Flávio Bolsonaro supera Lula por 1,87 ponto, menor margem de 1º turno desde 1989
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Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 47,03% dos votos válidos contra 45,16%, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A diferença de 1,87 ponto percentual, cerca de 2,2 milhões de votos, é a menor já registrada num primeiro turno desde 1989. Os dois voltam às urnas em 25 de outubro.
O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro ligeiramente à frente de Lula, numa margem de 1,87 ponto, a mais apertada desde a redemocratização. Pela leitura de esquerda, o resultado expõe o desencanto de eleitores de baixa renda endividados, uma abstenção perto de 21% e uma campanha governista que demorou a engrenar, mas o segundo turno, em 25 de outubro, segue em aberto diante da disputa entre dois projetos de país.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 à frente de Lula por 1,87 ponto percentual, a menor diferença registrada desde 1989. A margem fica bem abaixo dos 5,23 pontos de 2022, e o histórico mostra que o líder do primeiro turno venceu todas as disputas decididas em segundo turno, marcado agora para 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro, senador do Partido Liberal, terminou o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores. Com todas as urnas apuradas, segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos e Lula, 45,16%. A diferença de 1,87 ponto percentual, cerca de 2,2 milhões de votos, é a menor já registrada num primeiro turno desde 1989, primeira eleição direta após a ditadura. Como nenhum dos dois passou da metade dos votos válidos, eles voltam a se enfrentar em 25 de outubro.
O recorde anterior era de 2022, quando Lula teve 48,43% e Jair Bolsonaro, 43,2%, uma distância de 5,23 pontos. Em seguida vem 2006, com quase sete pontos entre Lula e Geraldo Alckmin. As maiores vantagens foram de Fernando Henrique Cardoso, eleito em primeiro turno em 1994 e 1998. Atrás dos finalistas ficaram Augusto Cury, com 2,89%, Renan Santos, com 2,24%, e Ronaldo Caiado, com 2,18%. Um dado histórico atravessa toda a cobertura: desde 1989, sete eleições foram decididas em segundo turno, e em todas venceu quem liderou a primeira votação.
A cobertura de centro concentrou a maior parte do volume. Ela registrou que o resultado contrariou as pesquisas, que davam leve vantagem a Lula, e que o presidente admitiu estar convencido de que venceria já no domingo. Segundo essa cobertura, a campanha petista atribuiu o revés a problemas de comunicação, prevê reformulação e quer elevar a rejeição a Flávio. A cobertura de centro também comparou os programas registrados no tribunal: Lula propõe ampliar o papel do Estado, cobrar proporcionalmente mais impostos dos ricos e manter a punição aos condenados pelo 8 de Janeiro; Flávio defende corte de gastos, privatizações, redução de impostos, endurecimento penal e anistia ao pai, Jair Bolsonaro.
Na repercussão estrangeira reunida pela cobertura de centro, jornais de fora do país leram o resultado como guinada à direita e destacaram a abstenção perto de 21%, a sombra do governo dos Estados Unidos sobre a disputa e a investigação da Polícia Federal sobre Flávio no caso do Banco Master, que ele nega. Analistas de mercado ouvidos ali projetaram alta do real e da bolsa.
O veículo de esquerda que cobriu o caso se limitou à série histórica das margens, sem adjetivar o resultado nem antecipar o segundo turno. Não houve, neste conjunto, cobertura de veículos de direita, o que deixa sem voz própria a leitura do campo vencedor da primeira etapa. O que se sabe do lado de Flávio chega por declaração reproduzida: a de que o resultado mostra que o Brasil quer mudança.
Ainda não se sabe para onde irão os votos dos candidatos derrotados, já que Caiado e Renan Santos disseram que não apoiarão nenhum dos dois. Também segue em aberto se o voto antipetista foi antecipado no primeiro turno, o que reduziria o espaço de crescimento de Flávio, e como a campanha de Lula reorganizará a comunicação até 25 de outubro.
Jornais da Europa, da América Latina, do Oriente Médio e da Ásia destacaram o erro das pesquisas e apontaram o senador como favorito para o segundo turno.

Flávio Bolsonaro abriu 2 pontos sobre Lula no primeiro turno, a menor diferença entre os líderes de uma eleição presidencial desde 1989.

Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno da Eleição 2026 após registrarem a menor diferença de votos da história no primeiro turno, de apenas 1,88 ponto.

Margem fica abaixo da registrada em 2022, que tinha menor distância entre os dois primeiros colocados

Enquanto Lula propõe ampliar o papel do Estado, fortalecer políticas sociais e expandir direitos trabalhistas, Flávio defende uma agenda liberal na economia, a redução de impostos e o endurecimento do combate ao crime; confira os planos dos dois candidatos que avançaram para o segundo turno.

Petistas avaliam acirrar disputa contra adversário em estados com tendência conservadora
