Prédio avariado por bombardeios israelenses desaba em Gaza e mata 21 pessoas
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Um prédio de seis andares desabou na madrugada de 16 de setembro na região de Tal al Hawa, na Cidade de Gaza, e deixou ao menos 21 mortos, segundo a Defesa Civil e o Ministério da Saúde de Gaza, ambos sob autoridade do Hamas. O edifício havia sido atingido por ataques israelenses em 2024 e em março de 2025 e servia de abrigo a famílias deslocadas. Balanços iniciais falavam em 12 mortos e mais de 100 desaparecidos.
Um prédio de seis andares danificado durante a guerra desabou na Cidade de Gaza e deixou ao menos 21 mortos, segundo autoridades ligadas ao Hamas. O grupo culpa Israel e a comunidade internacional, enquanto Israel sustenta que restringe equipamentos que poderiam ter uso militar e condiciona a reconstrução ao desarmamento do Hamas, cuja ofensiva de 7 de outubro de 2023 deflagrou o conflito.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
As coberturas concordam que o prédio de seis andares havia sido danificado por ataques israelenses, abrigava famílias deslocadas e que o balanço chegou a ao menos 21 mortos, com crianças entre as vítimas.
Um prédio de seis andares que abrigava famílias deslocadas desabou na madrugada de 16 de setembro na Cidade de Gaza e deixou ao menos 21 mortos. O edifício havia sido atingido por ataques israelenses, e a Defesa Civil de Gaza acusa Israel de impedir a entrada de máquinas pesadas para o resgate.
Um prédio de seis andares desabou na madrugada de quarta-feira, 16 de setembro, na região de Tal al Hawa, na Cidade de Gaza, e deixou ao menos 21 mortos. Segundo a Defesa Civil e o Ministério da Saúde de Gaza, que operam sob autoridade do Hamas, entre as vítimas há crianças e cinco mulheres. O edifício havia sido danificado por ataques israelenses em fases anteriores da guerra e servia de abrigo improvisado para famílias deslocadas.
Os primeiros balanços, divulgados pela manhã, falavam em 12 mortos e mais de 100 desaparecidos. Com o avanço das buscas, o número subiu para 21. A Defesa Civil informou ter levado 45 feridos ao hospital e disse que o prédio, com quatro apartamentos por andar, abrigava mais de 100 pessoas. Ao cair, a estrutura atingiu casas e barracas vizinhas. O porta-voz Mahmud Bassal afirmou que o imóvel foi atingido várias vezes em 2024 e em março de 2025, o que motivou alertas para que moradores não voltassem. Segundo ele, as famílias não tinham outra opção de abrigo.
A cobertura de centro, que concentra a maior parte do material, convergiu em alguns pontos. As equipes de resgate trabalharam com ferramentas rudimentares e, em parte, com as próprias mãos. A Defesa Civil acusa Israel de impedir a entrada de máquinas pesadas e diz haver quase dois mil prédios em risco de desabamento na Faixa de Gaza. Israel afirma que restringe equipamentos que poderiam ter uso militar e que só permitirá a reconstrução quando o Hamas se desarmar. Desde o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, em outubro de 2025, nenhuma obra de reconstrução foi feita.
A cobertura de centro também ampliou o contexto político. No mesmo dia, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a retomada da guerra em larga escala é apenas questão de tempo e voltou a defender um plano de migração dos palestinos. O presidente do Egito, Abdel Fatah al-Sisi, rejeitou qualquer deslocamento da população ao receber o presidente palestino, Mahmoud Abbas. O embaixador americano Mike Huckabee negou que exista plano para retirar pessoas contra a vontade delas. Na véspera, o chefe de direitos humanos das Nações Unidas, Volker Türk, pediu que provas de possíveis crimes de guerra sejam preservadas.
O único veículo de direita que cobriu o caso reproduziu reportagem de agência internacional, com testemunhos de parentes das vítimas e a acusação do Hamas, que responsabiliza Israel e a comunidade internacional pela catástrofe. O texto lembrou que a guerra começou com o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, que matou mais de 1.200 pessoas em Israel, e registrou a justificativa israelense sobre a restrição de equipamentos. Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre o desabamento.
Ainda não se sabe o número final de vítimas nem quantas pessoas seguem desaparecidas, já que os balanços variaram ao longo do dia e divergem sobre quantas crianças morreram. O órgão militar israelense que coordena a ajuda ao território não respondeu se permitirá a entrada de maquinário após o desabamento. Também não há resposta oficial de Israel às acusações sobre o bloqueio de equipamentos de resgate.
A Defesa Civil local comunicou que o edifício abrigava mais de 100 pessoas e foi bombardeado diversas vezes por forças israelenses de 2024 a 2025

Edifício havia sido bombardeado várias vezes e apresentava danos estruturais; cinco crianças estão entre as vítimas encontradas sob os escombros

Doze pessoas morreram e mais de 100 estão desaparecidas após o desabamento de um prédio de seis andares na Cidade de Gaza, informou nesta quarta-feira (16) a Defesa Civil do território palestino devastado pela guerra.