Flávio Bolsonaro troca Juiz de Fora por Belo Horizonte após motociata cancelada
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O candidato do Partido Liberal à Presidência, Flávio Bolsonaro, cancelou na manhã de 17 de agosto de 2026 a motociata e o comício previstos em Juiz de Fora, em Minas Gerais, e seguiu direto para Belo Horizonte. A campanha atribuiu a mudança a questões meteorológicas e à falta de teto para decolagem, e uma apuração no aeroporto local indicou que nenhuma aeronave pousou ali desde as 6h. A agenda mineira foi mantida: à noite, Flávio Bolsonaro participou do lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo do estado, com Ellen Miziara como vice, ao lado do candidato ao Senado Domingos Sávio e do deputado federal Nikolas Ferreira. No dia seguinte, o senador fez uma caminhada de cerca de 300 metros no bairro Betânia e acenou ao senador Cleitinho Azevedo, líder nas pesquisas estaduais.
O cancelamento em Juiz de Fora interrompeu a tentativa mais explícita de Flávio Bolsonaro de se apropriar do capital simbólico do pai. A cidade só entrou no roteiro por causa da facada sofrida por Jair Bolsonaro em 2018, e o discurso estava marcado para o local exato do ataque, repetindo o trajeto da campanha de 2022.
Um problema meteorológico fora do controle da campanha tirou Flávio Bolsonaro de Juiz de Fora, mas não interrompeu a construção do palanque do Partido Liberal em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país.
13 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: falácia identificada.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados registram os mesmos fatos centrais: a motociata e o comício de Juiz de Fora foram cancelados na manhã de 17 de agosto, a justificativa oficial foi a falta de teto para decolagem, e a agenda de Belo Horizonte foi mantida, com o lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais. Também há convergência sobre a intenção de remarcar a passagem pela cidade e sobre a presença de Nikolas Ferreira e Domingos Sávio no palanque mineiro.
A motociata e o comício de Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora foram cancelados por falta de teto para decolagem, e o candidato seguiu direto para Belo Horizonte, onde lançou a candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais. A cobertura de esquerda, de centro e de direita diverge no que cada lado escolheu destacar em torno do episódio.
O candidato do Partido Liberal à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, cancelou na manhã de 17 de agosto de 2026 a motociata e o comício que faria em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, e seguiu direto para Belo Horizonte. A assessoria da campanha atribuiu a decisão a questões meteorológicas e à falta de teto para decolagem, condição em que a base das nuvens fica baixa demais ou a neblina reduz a visibilidade. Em vídeo nas redes sociais, o senador disse que não conseguiria pousar e que a decolagem sequer havia sido autorizada.
O cancelamento foi anunciado por volta das 9h05, diante do Aeroporto Francisco Álvares de Assis, conhecido como Aeroporto da Serrinha, onde algumas dezenas de apoiadores aguardavam. Quem deu a notícia foi a vereadora e candidata a deputada estadual Roberta Lopes, uma das organizadoras do ato, que prometeu remarcar a visita sem indicar nova data. A programação começaria às 9h30, com um percurso de 7,8 quilômetros até a Praça da Estação, no centro da cidade, onde o candidato discursaria de um carro de som às 10h30.
A cobertura de centro convergiu nos elementos verificáveis do episódio. Os relatos registram o mesmo motivo alegado, o mesmo trajeto previsto e a manutenção integral da agenda noturna em Belo Horizonte, onde às 19h, no ginásio do Colégio Mackenzie, no bairro Santo Antônio, Flávio Bolsonaro participou do lançamento da candidatura de Flávio Roscoe ao governo de Minas Gerais, com Ellen Miziara como vice. Estiveram no palanque o candidato ao Senado e ex-presidente estadual do partido, Domingos Sávio, e o deputado federal Nikolas Ferreira. Houve divergência pontual sobre a cidade de origem do voo, entre Rio de Janeiro e Brasília, corrigida publicamente ao longo do dia. Uma apuração no aeroporto trouxe dado próprio: nenhuma aeronave havia pousado ali desde as 6h, e apenas duas decolagens foram registradas no início da manhã.
A divergência de enquadramento aparece no que cada lado escolheu colocar ao redor do fato. Veículos de esquerda enfatizaram o simbolismo perdido: Juiz de Fora só entrou no roteiro por ser a cidade onde Jair Bolsonaro sofreu uma facada na campanha de 2018, o discurso estava marcado para o local exato do ataque, e o percurso repetia o da abertura da campanha de 2022. Nessa leitura, a candidatura se apoia na memória emocional do pai, hoje em prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado, e a estreia em Copacabana, no domingo anterior, teria ficado aquém do esperado, restrita a um quarteirão da Avenida Atlântica e marcada por xingamentos e pela exibição de bandeiras dos Estados Unidos.
Veículos de direita enfatizaram a causa técnica do cancelamento e o clima de risco em torno do candidato. Dois dias antes, no sábado 15, a Polícia Legislativa do Senado e a Polícia Civil de Minas Gerais cumpriram mandado de busca e apreensão contra um homem que havia publicado a frase dessa vez deixa comigo, acompanhada de emojis de faca, em postagem sobre a visita prevista a Juiz de Fora. O suspeito prestou depoimento e foi liberado. Essa cobertura também destacou que a agenda mineira seguiu de pé e detalhou a montagem da chapa do Partido Liberal no estado.
O arco continuou na terça-feira, 18. Flávio Bolsonaro caminhou cerca de 300 metros pelo bairro Betânia, na região oeste de Belo Horizonte, ao lado de Flávio Roscoe, Ellen Miziara, do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar, de Nikolas Ferreira e de Domingos Sávio. Disse que quem vence em Minas vence no Brasil e acenou ao senador Cleitinho Azevedo, líder das pesquisas estaduais, que declarou apoio sem integrar formalmente o palanque. No discurso, atribuiu ao governo Lula o endividamento das famílias, prometeu cortar ministérios e burocracia, indicar ao Judiciário nomes contrários ao aborto e às drogas, conceder anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Nikolas Ferreira chamou o ministro Alexandre de Moraes de criminoso e previu um pedido de impeachment no próximo Senado.
O que ainda não se sabe: não há nova data para a passagem por Juiz de Fora, nenhuma reportagem trouxe confirmação técnica independente, de órgão de aviação ou de meteorologia, sobre a impossibilidade de pouso no horário previsto, a Polícia Militar não estimou o público dos atos de Belo Horizonte, e permanece em aberto se o apoio declarado por Cleitinho Azevedo será formalizado no palanque do partido em Minas Gerais.
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Nesta matéria: viés de esquerda.