Diretores da PF colocam cargos à disposição em apoio a chefe da PF afastado por Mendonça
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afastou preventivamente o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência, Leandro Almada, sob a alegação de que a corporação produziu relatórios de inteligência para monitorar sua atuação e a do advogado-geral da União, Jorge Messias. No mesmo dia, onze diretores da cúpula assinaram nota de apoio aos dois delegados e colocaram os cargos à disposição do comando interino, exercido por William Marcel Murad. A Segunda Turma formou maioria para referendar a liminar, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista de Gilmar Mendes.
Para o enquadramento de esquerda, o episódio é uma investida contra a autonomia da Polícia Federal. Onze diretores de carreira, responsáveis por áreas que vão do combate ao crime organizado à proteção da Amazônia, saíram em defesa pública de Andrei Rodrigues e Leandro Almada e classificaram como injustificados os ataques à corporação.
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5 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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Todas as coberturas registram os mesmos fatos: o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues e Leandro Almada por decisão de André Mendonça, a nota conjunta de onze diretores colocando os cargos à disposição, o comando interino de William Marcel Murad e a maioria formada na Segunda Turma com pedido de vista de Gilmar Mendes.
A cúpula da Polícia Federal respondeu em poucas horas ao afastamento preventivo do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Leandro Almada, determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Onze diretores assinaram nota de apoio aos dois delegados e colocaram os cargos à disposição do comando interino.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou na manhã de terça-feira, 8 de setembro de 2026, o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Horas depois, onze diretores que integram a cúpula da instituição assinaram uma nota pública de total apoio aos dois delegados e colocaram os próprios cargos à disposição de William Marcel Murad, diretor-executivo que assume interinamente o comando da Polícia Federal.
O gesto não significa saída automática dos signatários: ele transfere ao novo comando a decisão sobre a permanência de cada um nas funções. Assinam o documento, entre outros, Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente, e Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas. Na manifestação, os diretores classificam como injustificados os ataques dirigidos à corporação, repudiam a tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana e afirmam que narrativas influenciadas por interesses político-eleitorais não apagam a trajetória profissional dos dois delegados.
A cobertura converge nos fatos centrais. Mendonça sustenta ter sido alvo de monitoramento ilegal por cerca de trinta dias, com ao menos seis relatórios internos produzidos em agosto, e estendeu a suspeita ao acompanhamento da atuação do advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro determinou a abertura de apuração penal e de procedimento administrativo-disciplinar na Corregedoria da Polícia Federal e proibiu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência voltados à análise da atuação funcional de magistrados, de integrantes da advocacia pública e de agentes da polícia judiciária. Ainda na terça-feira, a Segunda Turma do Supremo formou maioria para referendar a liminar, com os votos do próprio relator, de Luiz Fux e de Kassio Nunes Marques. Gilmar Mendes pediu vista e interrompeu a conclusão do julgamento, enquanto Dias Toffoli não havia votado. O pedido de vista não derrubou a decisão, que permanece em vigor.
Veículos de esquerda deram relevo à defesa institucional da Polícia Federal, trataram a nota como resposta a ataques externos e a tentativas de usurpação de funções e sublinharam o argumento dos diretores de que a corporação precisa permanecer independente para assegurar o Estado Democrático de Direito. A cobertura de centro concentrou-se na cronologia e nos fundamentos jurídicos: reproduziu a íntegra da manifestação, listou os onze signatários, detalhou o placar da Segunda Turma e recuperou o antecedente do conflito, o relatório interno que o ministro Alexandre de Moraes usou para pedir investigação contra Mendonça por abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade, em desdobramento das apurações sobre o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro. Nessa cobertura aparece também a avaliação do relator de que o documento é apócrifo, sem timbre e sem autoria identificável. Veículos de direita não figuram no conjunto de fontes reunido até aqui, e a leitura habitual desse campo tenderia a enfatizar o controle institucional sobre a polícia e a gravidade de relatórios sem autoria produzidos dentro do Estado sobre autoridades.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há acesso público ao conteúdo integral dos seis relatórios citados na decisão, nem confirmação de quem os produziu e de quem autorizou a produção. Não há prazo definido para a devolução do voto-vista de Gilmar Mendes nem posição conhecida de Dias Toffoli. Também não está claro se o comando interino aceitará algum dos onze pedidos de exoneração, qual será o efeito prático do afastamento sobre as investigações do caso Banco Master e como o Ministério da Justiça e a Advocacia-Geral da União se posicionarão diante da crise.
Onze integrantes da cúpula da Polícia Federal manifestaram "total apoio" a Andrei Rodrigues e Leandro Almada e deixaram decisão sobre permanência nas funções com o diretor-geral substituto. Veja a ...

Onze diretores da PF apoiam Andrei Rodrigues, afastado por André Mendonça do STF, em carta que denuncia ataques políticos à instituição e coloca cargos à disposição.

Dirigentes afirmam que afastamento do diretor-geral e do diretor de Inteligência decorre de “ataques injustificados” e repudiam acusações contra a instituição

Um grupo de 11 diretores da cúpula da Polícia Federal (PF) divulgou nesta terça-feira (8/9) uma nota pública em que exaltam a atuação de Andrei Rodrigues, diretor-geral da corporação afastado horas antes por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

