpar Israel por tudo. O presidente de Israel, Isaac Herzog, reconhece que há sentimentos contrários ao país nos Estados Unidos. Paulo Abraão, diretor-executivo da Brazil Office Alliance, diz não ver necessariamente enfraquecimento da aliança, mas mudança nas condições políticas que a sustentam. Como observação sobre o texto, os três analistas ouvidos descrevem mudança ou desgaste, e nenhum defende a manutenção da ajuda.
Até o fim da tarde de 5 de novembro, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, os textos não nomeavam o consultor citado por Vance, não listavam os outros três motivos e não traziam a justificativa de Trump para o anúncio. O relato usa ora a palavra fim, ora suspensão, e não detalhava como o repasse seria interrompido.
Vice-presidente diz que as relações com Tel Aviv estão entre os motivos da vitória dos Democratas nas eleições estadunidesnses.
