
Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
O presidente Lula recebeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no Palácio da Alvorada em 12 de agosto e destravou parte da pauta que o governo quer aprovar antes das eleições. Durante a reunião, telefonou ao presidente da Câmara, Hugo Motta. Ficou acertada a instalação da comissão mista da medida provisória que revogou a taxa das blusinhas, que caduca em 8 de setembro, e a votação do projeto que usa receita extraordinária do petróleo para abater tributos sobre combustíveis. As três prioridades do Planalto, porém, seguem sem data: o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança Pública e a política de minerais críticos.
Lula recebeu o presidente do Senado no Palácio da Alvorada e telefonou ao presidente da Câmara para retomar a negociação da pauta legislativa antes da eleição. O encontro liberou a medida provisória da taxa das blusinhas e o projeto dos combustíveis, mas deixou de fora as três prioridades do governo, entre elas o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, no Palácio da Alvorada na quarta-feira, 12 de agosto, em reunião de cerca de duas horas que marcou a retomada do diálogo entre o Planalto e o comando do Congresso. Durante o encontro, Lula telefonou para o presidente da Câmara, Hugo Motta, para tratar do andamento das votações. Participaram também o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e a líder do governo no Senado, Teresa Leitão.
O resultado mais concreto foi o acordo para instalar a comissão mista que vai analisar a medida provisória que revogou o imposto de importação sobre compras internacionais de até 50 dólares, a chamada taxa das blusinhas. A regra já está em vigor, mas a medida perde a validade em 8 de setembro se não passar pela comissão e pelos plenários das duas Casas. Governo e Congresso também acertaram a votação do projeto que permite usar receita extraordinária do petróleo para abater tributos sobre combustíveis, texto que cresceu na tramitação e passou a incluir verba para fertilizantes, minerais críticos e isenções fiscais para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Toda a cobertura converge em um ponto: o que o governo mais quer continua parado. As três propostas consideradas centrais pelo Planalto seguem sem data de votação na Câmara. São elas o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a PEC da Segurança Pública, que amplia a influência do governo federal sobre a área, e o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. O calendário aperta: o Congresso funciona esta semana em esforço concentrado e só volta a deliberar entre 31 de agosto e 3 de setembro.
Há também convergência sobre o pano de fundo da reaproximação. A relação entre Lula e Alcolumbre havia sido rompida depois de o presidente indicar, contra a vontade do senador, o advogado-geral da União Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O nome foi rejeitado pelo Senado, e aliados do Planalto atribuíram parte da derrota à articulação do próprio Alcolumbre.
A cobertura de centro tratou o encontro como engenharia política e cálculo eleitoral. Registrou que o governo aposta em aprovar ao menos uma das três prioridades até a eleição, com chances maiores para a PEC da Segurança e para o projeto de terras raras, e que senadores veem na pauta um caminho para pavimentar o apoio do PT à reeleição de Alcolumbre na presidência do Senado, em fevereiro. Anotou ainda que partidos resistem a indicar parlamentares para a comissão da taxa das blusinhas por temerem campanhas públicas em ano eleitoral, e que o PL da Misoginia enfrenta resistência entre partidos de centro e na oposição, cujos críticos alegam risco de censura a opiniões conservadoras.
Veículos de esquerda organizaram os mesmos fatos em torno da pauta trabalhista. Descreveram o fim da escala 6x1 como prioridade número um do Planalto e como resposta a uma reivindicação histórica por redução de jornada, contrastando a pressão pública do presidente nas redes sociais com a ausência de data para votação. Nessa leitura, o acordo destravou apenas parte da agenda, e a ampliação do projeto dos combustíveis aparece como concessão do governo ao Congresso, feita contra resistência da própria equipe econômica.
Até o momento, veículos de direita não publicaram cobertura sobre o encontro no conjunto analisado. O ângulo de crítica ao custo fiscal das concessões e à ampliação do papel do governo federal na segurança pública não aparece de forma articulada em nenhuma das matérias disponíveis.
O que ainda não se sabe é o essencial. Não há data marcada para votar o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança ou o projeto de minerais críticos, e líderes ouvidos pelas reportagens avaliam que ao menos as duas primeiras só devem ir a plenário depois da eleição. Também não está definido o custo fiscal das isenções acopladas ao projeto dos combustíveis, nem se a comissão mista da taxa das blusinhas concluirá a tramitação antes de 8 de setembro. Sobre o apoio de Alcolumbre à reeleição de Lula, o único registro é a afirmação do ministro das Relações Institucionais de que o senador está sintonizado com a candidatura; o próprio senador não se manifestou publicamente e informou que não poderá comparecer ao lançamento da campanha, marcado para domingo, 16 de agosto, em São Bernardo do Campo.
Toda a cobertura registra que a reunião no Alvorada retomou o diálogo entre Planalto e Congresso, destravou a comissão mista da taxa das blusinhas e o projeto dos combustíveis, e que o fim da escala 6x1, a PEC da Segurança e o projeto de minerais críticos continuam sem data de votação. Há acordo também sobre a origem da crise: a rejeição de Jorge Messias, indicado ao STF, pelo Senado.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Reporta os mesmos fatos, mas organiza a narrativa em torno da pauta trabalhista: trata o fim da escala 6x1 como 'prioridade número um', 'reivindicação histórica por redução da jornada e melhoria das condições de trabalho' e fecha o texto lamentando que 'justamente uma das pautas de maior apelo junto aos trabalhadores permanece parada'. O enquadramento de direitos coletivos do trabalho e a reprodução da fala presidencial de que os trabalhadores não podem mais esperar marcam o eixo à esquerda.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual e de bastidor, com falas atribuídas nominalmente à líder do governo no Senado e ao ministro das Relações Institucionais, além de avaliações anônimas de 'interlocutores' e 'líderes ouvidos pela reportagem'. Apresenta o acordo e, no mesmo movimento, o que continua travado ('as três propostas centrais seguem sem data'), sem vocabulário valorativo. Registra as críticas ao PL da Misoginia sem endossá-las.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

Acordo prevê retomada da discussão de MPs, incluindo a que acaba com a chamada

Lula retoma diálogo com comando do Congresso e consegue avançar em pautas como a MP da “taxa das blusinhas” e o projeto dos combustíveis, mas fim da escala 6x1 segue sem data para votação
Reporte para que a equipe revise. Sua contribuição ajuda a melhorar a cobertura.
Perspectivas omitidas



