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O partido Novo confirmou em 4 de agosto de 2026 o senador cearense Eduardo Girão como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema. Girão desistiu da pré-candidatura ao governo do Ceará para compor a chapa formada apenas por quadros da própria legenda. A definição veio cerca de uma semana depois da convenção que oficializou o cabeça de chapa e encerrou uma rodada de sondagens a nomes de fora do partido. O registro da chapa na Justiça Eleitoral tem prazo até 15 de agosto, com início de campanha no dia seguinte e primeiro turno marcado para 4 de outubro.
O partido Novo fechou nesta terça-feira, 4 de agosto de 2026, a chapa com que disputará a Presidência da República. O senador cearense Eduardo Girão foi confirmado como candidato a vice na campanha do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, numa composição que a própria legenda chama de puro-sangue: os dois nomes vêm do mesmo partido, sem aliança com outras siglas. Para aceitar o convite, Girão desistiu da pré-candidatura ao governo do Ceará, que vinha construindo havia meses.
A decisão encerra uma das últimas indefinições da corrida presidencial e vem cerca de uma semana depois da convenção nacional que oficializou o cabeça de chapa sem indicar o companheiro. Antes de chegar ao nome do senador, a legenda sondou figuras de fora do quadro partidário, entre elas um ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, um empresário e um escritor de grande circulação. Nenhuma das conversas avançou. O registro da chapa na Justiça Eleitoral precisa ser feito até 15 de agosto, a campanha começa no dia seguinte e o primeiro turno está marcado para 4 de outubro.
A cobertura de centro relatou a trajetória do escolhido com detalhe e sem adjetivação: empresário nas áreas de hotelaria, transporte de valores e segurança privada, fundador de uma organização sem fins lucrativos que financiou produções cinematográficas de temática espírita, presidente de um clube de futebol por cinco meses em 2017 e senador eleito em 2018 com mais de 1,3 milhão de votos. Essa mesma cobertura registrou o lado menos confortável do currículo eleitoral: em 2024, o senador disputou a prefeitura de Fortaleza e ficou com 1,06% dos votos válidos. E anotou votações que não cabem numa caricatura: ele votou contra o decreto de armas do governo anterior, pediu a instalação da comissão parlamentar de inquérito sobre o uso de recursos federais no combate à pandemia, foi autor da lei que instituiu o Dia Nacional do Espiritismo e da lei que proibiu a produção de alimentos obtidos por alimentação forçada de animais, sancionada em julho deste ano. Ao lado disso, aparecem posições conservadoras firmes, como a oposição ao aborto e a defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.
Veículos de direita enfatizaram o cálculo político da escolha. Nessa leitura, a chapa fechada dentro do próprio partido preserva a coerência programática e evita concessões a outras legendas, enquanto o perfil do vice, marcado por pautas conservadoras, fiscalização do governo federal e defesa de investigações parlamentares, funciona como credencial. O mesmo enquadramento destaca que a indicação de um senador cearense amplia a presença da campanha no Nordeste, região onde o cabeça de chapa busca competitividade, e conecta a candidatura à promessa de privatizar empresas estatais e reduzir a expectativa para a taxa básica de juros.
Até o momento, veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria do anúncio. A consequência prática é que o contraditório sobre o programa da chapa, sobre o que a agenda de corte de Estado significa para serviços públicos e sobre as posições de costumes do indicado não aparece no material disponível. O leitor recebe, por ora, um retrato construído entre a descrição factual e a leitura favorável.
Os três textos convergem num ponto: o nome do senador já havia sido estopim de uma crise dentro do maior partido do campo conservador. A pré-candidatura dele ao governo do Ceará opôs a ex-primeira-dama, que o apoiava, à direção partidária e aos filhos do ex-presidente, que negociavam apoio a outro nome no estado. O atrito virou troca pública de acusações e só foi encerrado em 23 de julho, com um pedido de desculpas e uma trégua anunciada em vídeo pelos dois lados.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Nenhuma das reportagens mede o efeito da chapa puro-sangue sobre o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, variável que a própria decisão afeta diretamente. Também não há dado de pesquisa indicando de que patamar a dupla parte, nem avaliação independente sobre quanto o vice agrega em votos no Nordeste depois do desempenho de 2024. Permanece em aberto, ainda, como ficam as alianças no Ceará agora que o senador saiu da disputa estadual, e qual será a composição das demais chapas presidenciais, cujas definições seguiam em negociação até o prazo legal de registro.
Toda a cobertura confirma os mesmos fatos centrais: o senador cearense foi anunciado em 4 de agosto como vice na chapa presidencial do Novo, desistiu da disputa pelo governo do Ceará, e a chapa é formada apenas por quadros do próprio partido, depois de sondagens frustradas a nomes de fora. Também há convergência sobre o perfil conservador do escolhido e sobre o papel que a pré-candidatura dele teve na crise interna do maior partido do campo conservador.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de perfil predominantemente descritivo: lista partidos, cargos e resultados eleitorais sem vocabulário valorativo. Menciona o alinhamento do senador a discursos críticos ao Supremo Tribunal Federal e ao plano de governo do pré-candidato de forma atributiva, sem endossar nem contestar, o que sustenta a leitura de centro. O único desequilíbrio é a ausência de contraponto, não o enquadramento.
Perspectivas omitidas
Reportagem de perfil com equilíbrio interno raro: registra posições conservadoras (contra o aborto, a favor da anistia aos atos de 8 de janeiro) ao lado de votos que contrariam o campo à direita, como o voto contra o decreto de armas e o pedido de instalação da comissão de inquérito da Covid-19. Essa combinação de sinais opostos, sem adjetivação, caracteriza cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
O corpo é factual e bem datado (confirmação partidária, sondagens anteriores, prazos de registro e datas dos turnos), mas dedica espaço amplo a citações de campanha carregadas dos próprios candidatos, sem interlocutor que as conteste. O enquadramento do texto permanece neutro e atributivo, então a classificação fica em centro, com nota de assimetria de vozes.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O texto adota o vocabulário e as prioridades do campo à direita ao descrever a atuação do escolhido como marcada por pautas conservadoras, fiscalização do governo federal e defesa de investigações parlamentares, tratando esses atributos como credenciais. O bloco de leituras relacionadas reforça o eixo de privatização de estatais e expectativa de queda de juros com um governo de credibilidade, enquadramento típico de eficiência de mercado. Não há adjetivação agressiva, daí a confiança moderada.

De empresário a político e até presidente de clube esportivo, Girão passa a integrar a chapa "puro-sangue" do partido Novo.

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Senador cearense, que protagonizou atrito entre Michelle Bolsonaro e o PL no Ceará, foi confirmado como companheiro de chapa do ex-governador de Minas Gerais
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Perspectivas omitidas



