Derrota e inquéritos pressionam futuro de Flávio; irmão sugeriu que ele deixe o país
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A cobertura de centro relatou que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, em entrevista a um podcast americano em 23 de outubro, defendeu que o irmão, o candidato Flávio Bolsonaro, deixasse o Brasil se perdesse a eleição, e sugeriu em tom de brincadeira o envio de fuzileiros navais dos Estados Unidos. O texto registrou ainda que Eduardo atacou as urnas eletrônicas sem apresentar provas e lembrou a condenação dele no Supremo Tribunal Federal.
Veículos de direita trataram a derrota para Lula no segundo turno como o início de um futuro político incerto para Flávio Bolsonaro, que perderá o foro no Supremo Tribunal Federal ao deixar o Senado e responde a dois inquéritos.
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2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Centro e direita registram que Eduardo Bolsonaro, em entrevista a um podcast americano em 23 de outubro, defendeu que Flávio Bolsonaro deixasse o Brasil se perdesse, citando a fala de Lula no debate sobre a perda da imunidade.
Flávio Bolsonaro perdeu a eleição presidencial para Lula e deixa o Senado Federal em 31 de janeiro de 2027, quando perde o foro no Supremo Tribunal Federal, onde responde a dois inquéritos. Dias antes do segundo turno, o irmão Eduardo Bolsonaro defendeu num podcast americano que ele deixasse o país em caso de derrota.
Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial de 2026, o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, perderá o mandato e o foro por prerrogativa de função em 31 de janeiro de 2027. Dias antes da votação, o irmão dele, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, defendeu em entrevista a um podcast americano que Flávio deixasse o Brasil caso perdesse.
A declaração foi feita na sexta-feira, 23 de outubro, ao programa do comentarista americano Steven Crowder. Eduardo, que vive nos Estados Unidos desde 2025, disse ser a favor de que o irmão saísse do país se não vencesse. Ele relacionou a posição a uma fala de Lula no debate de 18 de outubro, quando o petista disse a Flávio que ele perderia a imunidade e que os inquéritos iriam andar.
As duas coberturas convergem nesses pontos: a autoria e a data da entrevista, a referência à fala de Lula no debate e a perda do foro de Flávio com o fim do mandato. Também registram que Eduardo deixou o Brasil e que enfrenta problemas na Justiça.
A cobertura de centro concentrou-se na entrevista. Relatou que Eduardo sugeriu, em tom de brincadeira, que o governo de Donald Trump poderia enviar fuzileiros navais ao Brasil, e que ele criticou as urnas eletrônicas sem apresentar provas, voltando a defender o voto impresso. O texto lembrou que Eduardo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, por ter articulado o tarifaço americano contra exportações brasileiras, e que é alvo de mandado de prisão assinado pelo ministro Alexandre de Moraes.
Veículos de direita enfatizaram o futuro de Flávio depois da derrota. O texto descreveu o senador como o legítimo herdeiro político de Jair Bolsonaro, que aglutinou a direita e teve desempenho melhor que o do pai no primeiro turno. Detalhou dois inquéritos no Supremo: um sobre o financiamento do filme Dark Horse, em que Flávio pediu 134 milhões de reais a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, sob relatoria do ministro André Mendonça; outro, aberto na semana anterior ao segundo turno e relatado por Moraes, sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz, com bloqueio de até 6 bilhões de reais do advogado. Esse texto classificou a fala de Lula no debate como de tom de ameaça e não mencionou a referência a fuzileiros navais nem as críticas às urnas.
Nenhum veículo de esquerda cobriu o caso no conjunto analisado.
Até a noite de 25 de outubro, quando saíram as matérias analisadas, Flávio Bolsonaro não havia dito se pretendia deixar o país, e nenhuma das coberturas trouxe resposta dele ou do partido à declaração do irmão. Também não havia informação sobre para qual instância os inquéritos iriam depois do fim do foro nem sobre a versão da defesa de Willer Tomaz.
Ex-deputado federal, que vive nos EUA desde 2025, fez declarações a podcast americano. "Se meu irmão não ganhar [a eleição], sou favor que ele deixe o país."

Derrota acende o alerta sobre situação jurídica de Flávio Bolsonaro, que perderá imunidade parlamentar em 2027. Leia na Gazeta do Povo.
