Ronaldo Caiado propõe força policial sul-americana enquanto Romeu Zema cita Bukele
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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A série de entrevistas individuais com candidatos à Presidência começou em 24 de agosto de 2026, ao vivo, logo após o principal telejornal noturno. Romeu Zema, do Novo, foi o primeiro entrevistado; Ronaldo Caiado, do PSD, o segundo; e Renan Santos, do Missão, o terceiro. Zema foi cobrado sobre o salto nos desembolsos com a dívida de Minas Gerais, de cerca de R$ 300 milhões anuais entre 2019 e 2021 para R$ 6,8 bilhões em 2025, e atribuiu o aumento a decisões anteriores à sua gestão e a fatores do governo federal. Também defendeu vacinação como escolha individual e citou Nayib Bukele como referência de segurança. Caiado propôs uma força policial permanente e integrada com os dez países sul-americanos vizinhos, defendeu anistia ampla aos condenados pelo 8 de Janeiro de 2023 e evitou detalhar como equilibraria as contas públicas. Foram convidados os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa Quaest de 14 de agosto, entre as 13 candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral.
Pelo prisma de quem cobra responsabilidade fiscal e ordem pública, as entrevistas testaram dois ex-governadores que se apresentam como alternativa de gestão à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro.
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Toda a cobertura registra os mesmos fatos: as entrevistas individuais começaram em 24 de agosto de 2026, os convidados foram os seis primeiros colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto entre as 13 candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral, e nem Romeu Zema nem Ronaldo Caiado detalharam como equilibrariam as contas públicas.
As entrevistas individuais com presidenciáveis começaram por Romeu Zema e Ronaldo Caiado, cobrados sobre dívida pública, segurança e contas do governo federal. Zema defendeu vacinação como escolha do cidadão e citou Nayib Bukele. Caiado propôs uma força policial integrada com dez países sul-americanos e anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, sem dizer que despesas cortaria.
A série de entrevistas individuais com os candidatos à Presidência da República começou em 24 de agosto de 2026 e é transmitida ao vivo, logo após o principal telejornal noturno do país, com início marcado para 20h05. Romeu Zema, do Novo, abriu a rodada na segunda-feira. Ronaldo Caiado, do PSD, foi o segundo entrevistado, na terça-feira, 25. Renan Santos, do Missão, respondeu às perguntas na quarta-feira, 26. Os três disputam espaço no chamado segundo pelotão da corrida presidencial, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e de Flávio Bolsonaro, do PL, nas pesquisas de intenção de voto.
O formato e o critério de convite são o ponto em que toda a cobertura converge. Foram chamados para entrevista individual os seis candidatos mais bem posicionados na pesquisa Quaest divulgada em 14 de agosto de 2026, embora o Tribunal Superior Eleitoral tenha confirmado o registro de 13 candidaturas à Presidência. A ordem de participação foi definida por sorteio, com representantes dos partidos presentes. As entrevistas seguem até 29 de agosto, com Lula, Flávio Bolsonaro e Augusto Cury, do Avante, fechando a sequência.
Na primeira entrevista, Zema foi cobrado logo de saída sobre a dívida pública de Minas Gerais no período em que governou o estado, entre 2019 e março de 2026. Dados oficiais do Portal da Dívida Pública Estadual, mantido pela Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, mostram que os desembolsos com o pagamento da dívida passaram de cerca de R$ 300 milhões por ano, entre 2019 e 2021, para R$ 5,5 bilhões em 2022 e R$ 6,8 bilhões em 2025. O candidato atribuiu o crescimento a decisões tomadas antes de sua gestão e a fatores ligados ao governo federal, sem detalhar como evitaria cenário semelhante nas contas da União. Zema também defendeu que a vacinação contra doenças graves seja escolha individual do cidadão, e não política obrigatória, e citou o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, como referência para sua política de segurança, afirmando se inspirar no modelo de encarceramento em massa adotado no país centro-americano.
No dia seguinte, Caiado abriu a entrevista descrevendo o Brasil como dominado por facções criminosas e citando 60 milhões de brasileiros 'escravizados' pelo narcotráfico, número apresentado sem fonte oficial. Sua principal proposta na área foi a criação de uma força policial permanente e integrada entre o Brasil e os dez países sul-americanos que fazem fronteira com o território nacional, para combater o tráfico de drogas e o contrabando de armas. Ao citar a Europol como modelo, disse que o órgão europeu teria poder de prender; na prática, a Europol atua apenas na cooperação policial e no compartilhamento de dados entre países da União Europeia, sem competência para efetuar prisões. Caiado defendeu ainda enviar ao Congresso Nacional um projeto de anistia ampla e irrestrita aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Sobre economia, evitou detalhar como equilibraria as contas: perguntado três vezes sobre eventual mudança na idade mínima de aposentadoria, respondeu que seu plano de governo traz apenas metas e parâmetros gerais, sem indicar quais despesas cortaria, e afirmou que não pretende alterar os pisos constitucionais de saúde e educação nem o valor do salário mínimo.
A cobertura de centro tratou a série sobretudo como serviço, informando horário, calendário das entrevistas e o perfil de cada uma das treze chapas registradas, sem julgar as respostas. Veículos de perfil à direita foram os que fizeram a checagem das propostas, contrapondo os números da dívida mineira à explicação do candidato, apontando a ausência de fonte para o dado dos 60 milhões e corrigindo a descrição do mandato da Europol, com ênfase no vazio das respostas fiscais dos dois ex-governadores. Até o momento, nenhum veículo de esquerda havia publicado análise das sabatinas no material reunido, de modo que o ângulo mais associado a esse campo, o efeito da vacinação facultativa sobre a saúde pública e o custo social da anistia ao 8 de Janeiro, permanece sem cobertura própria.
Continua sem resposta o essencial: nenhum dos dois candidatos disse qual despesa cortaria para equilibrar o Orçamento, nem qual seria a base legal e o custo de uma força policial regional com dez países. Também não há informação sobre o apoio que uma anistia ampla teria no Congresso, nem medição de como as entrevistas afetaram a intenção de voto.
A entrevista vai ao ar ao vivo, direto dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro

Veja os principais pontos ditos por Caiado e Zema na sabatina do Jornal Nacional e confira a agenda completa das próximas entrevistas com os presidenciáveis.
