
Empresários preparam manifesto por código de conduta no STF após caso Moraes
1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.

1 veículo de centro · 1 veículo de direita
Toque num lado para ler o resumo dele.
Alguém precisa ver os dois lados disso?
Descubra seu lugar no espectro político brasileiro
Fazer o testeGrátis. Cerca de 5 minutos. Seu resultado fica salvo.
Empresários e representantes do setor produtivo começaram a articular, em grupos de WhatsApp, um novo manifesto que cobra do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a adoção de um código de conduta para os ministros da corte. A mobilização foi desencadeada pela revelação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em investigação da Polícia Federal. Um documento com o mesmo pedido, assinado por 200 empresários, economistas e acadêmicos, já havia sido divulgado em dezembro.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
Empresários e representantes do setor produtivo começaram a articular, em grupos de WhatsApp, um novo manifesto que cobra do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a adoção de um código de conduta para os ministros da corte.
Direita
A articulação empresarial por um código de conduta no Supremo Tribunal Federal é apresentada à direita como reação legítima de quem produz e investe diante de uma corte sem regras claras de decoro. As conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro reveladas pela Polícia Federal, somadas à viagem de Dias Toffoli a Lima em jato particular e ao contrato de R$ 3,6 milhões mensais entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barsi, formam um quadro de descrédito institucional.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Reportagem de apuração com estrutura factual, atribuição clara de cada fala e contextualização do manifesto anterior de dezembro. O texto expõe a indignação do empresariado sem endossá-la em voz editorial e mantém vocabulário descritivo, o que sustenta a classificação de centro, apesar de a seleção de fontes ser toda do mesmo campo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Texto de agência publicado em veículo de economia, com enquadramento de accountability institucional e risco a investimentos: a insegurança jurídica que afasta capital e a credibilidade do país aparecem como eixo, e as únicas vozes ouvidas são do empresariado que cobra punição. A seleção de fontes e a ênfase em ambiente de negócios caracterizam viés de direita, ainda que a apuração seja factual.
Perspectivas omitidas
Empresários e representantes do setor produtivo articulam em grupos de WhatsApp um novo manifesto para pressionar o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a adotar um código de conduta para os ministros. A mobilização foi desencadeada pela revelação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em investigação da Polícia Federal.
O setor privado brasileiro começou a se organizar para divulgar um novo manifesto que cobra do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a adoção de um código de conduta para os ministros da corte. A articulação está em estágio inicial e tem ocorrido em grupos de WhatsApp de empresários e de representantes do setor produtivo. O gatilho foi a revelação, no âmbito de investigação da Polícia Federal, de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
A cobrança não é inédita. Um documento com o mesmo pedido, reunindo 200 assinaturas de empresários, economistas e representantes da sociedade civil, já havia sido divulgado em dezembro. Entre os signatários estavam o economista e ex-presidente do Banco Central Arminio Fraga, um dos fundadores e ex-presidente do Partido Novo, João Amoêdo, e o fundador da Natura, Antonio Luiz Seabra, além dos professores da Universidade de São Paulo Pablo Ortellado e Hélio Zylberstajn. O texto pedia transparência sobre os limites éticos que devem orientar magistrados como condição para preservar a autoridade moral e a credibilidade do Judiciário. Aquele manifesto veio a público depois de revelações de que o ministro Dias Toffoli viajou a Lima, no Peru, durante a final da Taça Libertadores, em jato particular, ao lado de um dos advogados envolvidos no caso Master, cujas investigações estavam sob supervisão do próprio magistrado.
A manifestação pública mais dura até agora partiu do fundador e presidente do conselho do Grupo Petz Cobasi, Sergio Zimerman. Em evento de negócios realizado em São Paulo, ele classificou como estarrecedores os fatos tornados públicos pela Polícia Federal e afirmou que a população deve ir às ruas caso a investigação envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro não resulte em punições. Zimerman também criticou o pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o relatório da Polícia Federal sobre o caso, argumentando que processos importantes já foram anulados no Brasil por vício de forma. Outro dado citado pela cobertura é o contrato de R$ 3,6 milhões mensais firmado pelo Banco Master com o escritório de Viviane Barsi, mulher de Alexandre de Moraes, valor que somaria R$ 130 milhões.
As duas coberturas disponíveis convergem no essencial: a mobilização existe, é informal, corre por aplicativos de mensagem e nasce da desconfiança quanto ao comportamento de ministros. A cobertura de centro apresentou o caso como reportagem de apuração, com fontes nomeadas, uma fonte reservada e a contextualização do manifesto anterior, sem endossar em voz própria a indignação relatada. Já os veículos de direita, sobretudo os de economia, deram ao mesmo texto um enquadramento de risco ao ambiente de negócios, destacando que o descrédito da corte afeta a credibilidade do país e afasta investimentos, e enfatizando a ideia de que instituições devem estar acima dos indivíduos.
O ponto cego é a esquerda: até o momento, nenhum veículo de esquerda publicou sobre a articulação. Não há, no material disponível, a leitura que costuma acompanhar esse tipo de mobilização, a de que um grupo econômico concentrado, ele próprio implicado no caso pelo lado do Banco Master, assume a posição de fiscal do Judiciário e chama a população às ruas contra uma corte. Também não aparece qualquer avaliação divergente sobre o mérito de o empresariado pressionar publicamente o Supremo Tribunal Federal.
O que ainda não se sabe é o mais relevante. Não há data para a divulgação do novo manifesto, nem informação sobre quantas assinaturas ele pretende reunir ou quem o coordena. Não se conhece a posição de Edson Fachin sobre adotar de fato um código de conduta, nem o calendário dessa decisão. Não houve manifestação de Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal ou de Daniel Vorcaro sobre os fatos relatados, e não está esclarecido qual será o desfecho do pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o relatório da Polícia Federal, peça que sustenta boa parte da indignação relatada.
O Supremo Tribunal Federal segue sem código de conduta escrito para seus ministros, e é isso que o manifesto quer mudar. Estão em jogo o desfecho do pedido da Procuradoria-Geral da República para anular o relatório da Polícia Federal e a apuração sobre o contrato de R$ 3,6 milhões mensais entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barsi, que somaria R$ 130 milhões. Empresários ouvidos afirmam que a insegurança sobre a corte encarece o risco do país e afasta investimento.
As coberturas de centro e de direita convergem em três pontos: a mobilização por um novo manifesto existe e corre por grupos de WhatsApp; o estopim foram as conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro reveladas pela Polícia Federal; e o pedido central é que Edson Fachin avance na adoção de um código de conduta para os ministros do Supremo Tribunal Federal.
Não há data, número de assinaturas nem coordenação conhecida para o novo manifesto. Edson Fachin não disse se adotará o código de conduta nem quando decidirá. Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal e Daniel Vorcaro não se manifestaram sobre os fatos relatados, e o desfecho do pedido de anulação do relatório da Polícia Federal segue em aberto.

Início de mobilização tem ocorrido em grupos de WhatsApp, motivada por revelação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro

Início de mobilização tem ocorrido em grupos de WhatsApp, motivada por revelação de conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro
Falácias identificadas
Leia em seguida




