PL lança Flávio Roscoe ao governo de MG após saída de Cleitinho
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O Partido Liberal anunciou em 5 de agosto de 2026, último dia do prazo de convenções, o empresário Flávio Roscoe como candidato ao governo de Minas Gerais. Ex-presidente da Federação das Indústrias do estado, ele foi apresentado em vídeo ao lado do senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, depois de o Republicanos recusar definitivamente a candidatura do senador Cleitinho Azevedo, que liderava as pesquisas e desistiu alegando o luto pela morte do irmão. A escolha por chapa própria descartou tanto o apoio a Marcelo Aro quanto a aliança com o governador Mateus Simões e garante palanque ao candidato presidencial no segundo maior colégio eleitoral do país.
Veículos deste lado: Congresso em Foco, O Globo, Valor Econômico, Folha de S.Paulo e mais 5
A definição tardia de um nome sem trajetória eleitoral expõe a fragilidade do campo conservador em Minas Gerais. Depois de perder o senador que liderava todas as pesquisas, o partido do candidato presidencial da direita recorreu a um dirigente empresarial que pontua entre 2% e 4% e cuja plataforma privilegia corte de gastos e interesses do setor produtivo.
Veículos deste lado: Portal Vermelho
Ao lançar candidatura própria no último dia das convenções, o partido resolveu um impasse que se arrastava por meses e assegurou palanque para o candidato presidencial no estado que historicamente antecipa o vencedor nacional.
Veículos deste lado: Revista Oeste e Gazeta do Povo
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O Partido Liberal anunciou em 5 de agosto de 2026, último dia do prazo legal para as convenções partidárias, o empresário Flávio Roscoe como candidato ao governo de Minas Gerais. O anúncio foi feito em um vídeo gravado ao lado do senador Flávio Bolsonaro, candidato do partido à Presidência da República, e enviado a deputados e dirigentes estaduais da legenda. Presidente licenciado da federação das indústrias do estado, Roscoe disputará um cargo eletivo pela primeira vez.
A escolha encerra um impasse que se arrastava havia meses no campo conservador mineiro. O nome preferido era o do senador Cleitinho Azevedo, líder isolado das pesquisas de intenção de voto. Ele faltou à convenção estadual do próprio partido em 25 de julho, alegando o luto pela morte do irmão mais novo, vítima de leucemia. Em 3 de agosto, anunciou em vídeo a desistência da disputa. No dia seguinte, durante a convenção nacional da sigla, voltou a pedir para concorrer e ouviu do presidente do partido que seria irresponsável entregar o estado a alguém que muda de posição em poucos minutos. Diante do veto definitivo, o Partido Liberal descartou também apoiar o ex-secretário estadual Marcelo Aro e compor com o atual governador, e optou pela chapa própria.
A cobertura de centro convergiu no essencial: reproduziu as falas do anúncio, situou a decisão no limite do calendário eleitoral, explicou que o registro das candidaturas vai ao Tribunal Superior Eleitoral até 15 de agosto e que a votação ocorre em 4 de outubro. Esses veículos também detalharam a trajetória do candidato, sócio de empresas do setor têxtil, eleito duas vezes para a presidência da entidade industrial mineira, filiado ao partido em março e licenciado do cargo em abril para poder concorrer. Registraram ainda que a definição do palanque foi tratada como prioridade pela cúpula partidária porque Minas Gerais reúne mais de 16 milhões de eleitores, o segundo maior colégio eleitoral do país, e porque o vencedor no estado tem coincidido com o vencedor nacional na quase totalidade das eleições presidenciais desde a redemocratização.
É na leitura política do episódio que os lados se afastam. Veículos de esquerda enfatizaram a fragilidade do arranjo: sem o senador que liderava as pesquisas, o projeto presidencial da direita ficaria isolado em Minas, já que o nome anunciado oscilava entre 2% e 4% nas simulações da pesquisa divulgada em 28 de julho, enquanto Alexandre Kalil aparecia com 15% e Patrus Ananias com 13%. Essa cobertura também destacou o perfil empresarial do candidato e resgatou declarações anteriores em que ele responsabilizou programas de transferência de renda pela falta de mão de obra na indústria.
Veículos de direita enfatizaram o oposto: a candidatura própria resolveria a instabilidade provocada pela indecisão do senador, garantiria palanque competitivo ao candidato presidencial e ofereceria ao eleitor um nome vindo do setor produtivo, com plataforma de racionalização de gastos, modernização energética e formação técnica. Nessa cobertura, a comemoração pública de lideranças do partido no estado apareceu como sinal de unidade, e os números baixos do candidato nas pesquisas não foram mencionados. Em suas falas de anúncio, o próprio empresário prometeu uma revolução no estado, a retirada do partido governista do poder e o resgate da segurança pública.
Ainda não se sabe qual será o efeito prático da mudança. Nenhuma pesquisa de intenção de voto foi divulgada depois do anúncio, e o percentual de indecisos e votos não válidos no levantamento anterior chegava a cerca de metade do eleitorado. Também permanecem em aberto se o senador que desistiu apoiará efetivamente o palanque, como se comportarão as siglas da federação de centro-direita que articulavam outro nome, e quais serão as propostas detalhadas de governo do candidato. Do outro lado do espectro, o campo governista fechou a própria chapa com o deputado federal Patrus Ananias, depois de sucessivas recusas de nomes cogitados para a disputa estadual.
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Na simulação feita pela Genial/Quaest, em um cenário sem Cleitinho (Republicanos, Roscoe aparece em quinto lugar, com 4% das intenções de voto

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