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Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) propõem estatizações em 2026
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Edmilson Costa, candidato à Presidência da República pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), apresentou em 3 de setembro de 2026 as prioridades de um eventual governo: revogação das reformas dos últimos 35 anos, estatização do sistema financeiro com a criação de um Banco dos Trabalhadores, retomada ao patrimônio público das empresas privatizadas e fim do que chamou de sangria da dívida interna. Na mesma rodada de entrevistas com candidatos que não estão entre os seis primeiros nas pesquisas, Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), defendeu o cancelamento da dívida pública, a reestatização de empresas e um salário mínimo de cerca de R$ 8 mil.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Edmilson Costa, candidato à Presidência da República pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), apresentou em 3 de setembro de 2026 as prioridades de um eventual governo: revogação das reformas dos últimos 35 anos, estatização do sistema financeiro com a criação de um Banco dos Trabalhadores, retomada ao patrimônio público das empresas privatizadas e fim do que chamou de sangria da dívida interna.
Direita
As propostas apresentadas por Edmilson Costa, do PCB, e por Rui Costa Pimenta, do PCO, implicam a maior expansão do Estado sobre a economia já defendida na eleição de 2026: estatização do sistema financeiro, reversão de privatizações concluídas há décadas e cancelamento da dívida pública.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de transcrição: reproduz a fala do candidato entre aspas e a apresenta sem adjetivação, sem análise e sem juízo de valor. O enquadramento é de registro factual de campanha, típico de cobertura de centro, ainda que o conteúdo citado seja de esquerda radical.
Perspectivas omitidas
Mesmo padrão de transcrição: aspas do candidato, contexto operacional sobre a ordem das entrevistas e nenhuma adjetivação. O único dado externo é a referência ao cálculo sindical do salário mínimo, apresentado sem verificação. Cobertura factual de centro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial direita.
Apesar de o veículo ter perfil editorial à direita, o texto é um verbete biográfico factual: nascimento em Pedreiras (MA) em 1950, graduação em Comunicação Social pela UFMA em 1974, doutorado em Economia pela Unicamp em 1996, secretaria-geral do PCB desde outubro de 2016 e candidaturas anteriores em 2008 e 2010. Não há vocabulário valorativo contra a candidatura nem enquadramento ideológico explícito, o que sustenta a leitura de centro.
Dois candidatos de partidos comunistas apresentaram suas prioridades de governo na eleição presidencial de 2026. Edmilson Costa, do PCB, defende estatizar o sistema financeiro e revogar as reformas dos últimos 35 anos; Rui Costa Pimenta, do PCO, propõe cancelar a dívida pública e elevar o salário mínimo para cerca de R$ 8 mil.
Edmilson Costa, candidato à Presidência da República pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB), apresentou em 3 de setembro de 2026 as prioridades de um eventual governo. Ele defendeu a revogação de todas as reformas que classificou como neoliberais nos últimos 35 anos, a estatização do sistema financeiro com a criação de um Banco dos Trabalhadores, a retomada ao patrimônio público de todas as empresas privatizadas e o fim do que chamou de sangria da dívida interna. Na mesma rodada de entrevistas, Rui Costa Pimenta, candidato pelo Partido da Causa Operária (PCO), defendeu o cancelamento da dívida pública, a reestatização das empresas estatais e um salário mínimo de cerca de R$ 8 mil, valor que atribuiu ao cálculo de organizações sindicais como o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Pimenta afirmou que o país vem perdendo indústria e ficando para trás em tecnologia.
As falas ocorreram na etapa em que um telejornal de rede nacional passou a ouvir os candidatos que não estão entre os seis primeiros colocados nas pesquisas de intenção de voto. Na semana anterior, esses seis haviam sido entrevistados no mesmo espaço.
A cobertura de centro tratou as entrevistas como registro factual de campanha: reproduziu as citações dos dois candidatos entre aspas, informou a ordem das entrevistas e não acrescentou análise, contraditório ou estimativa de custo das medidas. Veículos de direita, no mesmo dia, publicaram um perfil biográfico de Edmilson Costa, com ênfase na trajetória partidária e acadêmica: nascido em Pedreiras, no Maranhão, em 1950, graduou-se em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) em 1974, ingressou na militância durante o regime militar nos anos 1970, obteve doutorado em Economia pela Universidade Estadual de Campinas em 1996 e assumiu a secretaria-geral do Comitê Central do PCB em outubro de 2016. O texto lembra que ele participou do movimento de reconstrução do partido em 1992, disputou a prefeitura de São Paulo em 2008 e concorreu à vice-presidência em 2010. A candidatura foi oficializada pelo PCB em fevereiro, com plataforma centrada no Poder Popular, na ruptura com o sistema financeiro e na oposição à conciliação de classes; a vice na chapa é Cleusa Santos. Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria sobre as entrevistas até o momento, de modo que a leitura favorável às propostas de estatização não aparece formulada por nenhuma fonte do conjunto analisado.
A divergência entre as coberturas está menos no juízo sobre as propostas e mais no recorte. O material de centro concentra-se no conteúdo programático, sem apresentar o histórico dos candidatos. O material de direita concentra-se na trajetória pessoal e partidária de Edmilson Costa e resume a plataforma em uma frase, sem detalhar o que a estatização do sistema financeiro significaria na prática. Nenhum dos dois lados submete as medidas a verificação independente.
O que ainda não se sabe é o essencial para julgar as plataformas. Nenhuma das coberturas informa como as propostas seriam financiadas, qual seria o custo fiscal da retomada de empresas privatizadas, que caminho legislativo permitiria revogar reformas aprovadas ao longo de três décadas, nem qual efeito o cancelamento da dívida pública teria sobre juros, crédito e detentores de títulos, incluindo fundos de pensão. Também não há informação sobre a posição dos dois candidatos nas pesquisas de intenção de voto, sobre eventuais alianças e sobre quando as entrevistas com os demais concorrentes serão exibidas.
Todas as coberturas registram os mesmos fatos: Edmilson Costa, do PCB, propõe estatizar o sistema financeiro, criar um Banco dos Trabalhadores, revogar as reformas dos últimos 35 anos e reverter privatizações; Rui Costa Pimenta, do PCO, propõe cancelar a dívida pública, reestatizar empresas e elevar o salário mínimo para cerca de R$ 8 mil.

Edmilson é economista, professor universitário e dirigente político

O Jornal Nacional exibe entrevistas com candidatos que concorrem à Presidência da República.

O Jornal Nacional exibe entrevistas com candidatos que concorrem à Presidência da República.
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