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O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino afirmou em 11 de agosto que é falsa a percepção de uma crise terminal e apocalíptica no Judiciário, mas disse que reformas são sempre necessárias. Em publicação nas redes sociais, feita para marcar o bicentenário dos cursos jurídicos e o Dia do Advogado, ele defendeu punição a operadores do Direito que se valem da corrupção, o fim de fundos jurídicos usados para lavagem de dinheiro e o combate à compra e venda de sentenças. A manifestação ocorre enquanto a Corte está dividida sobre a proposta de um código de conduta para ministros de tribunais superiores, encampada pelo presidente do tribunal.
Em publicação feita no Dia do Advogado, o ministro Flávio Dino contestou a ideia de que o Judiciário viva um colapso e apresentou uma agenda de mudanças que inclui punição a magistrados corruptos, fim de fundos jurídicos usados para lavagem e combate à compra e venda de sentenças. A fala chega enquanto o Supremo está dividido sobre um código de conduta para ministros.
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino afirmou nesta terça-feira, 11 de agosto, que é falsa a percepção de uma crise terminal e apocalíptica no mundo do Direito e no Judiciário, mas acrescentou que reformas são sempre necessárias. A manifestação foi publicada nas redes sociais do magistrado, em texto escrito para marcar o bicentenário dos cursos jurídicos no Brasil e o Dia do Advogado. Há pouco mais de dois anos na Corte, Dino foi o último ministro a tomar posse no tribunal.
No mesmo texto, ele listou o que considera prioritário. Defendeu a punição de operadores do Direito que se valem da corrupção, o fim de fundos jurídicos utilizados para lavagem de dinheiro e o combate à compra e venda de sentenças. Acrescentou à pauta a morosidade dos processos, o uso e o abuso da inteligência artificial e os precatórios fabricados para a prática de crimes, ou seja, títulos de dívida pública forjados para servir a fraudes. Escreveu ainda que a pregação sobre uma suposta crise do Judiciário é movida por objetivos ideológicos, oportunismos político-eleitorais e interesses econômico-financeiros ou, na melhor das hipóteses, deriva de vieses de confirmação que recortam, fraudam e moldam a realidade. Ao final, disse ser preciso ter perseverança e coragem e lembrar sempre dos direitos fundamentais, sobretudo dos mais pobres, além dos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade e eficiência.
A cobertura de centro relatou o episódio de forma descritiva, reproduzindo as citações entre aspas e situando a fala no calendário simbólico da advocacia. Esses relatos registram que, em abril, o ministro já havia publicado um artigo de opinião propondo reforma ampla do Poder Judiciário, da primeira instância às Cortes superiores, no qual defendeu a revisão do capítulo do Código Penal sobre crimes contra a Administração da Justiça e punições mais rigorosas para magistrados que incorram em corrupção, peculato e prevaricação. Naquele texto, ele escreveu que a confiabilidade é atributo fundamental para a legitimação democrática dos profissionais do Direito.
Veículos de direita enfatizaram menos a proposta e mais o pano de fundo da disputa interna do Supremo. Nessa cobertura, o artigo de abril aparece como peça permeada de críticas ao presidente da Corte, Edson Fachin, que fez da questão ética a principal bandeira de sua gestão e defende a aprovação de um código de conduta para magistrados de tribunais superiores. O tribunal está dividido sobre essa proposta, e Dino integra a ala refratária à ideia, ao lado de Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin. Essa cobertura vem acompanhada de comentário opinativo que questiona a intenção dos ministros ao formular projetos próprios de mudança, sugerindo manobra em vez de correção de rumo.
Até o momento não houve registro de cobertura de veículos de esquerda sobre a manifestação no conjunto de fontes reunidas, de modo que não há enquadramento desse lado a relatar. O argumento central do ministro, de que o discurso de colapso serve a interesses políticos e econômicos, é o tipo de leitura que costuma encontrar eco nesse campo, mas isso não foi afirmado por nenhuma fonte deste caso.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há prazo, texto nem tramitação definida para a reforma que o ministro defende, e nenhuma das coberturas indica se as mudanças exigiriam emenda constitucional, lei ordinária ou ato interno do tribunal. Também não se sabe como o presidente do Supremo responderá às críticas embutidas na manifestação, nem quando o código de conduta será levado a decisão pelo colegiado. Não há, até aqui, resposta pública dos demais ministros nem estimativa de quantos casos de compra e venda de sentenças ou de precatórios fraudados estariam sob apuração.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: o ministro rejeitou o diagnóstico de crise terminal, defendeu que reformas são necessárias e apontou corrupção de magistrados, lavagem por fundos jurídicos, venda de sentenças e morosidade como prioridades.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
O texto reproduz as citações do ministro entre aspas e as atribui explicitamente ('escreveu o ministro em publicação no Instagram'), sem adjetivação própria. Descreve a divisão interna da Corte nomeando os dois blocos sem tomar partido. O vocabulário é descritivo ('afirmou', 'defendeu', 'propôs'), sem carga valorativa; o único desequilíbrio é a ausência de contraditório, não o enquadramento.
Perspectivas omitidas
Nota breve, escrita em terceira pessoa e sem adjetivos valorativos: registra que o ministro defendeu mudanças e rejeitou o diagnóstico de colapso, atribuindo a ele a avaliação sobre motivações ideológicas. A brevidade custa contexto, não enquadramento, o que sustenta a leitura de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo da matéria é o mesmo relato factual da declaração, mas a peça abre com uma chamada de comentário que questiona a intenção dos ministros ao propor mudanças no Supremo, sugerindo manobra. Esse enquadramento de desconfiança quanto à autocontenção do tribunal e a ênfase na disputa interna e no controle ético dos magistrados alinham a leitura ao eixo de accountability institucional típico da cobertura à direita.


Contrário ao Código de Ética no STF, Flávio Dino criticou nesta terça-feira, 11, ‘oportunismos político-eleitorais’ de quem propaga uma suposta crise na toga
Ministro afirma que há problemas a serem corrigidos no sistema de Justiça, mas considera exagerada a avaliação de que o Judiciário atravessa uma crise
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Perspectivas omitidas
Falácias identificadas


