Senado renova dois terços das 81 cadeiras na eleição de 4 de outubro
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A duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a cobertura eleitoral concentra-se em informação de serviço: listas oficiais de candidatos ao Senado estado por estado, perfis individuais dos concorrentes, boletins diários das agendas de campanha aos governos estaduais e guias sobre a função de cada cargo em disputa. Os eleitores escolherão presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, num pleito com cerca de 158 milhões de aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. O Senado Federal, formado por 81 parlamentares, renova dois terços das cadeiras, e cada eleitor vota em dois nomes, sem possibilidade de voto em legenda.
A reta final da campanha expõe menos as propostas e mais quem tem acesso à representação. Especialistas ouvidos na cobertura lembram que toda decisão de governo é uma escolha distributiva, e que o eleitor precisa saber a qual grupo social e econômico pertence antes de avaliar qualquer candidatura.
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Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Toda a cobertura converge nos fatos básicos do pleito: o primeiro turno é em 4 de outubro, das 8h às 17h; o Senado Federal tem 81 parlamentares e renova dois terços das cadeiras; cada eleitor vota em dois nomes para senador, sem voto em legenda; e as listas de candidaturas saem do registro oficial do Tribunal Superior Eleitoral, com situações que ainda podem mudar até a votação.
A duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a cobertura eleitoral concentra-se nas listas de candidatos ao Senado em cada estado, nas agendas diárias de campanha dos postulantes aos governos estaduais e em guias que explicam a função de cada cargo em disputa. O Senado Federal renova dois terços das suas 81 cadeiras, e cada eleitor vota em dois nomes.
A menos de duas semanas do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, a cobertura eleitoral brasileira deslocou-se das disputas de bastidor para o serviço mais básico: dizer ao eleitor quem está na urna e o que cada cargo faz. Os brasileiros escolherão presidente, governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais, num pleito com cerca de 158 milhões de aptos a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A votação ocorre das 8h às 17h, no horário de Brasília, e o eventual segundo turno para presidente e governador está marcado para 25 de outubro.
O Senado Federal concentra boa parte dessa cobertura. A Casa tem 81 parlamentares, três por estado e pelo Distrito Federal, com mandato de oito anos, e nesta eleição renova dois terços das cadeiras. Cada eleitor vota em dois nomes para senador, e não é permitido votar em legenda para esse cargo. As listas oficializadas pelo Tribunal Superior Eleitoral mostram disputas de tamanhos muito diferentes: 20 candidaturas no Piauí, 18 em Minas Gerais, 11 no Espírito Santo e no Maranhão, 10 na Bahia, 9 no Paraná e no Amazonas e 7 em Alagoas. Parte dos registros ainda aparece como aguardando julgamento ou indeferido com recurso, situação que pode mudar até a abertura das urnas.
A cobertura de centro foi a mais volumosa e a mais literal. Ela reuniu listas estado por estado, com nome na urna, partido, coligação e número; perfis individuais de candidatos ao Senado, com patrimônio declarado à Justiça Eleitoral, histórico partidário e limite legal de gasto de campanha; e boletins diários das agendas dos candidatos aos governos estaduais, de Sergipe ao Rio Grande do Sul, passando por Goiás, Pará, Rio Grande do Norte, Tocantins, Amapá, Bahia e Distrito Federal. Nesses boletins aparecem promessas concretas: auditoria do plano de saúde dos servidores em Goiás, uso de leitos privados e filantrópicos para reduzir uma fila de 26 mil cirurgias eletivas, redução de exigências do órgão ambiental no Rio Grande do Norte, criação de um polo de inteligência artificial em Anápolis e reestruturação de universidade estadual.
Veículos de esquerda deram outro recorte ao mesmo momento. A ênfase recaiu sobre os critérios de escolha do voto e sobre quem está de fora da representação. Especialistas ouvidos lembram que mulheres são 53% do eleitorado e ocupam 15 das 81 cadeiras do Senado e 91 das 513 da Câmara dos Deputados, e recomendam ao eleitor identificar o próprio interesse econômico, checar quem financia cada campanha e desconfiar de propostas genéricas e dos chamados puxadores de voto. Nessa leitura, o caso Master e a crise no Supremo Tribunal Federal comprimiram o espaço do debate programático na semana decisiva.
Nenhum veículo de direita do acervo cobriu este recorte, e o enquadramento à direita aparece aqui como leitura provável dos mesmos fatos: o peso estaria no escrutínio individual do candidato, com patrimônio declarado, prestação de contas e histórico de mandatos disponíveis no registro da Justiça Eleitoral, e nas propostas de reduzir burocracia, garantir segurança jurídica a quem investe e limitar a atuação do Supremo Tribunal Federal, tema que atravessa os programas apresentados na disputa presidencial.
Ainda não se sabe quantas das candidaturas pendentes de julgamento serão deferidas até o dia da votação, nem qual será o efeito da crise institucional sobre o comparecimento e sobre a decisão de voto. Parte dos candidatos não anexou plano de governo ao Tribunal Superior Eleitoral, o que deixa o eleitor sem documento oficial para comparar propostas, e as prestações de contas divulgadas até aqui são parciais.
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A Agência Brasil ouviu especialistas que indicaram caminhos que podem ajudar eleitores a escolherem seus candidatos com mais critérios. Saber quem financia as campanhas, quais são as propostas de cada candidato e de que forma elas vão impactar a realidade prática de cada eleitor são estratégias para um voto responsável.
Em Minas Gerais há 16.377.659 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado

No Paraná há 8.609.026 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado

Lista traz nomes, partidos e números de urna de todos os candidatos. Primeiro turno será em 4 de outubro.

No Amazonas há 2.801.182 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado

Em Alagoas, há 2.441.794 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado

No Piauí há 2.708.160 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado

No Espírito Santo há 2.990.490 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado Federal

No Maranhão há 5.186.562 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado Federal

Na Bahia há 11.321.005 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado

Lista traz nomes, partidos e números de urna de todos os candidatos. Primeiro turno será em 4 de outubro.
