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O Congresso Nacional adiou nesta quarta-feira a instalação da comissão mista que vai analisar a medida provisória que zerou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada taxa das blusinhas. O senador Randolfe Rodrigues, que presidia a reunião, suspendeu os trabalhos por falta de acordo entre as lideranças sobre a presidência e a relatoria do colegiado, e marcou nova tentativa para o fim do mesmo dia, com possibilidade de novo adiamento para quinta-feira. Por ser comissão mista, a presidência cabe à Câmara e a relatoria ao Senado. A MP perde a validade em 8 de setembro; se caducar, a cobrança de 20% volta a vigorar.
A instalação da comissão mista que vai analisar a medida provisória da taxa das blusinhas foi suspensa por falta de acordo entre as lideranças sobre presidência e relatoria. O texto precisa passar pela Câmara e pelo Senado até 8 de setembro; se caducar, o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50 volta a ser cobrado.
O Congresso Nacional adiou nesta quarta-feira, 12 de agosto de 2026, a instalação da comissão mista encarregada de analisar a medida provisória que zerou o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até 50 dólares, a chamada taxa das blusinhas. O senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Congresso, presidia a reunião e suspendeu os trabalhos por falta de acordo entre as lideranças sobre quem ocuparia a presidência e a relatoria do colegiado. Ele remarcou a tentativa para as 18h30 do mesmo dia e avisou que, sem entendimento, a instalação escorregaria para quinta-feira.
A disputa é de comando, não de mérito. Por se tratar de comissão mista, formada por deputados e senadores, a presidência cabe à Câmara dos Deputados e a relatoria ao Senado Federal. Governistas defendiam o nome de um deputado do PT para presidir o colegiado, e chegou a circular a indicação de um senador do MDB para a relatoria. O parlamentar cotado avisou a aliados que sequer havia sido consultado e que não tem interesse na tarefa, tanto por estar em campanha para a reeleição quanto por o assunto mexer com a Zona Franca de Manaus. Até perto do horário previsto, o próprio governo ainda não havia indicado os parlamentares que comporiam a comissão.
A cobertura de centro convergiu no essencial e foi a que reconstruiu o quadro com mais detalhe. Registrou a fala literal do senador que suspendeu a reunião, explicou a regra de repartição dos cargos entre as duas Casas, recuperou a linha do tempo do tributo, criado em 2024 e seguido pela elevação do ICMS de 17% para 20% em dez estados, e detalhou o que a medida provisória faz além de zerar a alíquota: encomendas entre 50 e 3 mil dólares seguem tributadas em 60%, com dedução fixa de 30 dólares. Um desses textos publicou correção explícita, informando que o sistema do Senado havia exibido por engano a confirmação de um colegiado que ainda não existia. Essa cobertura também destacou o cálculo político do Planalto, que vê na cobrança uma das medidas que mais custaram popularidade ao governo, e o temor de que a MP caduque a um mês do primeiro turno.
Veículos de direita deslocaram o eixo do impasse para o consumidor e para a carga tributária. Nessa leitura, apoiada em levantamento de um instituto de orientação liberal, cerca de 68 milhões de brasileiros compram em sites internacionais, com tíquete médio em torno de 18 dólares, e 88% desse público estaria nas classes C, D e E, o que afastaria a ideia de que o benefício vai para consumo de luxo. O mesmo enquadramento registra a resistência da indústria e do varejo, que alegam concorrência desigual porque a empresa brasileira continua sujeita a tributos e custos de produção que o importado não enfrenta. Até o fechamento desta análise, nenhum veículo de esquerda havia coberto o adiamento, de modo que a ênfase em proteção do emprego industrial e em crítica ao lobby do varejo não apareceu no noticiário do dia.
O relógio é a variável decisiva. A medida perde efeito em 8 de setembro, e sem aprovação nas duas Casas a alíquota de 20% volta a ser cobrada automaticamente. O Congresso tem duas janelas de esforço concentrado, de 10 a 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro, e a segunda termina poucos dias antes do prazo. O presidente da Câmara afirmou na terça-feira que o tema precisa ser tratado nas próximas semanas justamente para evitar a volta da cobrança. Antes do recesso, o presidente do Senado recebeu representantes do varejo, que pediram que a proposta não avançasse, e, segundo relatos, não apresentou calendário nem antecipou posição.
O que ainda não se sabe é quem vai presidir e relatar a comissão, se o texto sairá com contrapartidas econômicas aos setores afetados, hipótese que preocupa a base do governo, e se haverá acordo para levar a matéria aos plenários dentro do prazo. Também não está claro qual será o efeito da alíquota zero sobre a arrecadação federal e estadual, nem como ficará o tratamento das compras que hoje sustentam parte do modelo da Zona Franca de Manaus.
5 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Texto de cobertura parlamentar padrão: fato central (suspensão da reunião), fala literal de Randolfe Rodrigues, regra da comissão mista (presidência da Câmara, relatoria do Senado), prazo de 8 de setembro e calendário de esforço concentrado. Descreve o temor eleitoral do governo como avaliação de terceiros, sem endossar. Vocabulário sem carga valorativa.
Perspectivas omitidas
Texto de bastidor econômico e político: publica correção sobre a informação equivocada do sistema do Senado, informa que Eduardo Braga recusou a relatoria por estar em campanha e registra que o mérito da MP gera pouca discordância entre parlamentares. Descreve o temor do governo com a caducidade como cálculo político observado, não como acusação. Sem vocabulário ideológico.
Perspectivas omitidas
Réplica em formato acelerado da reportagem factual sobre o adiamento, com a mesma citação direta do senador que presidia a reunião e o mesmo bloco final sobre as comissões de dívida rural e do Enamed. Estrutura descritiva, sem enquadramento ideológico. A poluição de blocos de login não altera o conteúdo editorial.
Perspectivas omitidas
É o texto mais completo do conjunto: nomeia Reginaldo Lopes como aposta governista para a presidência, explica a recusa de Eduardo Braga pela ligação do tema com a Zona Franca de Manaus e reconstrói a linha do tempo do imposto desde agosto de 2024, incluindo a elevação do ICMS por dez estados. Atribui a leitura eleitoral ao Palácio do Planalto e registra a crítica da oposição como fala de terceiros, sem aderir a nenhum dos lados.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O eixo do texto é o consumidor diante da carga tributária: destaca que 68 milhões de brasileiros compram em sites internacionais, tíquete médio de US$ 18 e que 88% seriam das classes C, D e E, tudo a partir de um instituto que defende explicitamente a alíquota zero. A crítica do setor produtivo aparece depois e em bloco menor, enquadrada como resistência à isenção. Esse arranjo de ênfase, com vocabulário de livre iniciativa e concorrência, caracteriza enquadramento de direita.

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