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Duas pesquisas divulgadas em 3 de agosto de 2026 mostram os petistas Rui Costa e Jaques Wagner na liderança da disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado. O levantamento da Paraná Pesquisas ouviu 1.400 eleitores em 60 municípios entre 31 de julho e 2 de agosto e registrou 44,6% para Rui Costa e 35,1% para Wagner no cenário estimulado, com margem de erro de 2,7 pontos. A pesquisa Futura/Apex, com 1.000 entrevistados em 24 e 25 de julho, apontou 47,5% e 36%, com margem de 3,1 pontos. Os números vieram dois dias depois da convenção que oficializou a chapa governista em Salvador, com a reeleição do governador Jerônimo Rodrigues encabeçando o palanque.
Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas na segunda-feira, 3 de agosto de 2026, colocaram os petistas Rui Costa e Jaques Wagner na liderança da disputa pelas duas vagas da Bahia no Senado Federal. O levantamento da Paraná Pesquisas ouviu 1.400 eleitores em 60 municípios baianos entre 31 de julho e 2 de agosto e registrou 44,6% das intenções de voto para o ex-governador e ex-ministro da Casa Civil e 35,1% para o senador que tenta a reeleição, com margem de erro de 2,7 pontos percentuais e registro no Tribunal Superior Eleitoral. A pesquisa Futura/Apex, feita com 1.000 entrevistados em 24 e 25 de julho, apontou números ainda maiores para a dupla: 47,5% e 36%, com margem de 3,1 pontos. Nos dois estudos o cenário é estimulado, ou seja, o entrevistado recebe uma lista de nomes, e cada eleitor podia citar até duas opções, o que faz os percentuais não somarem 100%.
Os números chegaram dois dias depois da convenção que oficializou a chapa governista em Salvador. No Parque de Exposições, a federação que reúne o partido do governo e seus aliados confirmou a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição e o lançamento dos dois ex-governadores ao Senado, em evento que reuniu o presidente da República, ministros, parlamentares, prefeitos e militantes. A Bahia é o quarto maior colégio eleitoral do país, com mais de 11,3 milhões de eleitores, e é governada pelo mesmo campo político desde 2007.
Os três lados da cobertura convergem no essencial. Todos registram a liderança dos dois nomes na corrida ao Senado, todos reproduzem a metodologia declarada dos levantamentos e todos apontam que a disputa pelo governo do Estado é bem mais apertada, com o ex-prefeito da capital pela oposição empatado ou à frente do governador, conforme o instituto. A cobertura de centro se ateve a esse núcleo verificável: percentuais, amostra, período de campo, protocolo no tribunal eleitoral, contratante e até o custo declarado de um dos estudos, além do relato descritivo da convenção e das falas feitas no palanque.
As divergências começam no que cada lado escolhe colocar ao redor dos números. Veículos de esquerda deram destaque à leitura interna da campanha e trataram a alta indecisão como o problema central: no cenário espontâneo, sem lista de nomes, 73,7% dos entrevistados disseram não saber em quem votar ou não quiseram responder, e mesmo no estimulado há mais de 20% entre brancos, nulos e indecisos. Nessa chave, a liderança ainda não virou adesão, e a rejeição de 34,1% ao senador, a maior entre todos os pré-candidatos, seria um dado a administrar em um eleitorado desmobilizado, e não um veredito.
Veículos de direita enfatizaram o passivo judicial e institucional dos candidatos. Lembraram que o senador é alvo, desde junho, de uma operação da Polícia Federal que apura corrupção, lavagem de dinheiro e a suposta relação com gestores de um banco, e que o outro candidato privatizou em 2018 a estatal baiana de alimentos, operação que abriu caminho para o crédito consignado depois absorvido por essa mesma instituição financeira. Também registraram que os três nomes lançados na convenção aparecem em uma lista de presentes de fim de ano encontrada no celular de um banqueiro investigado, com garrafas de vinho avaliadas em até R$ 5,3 mil. E apontaram que o pedido explícito de voto feito do palanque ocorreu antes de 16 de agosto, data em que a propaganda eleitoral passa a ser permitida por lei, além de destacar a fala presidencial que classificou o Senado como uma casa de 'baixo nível' justamente quando a Casa resiste a pautas do governo.
O que ainda não se sabe é o desfecho dessas duas linhas. A investigação policial não resultou até agora em denúncia formal, a defesa do senador não se manifestou sobre a lista de presentes e ele afirmou em entrevista ter certeza de que provará sua inocência. Nenhuma das pesquisas foi feita depois da convenção, então não há medição do efeito do evento nem da repercussão do caso sobre a intenção de voto. Também não há informação sobre a apuração do ataque cibernético relatado pelo partido contra lideranças na madrugada da convenção, nem sobre como os mais de 70% de indecisos do cenário espontâneo devem se distribuir quando a campanha oficial começar.
4 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
A matéria apresenta os dados com rigor metodológico e não esconde números ruins para o campo que acompanha, incluindo a rejeição de 34,1% do senador e a desvantagem na corrida estadual. O enquadramento aparece no vocabulário e no ponto de vista: fala em 'campo progressista', trata a indecisão como desafio de campanha a ser superado e escreve do interior da estratégia petista ('as campanhas progressistas precisarão administrar'). É análise favorável na perspectiva, mas honesta com os dados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
O texto reporta a convenção em registro descritivo, reproduzindo falas do presidente e do dirigente estadual entre aspas sem adjetivação do redator, e acrescenta contexto numérico neutro (quarto maior colégio eleitoral, 11,3 milhões de eleitores, governo estadual desde 2007). Não há vocabulário valorativo nem enquadramento crítico ou laudatório, o que caracteriza cobertura de centro apesar do tema ser inteiramente favorável a um só campo.
Veículos com viés à direita
O texto parte de uma fala isolada do presidente sobre o Senado estar em 'baixo nível' para o título, e organiza o corpo em torno de accountability: lembra que a propaganda eleitoral só é permitida a partir de 16 de agosto, sugerindo irregularidade no pedido de voto; emenda a convenção à Operação Compliance Zero, ao Banco Master e à privatização da estatal de alimentos; e fecha com pesquisa que mostra a oposição à frente no governo estadual. A ênfase em controle institucional, gasto público e suspeição sobre os governantes é o enquadramento canônico de direita, ainda que a apuração seja sólida.

O evento, realizado no Parque de Exposições de Salvador, reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, parlamentares, prefeitos e militantes

Convenção petista na Bahia lançou Jerônimo Rodrigues à reeleição pelo governo do Estado, com chapa ao Senado composta por Wagner e Costa, questionados no escândalo do Master

O ex-ministro da Casa Civil Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) lideram as intenções de voto para o Senado na Bahia nas eleições de 2026, segundo

Levantamento da Paraná Pesquisas entrevistou 1.400 pessoas em 60 municípios de 31 de julho a 2 de agosto de 2026. Leia no Poder360.
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Perspectivas omitidas
Texto de registro puro: percentuais, amostra, período de campo, margem de erro, grau de confiança, número de protocolo no TSE, custo do estudo e quem pagou. Não há adjetivação, interpretação de tendência nem escolha de ângulo. É o padrão factual de agência, sem dimensão editorial identificável.
Perspectivas omitidas
Perspectivas omitidas
Falácias identificadas



