Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta defendem reestatizações na eleição de 2026
7 veículos de centro · 2 veículos de direita
%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FM%2Fo%2FexFhAXTlCsFhXBs6ZkXg%2Fglobo-canal-4-20260903-2000-frame-159097.jpeg&w=1920&q=72&output=webp)
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
Entre 3 e 5 de setembro de 2026, um telejornal de alcance nacional exibiu entrevistas com os candidatos à Presidência que ficaram fora do grupo dos seis mais bem colocados nas pesquisas. Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), defendeu a revogação das reformas econômicas dos últimos 35 anos, a estatização do sistema financeiro, a criação de um Banco dos Trabalhadores e a retomada das empresas privatizadas. Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), propôs o cancelamento da dívida pública, a reestatização de empresas estatais e um salário mínimo de cerca de R$ 8 mil, valor que atribuiu a cálculo do Dieese. Hertz Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), falou em reestatizar setores estratégicos e reduzir a jornada de trabalho sem cortar salários. Wilson Grassi, do Democrata, apontou a pobreza como raiz dos problemas do país, e Clariana Barão, do Democracia Cristã, priorizou o combate ao feminicídio, a revisão do Bolsa Família e um ajuste fiscal, citando a taxa básica de juros em 14% ao ano.
O conjunto de entrevistas expõe programas econômicos que prometem reverter três décadas e meia de abertura e privatização sem apresentar uma linha de custo. Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), propõe estatizar o sistema financeiro inteiro; Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), defende cancelar a dívida pública e fixar um salário mínimo de cerca de R$ 8 mil, e o próprio candidato reconhece que a medida provocaria abalo na economia; Hertz Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), quer reestatizar setores estratégicos e cortar jornada sem cortar salário.
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
9 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Análise não disponível para esta matéria.
Nesta matéria: viés de centro.
Tanto a cobertura de centro quanto a de direita registram as propostas exatamente como foram ditas, sem contestá-las, e coincidem nos fatos básicos da candidatura de Edmilson Costa: economista com doutorado pela Unicamp, militante do PCB desde os anos 1970, secretário-geral do partido desde 2016 e agora candidato à Presidência com Cleusa Santos como vice.
Os candidatos à Presidência fora do primeiro pelotão das pesquisas apresentaram suas prioridades de governo em entrevistas exibidas entre 3 e 5 de setembro de 2026. Estatização do sistema financeiro, cancelamento da dívida pública e um salário mínimo de cerca de R$ 8 mil estão entre as propostas, todas apresentadas sem estimativa de custo ou prazo.
Os candidatos à Presidência da República que ficaram fora do grupo dos seis mais bem colocados nas pesquisas começaram a apresentar suas prioridades de governo em entrevistas exibidas por um telejornal de alcance nacional entre os dias 3 e 5 de setembro de 2026. O bloco mais homogêneo dessas falas veio das candidaturas de esquerda organizada, que convergiram numa mesma direção econômica: desfazer parte do desenho de Estado construído nas últimas três décadas e meia, com reestatização de empresas e revisão da dívida pública.
Edmilson Costa, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), disse que propõe a revogação de todas as reformas econômicas ocorridas nos últimos 35 anos, a estatização do sistema financeiro, a construção de um Banco dos Trabalhadores, a retomada ao patrimônio público de todas as empresas privatizadas e o fim do que chamou de sangria da dívida interna. Rui Costa Pimenta, do Partido da Causa Operária (PCO), afirmou que o país perde indústria e fica para trás em tecnologia, e listou o cancelamento da dívida pública, a reestatização de empresas estatais e um salário mínimo vital que, segundo cálculo do Dieese citado por ele, estaria hoje na casa de R$ 8 mil. Em ato de campanha em Belo Horizonte, no sábado, ele acrescentou uma proposta de reforma das polícias Civil e Militar e reconheceu que o novo piso salarial provocaria um abalo inicial na economia, com estabilização posterior. Hertz Dias, do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), defendeu reestatizar setores considerados estratégicos, usar o excedente dessas empresas para modernizar o parque industrial e reduzir a jornada de trabalho sem redução de salários.
As outras duas entrevistas do período seguiram por caminhos distintos. Wilson Grassi, do Democrata, apontou a pobreza como raiz comum dos problemas de saúde, educação e segurança, citou 50 milhões de pessoas pobres no país e prometeu que, ao fim de seu governo, cada brasileiro teria casa, carro e uma viagem anual ao exterior. Clariana Barão, do Democracia Cristã, colocou como prioridade a defesa dos direitos das mulheres e das crianças, com centros integrados de atendimento a vítimas de violência doméstica que reúnam delegacia especializada e encaminhamento para qualificação profissional, além de defender a ampliação do Bolsa Família para regiões sem acesso à internet e sua revisão para excluir quem já não precisa do benefício. Ao ser perguntada sobre ajuste fiscal, mencionou gastos que considera indevidos e a taxa básica de juros em 14% ao ano como entrave ao crédito de quem quer empreender.
A cobertura de centro concentrou o registro dessas entrevistas em blocos curtos, com a fala de cada candidato reproduzida na íntegra e sem contraponto, e também publicou a ficha de candidatura de Edmilson Costa, com a chapa deferida em partido isolado ao lado da vice Cleusa Santos e patrimônio declarado de R$ 454.485,68. Veículos de direita trataram o mesmo candidato por outro ângulo: em vez das propostas, o perfil biográfico, com a formação em jornalismo na Universidade Federal do Maranhão, o doutorado em economia na Unicamp, a militância iniciada durante o regime militar, a participação no movimento de reconstrução do partido em 1992 e a secretaria-geral assumida em 2016. Até o fechamento desta análise, veículos de esquerda não haviam publicado cobertura própria dessas entrevistas, o que deixa as propostas circulando sem o enquadramento de quem lhes seria ideologicamente mais próximo.
O que nenhuma das coberturas respondeu é como as propostas seriam executadas. Não há estimativa de custo para estatizar o sistema financeiro nem para retomar empresas privatizadas, não se sabe se haveria indenização a acionistas, e o cancelamento da dívida pública aparece sem descrição do efeito sobre credores e sobre o crédito. Também não foi apurado o impacto de um piso salarial na casa de R$ 8 mil sobre emprego e preços, além da admissão genérica de abalo feita pelo próprio proponente. Do lado das candidaturas que falaram em ajuste, a pergunta sobre a origem dos cortes ficou sem resposta específica, e o número de 50 milhões de pobres não foi confrontado com estatística oficial em nenhuma das matérias.
O presidente nacional da legenda disputará o Palácio do Planalto pela quarta vez

O Jornal Nacional exibe entrevistas com candidatos que concorrem à Presidência da República.

O Jornal Nacional exibe entrevistas com candidatos que concorrem à Presidência da República.

Candidato disse que, se eleito, vai reestatizar empresas públicas, que é a favor da redução da escala de trabalho e defendeu o que chamou de salário mínimo vital.

Veja aqui o perfil do(a) candidato(a) a presidente(a) Edmilson Costa (PCB), seu número na urna e declaração de bens nas eleições 2026

O Jornal Nacional exibe entrevistas com candidatos que concorrem à Presidência da República.

Edmilson é economista, professor universitário e dirigente político

O Jornal Nacional exibe entrevistas com candidatos que concorrem à Presidência da República.

O Jornal Nacional exibe entrevistas com candidatos que concorrem à Presidência da República.
