Flávio Bolsonaro critica proibição das bets e mira desgaste de Lula no futebol
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Briefing
O que importa para você
- Apostas de quota fixa e sua publicidade estão proibidas pela Medida Provisória 1.394.
- Sites e aplicativos de apostas devem sair do ar a partir de 6 de outubro.
- Clubes de futebol perdem patrocínios de empresas de apostas no período de transição.
Onde os lados concordam
As coberturas concordam que Flávio Bolsonaro criticou a proibição das bets e que a crítica responde à Medida Provisória 1.394, editada pelo governo Lula.
O que ainda está incerto
- Não há evidência pública do efeito eleitoral de 1% a 2% estimado por aliados de Flávio.
- Não há nova data para a reunião do governo com clubes e com a Confederação Brasileira de Futebol.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou a proibição das bets determinada pela Medida Provisória 1.394, do governo Lula. A campanha tenta transformar a reação de clubes e torcedores em desgaste para o presidente, enquanto sites de apostas devem sair do ar em 6 de outubro.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal ao Palácio do Planalto, criticou a proibição das bets no Brasil e defendeu a modalidade. A declaração foi feita em Goiânia, no domingo, 27 de setembro, a uma semana do primeiro turno da eleição presidencial.
A crítica mira a Medida Provisória 1.394, editada em 25 de setembro pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A norma proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das apostas de quota fixa em todo o território nacional. Também determina a retirada de publicidade e de patrocínios ligados às bets durante o período de transição. Pelo cronograma da medida, os sites e aplicativos de apostas devem sair do ar a partir de 6 de outubro.
A decisão provocou reação entre dirigentes do futebol, porque os contratos de patrocínio com empresas de apostas pesam no caixa dos clubes. O governo chegou a convocar uma reunião com representantes das equipes e da Confederação Brasileira de Futebol para discutir os efeitos da medida. O encontro, previsto para 29 de setembro, foi adiado. Integrantes do governo argumentam que os clubes poderão buscar novos patrocinadores.
A cobertura de centro se limitou a registrar a declaração do candidato e a relacioná-la à medida provisória, sem avaliar o impacto político. Veículos de direita foram além e enfatizaram a estratégia da campanha. Segundo esse relato, aliados de Flávio acompanham as redes sociais para medir a insatisfação de torcedores e pretendem ligar as críticas diretamente ao presidente. Dentro da campanha circula uma estimativa de perda de 1% a 2% dos votos de Lula, embora a própria cobertura reconheça que não há evidência pública desse efeito. Não houve, até o momento, cobertura de veículos de esquerda sobre o episódio, e por isso a defesa da proibição aparece apenas na frase atribuída ao governo sobre novos patrocinadores.
A mesma cobertura de direita associou o tema das bets a outra frente da campanha: a religião. Publicações nas redes ligaram o senador a um suposto projeto para retirar Nossa Senhora Aparecida da condição de padroeira do Brasil. Flávio negou a existência de qualquer proposta nesse sentido e disse que sua equipe avalia medidas judiciais contra quem espalhou o conteúdo. A campanha também explicou uma fala anterior sobre entregar o Brasil a Jesus Cristo, descrita como referência a uma oração na cerimônia de posse. Pastores aliados divulgaram manifestação em defesa da convivência entre católicos e evangélicos.
Ainda não se sabe se a proibição terá de fato algum efeito sobre o voto. Também não está claro quando o governo vai retomar a conversa com os clubes, nem se o Congresso Nacional vai alterar a medida provisória durante a tramitação.
Fontes

Flávio Bolsonaro critica fim das bets e diz que medida pode impactar Copa do Mundo no Brasil Valor Econômico

A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passou a explorar politicamente a reação de clubes e torcedores à decisão do