Em reunião com Lula, até Haddad se dispôs a ser vice em SP
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Define o palanque da esquerda no maior colégio eleitoral do país para 2026.
- Tebet e Marina transferiram domicílio eleitoral para SP e disputarão o Senado.
- A estratégia visa forçar segundo turno contra Tarcísio, favorito à reeleição.
Onde os lados divergem
- Esquerda: a chapa reflete unidade e coesão voluntária do campo governista.
- Direita: foi uma decisão de cúpula em Brasília que barrou a candidatura própria de França e acomodou ex-ministros sem cargo.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem que Lula articulou a chapa em reunião no Alvorada, com Haddad como cabeça de chapa, França como vice e Tebet e Marina ao Senado, e que o objetivo é evitar derrota no primeiro turno para Tarcísio.
O que ainda está incerto
- Falta a formalização partidária da chapa, prevista para os próximos meses.
O presidente Lula reuniu-se no Palácio da Alvorada, em Brasília, com o pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), e com aliados do PSB e da Rede para fechar a chapa que disputará o estado em 2026. Ao fim do encontro, ficou definido que Márcio França (PSB) será o candidato a vice de Haddad, enquanto as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) concorrerão às duas vagas ao Senado pelo campo governista. Também participaram das negociações o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e dirigentes partidários.
A cobertura de centro relatou que a reunião foi marcada por gestos de disposição: segundo a coluna do Metrópoles, tanto Haddad quanto Tebet, Marina e o próprio França se colocaram à disposição para ser vice na chapa. Haddad, já escolhido como cabeça de chapa, disse ter entrado na disputa para vencer, mas afirmou estar desprendido e aberto a concorrer ao vice ou ao Senado caso o grupo enxergasse outro nome mais habilitado. Tebet admitiu não ter condições de concorrer ao governo paulista, e França reconheceu que duas candidaturas a governador enfraqueceriam o grupo, recuando da ideia de palanque próprio.
Os veículos convergem em pontos centrais. As desistências de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB) afunilaram a disputa para Haddad e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição. Por isso, a montagem da chapa tem objetivo declarado de evitar que a eleição se encerre no primeiro turno. Há ainda o eco de 2022, quando França abriu mão de concorrer para apoiar Haddad, derrotado por Tarcísio no segundo turno. A transferência dos domicílios eleitorais de Tebet e Marina para São Paulo é apontada como reforço da aliança em torno de Lula.
As ênfases de cobertura divergem. Veículos de esquerda destacaram a unidade do campo governista, lendo a disposição de todos em ceder protagonismo como sinal de coesão da coalizão e de uma chapa mais plural e forte do que a de 2022. Já veículos de direita enfatizaram o caráter de cúpula da decisão, tomada numa reunião palaciana em Brasília, e lembraram que lideranças petistas barraram a candidatura própria de França ao governo, classificada internamente como ideia que não prosperaria. Nessa leitura, o arranjo acomoda ex-ministros sem cargo e funciona como reação defensiva diante do favoritismo de Tarcísio.
O que ainda não se sabe diz respeito à formalização: os anúncios precisam ser ratificados pelas direções partidárias nos próximos meses, e o desenho final pode sofrer ajustes regionais. Também permanece em aberto a estratégia do campo de Tarcísio diante da chapa montada pela aliança governista.
Fontes
Pré-candidato diz que Márcio França, Marina Silva e Simone Tebet se colocaram à disposição para concorrer a vice ou ao Senado

