Romeu Zema usa celular na cabine de votação em Araxá e TRE-MG vai apurar caso
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Celular, câmera e filmadora ficam com a mesa receptora; o eleitor pode levar cola em papel.
- Quem se recusa a entregar o aparelho não vota naquele momento e a ocorrência vai para a ata.
- Violar o sigilo do voto é crime pelo artigo 312 do Código Eleitoral, com detenção de até dois anos.
Onde os lados concordam
As coberturas concordam que Romeu Zema usou o celular na cabine em Araxá, que a regra do Tribunal Superior Eleitoral proíbe o aparelho para proteger o sigilo do voto e que o TRE-MG vai apurar o caso.
O que ainda está incerto
- O resultado da apuração do TRE-MG e se haverá enquadramento criminal.
- Por que os mesários da seção não barraram o aparelho.
O candidato à Presidência Romeu Zema, do Novo, foi flagrado com o celular na cabine de votação em Araxá, Minas Gerais, no primeiro turno de 2026. O TRE-MG vai apurar o caso. Zema diz que só conferiu os números dos candidatos e que ninguém o alertou da proibição.
O candidato à Presidência da República Romeu Zema, do Novo, foi flagrado com o celular dentro da cabine de votação na manhã de domingo, 4 de outubro, durante o primeiro turno das eleições de 2026. O episódio aconteceu na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá, Minas Gerais, cidade natal do candidato. Imagens de televisão mostraram Zema com o aparelho nas mãos diante da urna eletrônica.
O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, o TRE-MG, informou que o caso será apurado. O presidente da corte, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a conduta, se comprovada, é irregular e caracteriza crime, com possibilidade de pena de detenção. Ele disse ainda que os mesários tinham orientação para impedir a entrada de aparelhos na cabine e que, se o fato ocorreu, houve uma sucessão de equívocos.
A regra é do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE. Celulares, câmeras, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar o voto devem ser deixados com a mesa receptora antes da entrada na cabine. Quem se recusa a entregar o aparelho não vota naquele momento, e a ocorrência é registrada em ata. O objetivo é preservar o sigilo do voto e dificultar a compra de votos, em que o eleitor é pressionado a apresentar prova da escolha. O eleitor pode levar uma cola em papel. Violar ou tentar violar o sigilo do voto é crime pelo artigo 312 do Código Eleitoral, com detenção de até dois anos.
As duas coberturas convergem nos fatos centrais: o uso do celular, o local, a proibição e a apuração anunciada. A cobertura de centro foi a mais completa. Ela ouviu o candidato, que disse ter usado o aparelho só para conferir os números. Zema afirmou que anda com o celular o dia todo, que ninguém o lembrou de deixá-lo, que não fotografou nada e que o voto não foi afetado. Disse também que levava uma colinha de papel e que teria entregado o aparelho se alertado, acrescentando que há coisas mais importantes para acompanhar e questionar.
Um veículo alinhado à direita relatou o episódio em tom factual, sem poupar o candidato. Destacou que a prática é proibida e que o TRE-MG vai apurar, mas ressalvou que a eventual responsabilização dependerá da apuração específica. Esse texto não registrou a defesa de Zema. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o caso.
Ainda não se sabe o resultado da apuração do TRE-MG, nem se haverá enquadramento criminal, já que a lei pune a violação do sigilo, e Zema nega ter registrado o voto. Também não está esclarecido por que os mesários da seção não barraram o aparelho.
Fontes
O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) foi flagrado usando um celular dentro da cabine de votação na

