Febre do Nilo chega a São Paulo sob queda vacinal na gestão Tarcísio de Freitas
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A chegada da Febre do Nilo Ocidental a São Paulo expõe, na leitura de veículos de esquerda, o desmonte da vigilância e da imunização no estado. Enquanto um vírus sem vacina começa a circular, o sarampo, que tem vacina gratuita, volta a adoecer paulistas por falta de cobertura vacinal. A responsabilidade é atribuída a escolhas orçamentárias da gestão de Tarcísio de Freitas, que cortou metas de saúde do Plano Plurianual, subfinanciou o programa de imunização e transferiu mais da metade do orçamento da pasta a Organizações Sociais de Saúde sob alertas de transparência do Tribunal de Contas do Estado. A recusa do governador em defender a obrigatoriedade vacinal completa o quadro de omissão do poder público diante de quem depende do sistema público.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou em 24 de agosto de 2026 os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental registrados no estado, diagnosticados pelo Instituto Adolfo Lutz.
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As duas coberturas confirmam os mesmos fatos centrais: a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo registrou os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado, com diagnóstico do Instituto Adolfo Lutz, uma paciente recuperada em Ribeirão Preto e uma adolescente internada em São José do Rio Preto, além da investigação em curso sobre a origem do contágio e da inexistência de vacina para a doença.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental já registrados no estado, em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. O anúncio ocorre no mesmo ano em que São Paulo soma 23 casos de sarampo e vê a cobertura da tríplice viral cair para 77,5% na primeira dose, contra uma meta de 95%.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou, na segunda-feira, 24 de agosto de 2026, os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental já registrados no estado. Os diagnósticos foram feitos pelo Instituto Adolfo Lutz e notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação. Uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, adoeceu após viagem recente à região amazônica e se recuperou. Uma adolescente de 18 anos, de São José do Rio Preto, seguia internada sob cuidados médicos. Os locais prováveis de infecção continuam sob investigação epidemiológica.
Toda a cobertura converge nos dados básicos do caso. O vírus circula entre aves silvestres e chega ao ser humano pela picada de mosquitos, sobretudo do gênero Culex, o pernilongo comum, que se reproduz com rapidez em água parada e poluída. A doença não tem vacina nem antiviral específico e pode evoluir para formas neurológicas graves em cerca de 1 a cada 150 infectados. No mesmo dia, a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou outros dois casos, um deles com a morte de uma paciente de 77 anos, moradora de Imbituba, e outro de um paciente de 56 anos, de Caçador, que recebeu alta.
A cobertura de centro tratou o episódio como evento sanitário. Descreveu o perfil dos pacientes, a forma de transmissão, as recomendações de prevenção, como evitar água parada e não manusear animais mortos, e listou os grupos de maior exposição ocupacional, entre eles veterinários, agrônomos, jardineiros e trabalhadores da construção civil. Nessa leitura, o fato central é o ineditismo do registro em São Paulo e a investigação em curso sobre a origem do contágio.
Veículos de esquerda deslocaram o eixo da notícia para a política de saúde do governo estadual. Essa cobertura associou a chegada do novo vírus ao retorno do sarampo, que soma 23 casos confirmados em São Paulo em 2026, a maioria na capital e 16 deles em pacientes sem histórico vacinal completo. Citando dados da própria secretaria estadual, apontou queda da cobertura da tríplice viral para 77,5% na primeira dose e 65,5% na segunda, contra 94% e 84,4% em 2025, com meta de 95% para a imunidade coletiva. Atribuiu essa queda a escolhas orçamentárias da gestão de Tarcísio de Freitas, que teria retirado 37 metas do Plano Plurianual na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025, sendo 32 na área da saúde, mantido a omissão na peça de 2026, destinado cerca de R$ 6 milhões ao programa de imunização e repassado R$ 19 bilhões, ou 52% do orçamento da pasta, a Organizações Sociais de Saúde, sob alertas de falta de transparência do Tribunal de Contas do Estado. A mesma cobertura registrou que, em agosto, depois de o ex-deputado Eduardo Bolsonaro celebrar a isenção vacinal da filha nos Estados Unidos, o governador evitou defender a obrigatoriedade legal da vacinação e limitou-se a afirmar que a vacina é consagrada e a recomendar a ida aos postos.
Veículos de direita não haviam publicado sobre o caso até o fechamento desta análise. Com isso, as críticas orçamentárias e a discussão sobre obrigatoriedade vacinal seguem sem contraponto no material disponível, que também não traz resposta do governo de São Paulo às acusações de subfinanciamento.
Restam pontos em aberto. Não se sabe onde os dois pacientes paulistas foram infectados, nem se houve transmissão dentro do estado ou importação de outra região, e não há informação sobre eventual relação entre os casos de São Paulo e os de Santa Catarina. Também não foi divulgado plano específico de vigilância do mosquito Culex nem prazo para a conclusão da investigação epidemiológica. Por fim, nenhuma meta ou cronograma de recuperação da cobertura vacinal contra o sarampo foi apresentado no material examinado.
Dois pacientes de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto foram diagnosticados com a doença; um deles se recuperou e outro está internado

Gestão estadual cortou do orçamento recursos que permitem ampliar cobertura vacinal
