Duas pesquisas de intenção de voto divulgadas em 24 e 25 de agosto de 2026 apontam favoritos folgados nas duas maiores disputas estaduais do país. No Rio de Janeiro, o ex-prefeito da capital Eduardo Paes (PSD) aparece com 44,5% das intenções de voto para o governo do estado, contra 15,5% do deputado estadual Douglas Ruas (PL), no levantamento do instituto Paraná Pesquisas. Em São Paulo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) registra 52%, contra 35% de Fernando Haddad (PT), no levantamento do Real Time Big Data. Nos dois casos, os percentuais colocam os líderes em condição de vitória já no primeiro turno.
No cenário fluminense, o Paraná Pesquisas testou duas simulações. Na primeira, com o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa, Eduardo Paes tem 44,5%, Douglas Ruas 15,5%, Garotinho 11,6%, André Marinho (Novo) 3,1%, Cyro Garcia (PSTU) 2,9%, Coronel Busnello (Missão) 2,3%, Juliete Pantoja (UP) e William Siri (PSOL) 1,3% cada e Luan Monteiro (PCO) 0,4%. Na segunda simulação, sem Garotinho, Paes sobe para 48,3% e Ruas para 18,6%. Garotinho registrou candidatura, mas está inelegível, e o caso será analisado pela Justiça Eleitoral. Foram 1.600 entrevistas em 58 municípios, entre 22 e 24 de agosto, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e registro RJ-02422/2026. Na rejeição, Garotinho lidera com 40,3%, seguido por Paes, com 25,3%.
Em São Paulo, o Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 22 de agosto, com margem de erro de 2 pontos percentuais e registro SP-01347/2026. Além do primeiro turno, o instituto testou um cenário de segundo turno, no qual Tarcísio de Freitas tem 54% e Fernando Haddad, 36%. A vantagem do governador é de 17 pontos percentuais no primeiro cenário. O estudo custou 30 mil reais e foi bancado com recursos próprios; o levantamento fluminense custou 45 mil reais, também com recursos próprios do instituto.
A cobertura de centro tratou os dois levantamentos como dado de corrida eleitoral: detalhou metodologia, período de campo, custo, número de registro na Justiça Eleitoral e índices de rejeição, sem interpretação sobre o mérito das candidaturas. Veículos de esquerda destacaram a folga de Eduardo Paes sobre o segundo colocado e deram relevo à situação de inelegibilidade de Anthony Garotinho, além de ressaltar que o instituto não testou cenários de segundo turno no Rio de Janeiro nesta rodada. Veículos de direita não integraram este recorte de cobertura; a leitura provável desse campo enfatizaria o desempenho de Tarcísio de Freitas como aval do eleitorado paulista à gestão em curso e a rejeição de 40,3% registrada por Garotinho como punição do eleitor a trajetórias com pendências institucionais.
O que ainda não se sabe: a Justiça Eleitoral não decidiu sobre a candidatura de Anthony Garotinho, o que mantém em aberto qual dos dois cenários fluminenses corresponderá à urna; não há simulação de segundo turno no Rio de Janeiro nesta rodada; os dois institutos não informaram o método de coleta das entrevistas; e o material divulgado não traz comparação com rodadas anteriores que permita medir tendência de alta ou de queda dos candidatos.