Tribunal Superior Eleitoral divulga candidaturas de 2026 sob alerta de uso de IA
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A pouco mais de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou as listas de candidaturas registradas para governos estaduais, Senado e assembleias legislativas nas eleições gerais de 2026. Todos os registros divulgados ainda constam como pendentes de julgamento e podem mudar até o início da votação, por renúncia, falecimento ou impugnação. No mesmo período, o tribunal convocou plataformas de tecnologia para tratar de respostas de inteligência artificial que poderiam contrariar sua resolução eleitoral, e a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) lançou em Brasília um manifesto dirigido a candidatos e governantes.
O calendário eleitoral avança, mas a composição das listas expõe quem continua fora do poder. Enquanto as tabelas oficiais registram milhares de nomes, mulheres pretas somam apenas 6% das 20.560 candidaturas de 2026 e pardas, 12,2%, num país em que mulheres negras eram 28,2% da população segundo a Pnad Contínua de 2021 do IBGE.
O registro de candidaturas de 2026 chega às urnas com dois flancos abertos. O primeiro é a identificação apresentada ao eleitor: 11 candidatos sem parentesco com Luiz Inácio Lula da Silva adotaram o sobrenome do presidente no nome de urna, seis deles filiados ao PT, prática que pode ser levada à Justiça Eleitoral por adversários que a considerem abusiva.
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Todos os lados tratam o registro no Tribunal Superior Eleitoral como base factual comum: o primeiro turno é em 4 de outubro, o segundo em 25 de outubro, e todas as candidaturas divulgadas seguem pendentes de julgamento, podendo mudar até o início da votação. Também há convergência de que a inteligência artificial entrou no processo eleitoral e que o tribunal está atuando sobre isso.
As listas de candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral para governos estaduais, Senado e assembleias legislativas já estão públicas, com primeiro turno em 4 de outubro e eventual segundo turno em 25 de outubro. No mesmo período, a Corte cobrou explicações de plataformas de tecnologia sobre respostas de inteligência artificial e movimentos de mulheres negras lançaram um manifesto dirigido aos candidatos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consolidou as listas de candidaturas registradas para as eleições gerais de 2026 em vários estados, a pouco mais de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, das 8h às 17h no horário de Brasília. Todas as candidaturas divulgadas aparecem com a situação de espera por julgamento, o que significa que ainda podem ser alteradas até o início da votação, por renúncia, falecimento ou impugnação. O eventual segundo turno para governador está marcado para 25 de outubro.
Os números variam bastante por unidade da federação. Minas Gerais, com 16.377.659 eleitores aptos, tem 11 candidatos ao governo e 17 ao Senado. Santa Catarina, com 5.725.753 eleitores, registra 8 candidaturas ao governo e 13 ao Senado. O Distrito Federal, com 2.253.132 eleitores, tem 11 ao governo e 13 ao Senado. O Espírito Santo soma 5 candidaturas ao governo e 11 ao Senado, entre 2.990.490 eleitores. Mato Grosso do Sul tem 8 ao governo e 10 ao Senado; Mato Grosso, 6 ao governo; o Rio Grande do Norte, 9. Em Roraima, 243 candidatos disputam 24 vagas na Assembleia Legislativa, com 401.496 eleitores aptos. Para o Senado, cada eleitor vota em dois nomes e não é permitido votar na legenda.
A cobertura de centro concentrou-se justamente nesse levantamento cartorial: nome na urna, vice, partido, coligação, número e situação do registro, sem avaliação sobre as candidaturas. É a camada factual em que todos os lados convergem, porque a base é a mesma, o registro oficial do tribunal.
Veículos de esquerda deslocaram o foco para quem não aparece nas listas. Em Brasília, a Articulação de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) lançou o Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil, que defende reparação histórica e presença de mulheres pretas e pardas nas casas legislativas e no Executivo. Segundo o TSE, das 20.560 candidaturas registradas em 2026, 1.234, ou 6% do total, são de mulheres pretas, e 2.485, ou 12,2%, de pardas, enquanto a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2021, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que mulheres negras eram 28,2% da população, cerca de 58 milhões de pessoas. O documento também critica a baixa destinação de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha às candidatas negras. A mesma cobertura acompanhou a série de sabatinas televisivas com os seis presidenciáveis mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto e destacou a vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva sobre Flávio Bolsonaro na média ponderada de seis levantamentos: 39,1% a 31,8% no primeiro turno e 45,1% a 41,2% no segundo.
Veículos de direita trabalharam outro ângulo. Um deles mapeou 11 candidatos sem parentesco com o presidente que adotaram Lula no nome de urna, seis filiados ao PT e os demais a PSB, PP, Avante e Novo, e levantou a possibilidade de contestação na Justiça Eleitoral. O cientista político Adriano Cerqueira, da Universidade Federal de Ouro Preto, afirmou que a análise depende de provocação formal de candidato, eleitor ou partido, e que eventual decisão precisa ser rápida, porque a alteração fica difícil com as urnas eletrônicas já programadas. Outro veículo do mesmo campo tratou da convocação de X, OpenAI e Meta pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do tribunal, depois que sistemas de inteligência artificial deram respostas que poderiam contrariar a resolução eleitoral. As reuniões ocorreram em 25 e 26 de agosto, e as empresas informaram estar revisando salvaguardas técnicas. O enquadramento adotado apresentou a medida como delegação, às plataformas, do controle sobre o conteúdo publicado por brasileiros.
Ainda não se sabe quantos dos registros serão confirmados e quantos serão indeferidos, já que todos seguem pendentes de julgamento. Também não há informação sobre a apresentação de qualquer contestação formal aos nomes de urna, sobre quais salvaguardas técnicas as plataformas efetivamente alteraram, nem sobre o prazo dado pelo tribunal para as correções. Os partidos não divulgaram como pretendem distribuir os recursos de campanha entre candidaturas de mulheres negras, e as listas estaduais divulgadas até agora não cobrem todas as unidades da federação.
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O Rio Grande do Norte há 2.660.565 eleitores aptos a votar

No DF há 2.253.132 eleitores aptos a votar

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No Espírito Santo há 2.990.490 eleitores aptos a votar e duas vagas para o Senado Federal

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A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) lançou, em Brasília, manifesto com propostas para as eleições de 2026. O documento defende reparação histórica, justiça racial, ampliação da participação de mulheres negras nos espaços de poder e políticas públicas baseadas no conceito de Bem Viver.
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