
Dados do TSE mostram 24 empresários bancando PL e PT com R$ 5,6 milhões
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Levantamento feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que ao menos 24 empresários dos setores de calçados, biocombustíveis e bancário doaram, na mesma eleição de 2026, a candidatos e diretórios do PL e do PT. Os repasses a 46 políticos somam R$ 5,6 milhões: R$ 2,87 milhões ao PL e R$ 2,79 milhões ao PT. O valor é pequena fração dos R$ 4,76 bilhões já arrecadados pelas campanhas, 92% deles vindos dos partidos.
Esquerda
Grandes empresários do calçado, do biodiesel e do setor financeiro distribuíram R$ 5,6 milhões ao mesmo tempo entre o PL, partido da família Bolsonaro, e o PT, do presidente Lula, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Centro
Levantamento feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que ao menos 24 empresários dos setores de calçados, biocombustíveis e bancário doaram, na mesma eleição de 2026, a candidatos e diretórios do PL e do PT.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Classificada como centro, embora o veículo tenha viés editorial esquerda.
Condensação factual de reportagem de terceiros, sem adjetivação nem enquadramento ideológico explícito apesar do veículo de esquerda. Chama o PL de 'legenda de Bolsonaro' e corta o contexto do fundão e as respostas dos doadores, o que empobrece o texto, mas não configura framing claro.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto factual que extrai números do sistema Divulgacand do TSE, contextualiza a fração frente aos R$ 4,76 bilhões arrecadados e ao fundão eleitoral, e publica as notas de Battistella, Resende e Pizzinatto. Distribui a atenção entre PL e PT sem vocabulário valorativo.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Ao menos 24 empresários dos setores de calçados, biocombustíveis e bancário financiaram ao mesmo tempo candidatos do PL e do PT em 2026, somando R$ 5,6 milhões segundo o Tribunal Superior Eleitoral. O valor é pequena fração dos R$ 4,76 bilhões arrecadados, dominados pelo fundão eleitoral.
Ao menos 24 empresários dos setores de calçados, biocombustíveis e bancário doaram, nesta eleição de 2026, ao mesmo tempo a candidatos e diretórios do PL e do PT. Os repasses chegam a 46 políticos e somam R$ 5,6 milhões. Candidatos e diretórios do PL receberam R$ 2,87 milhões desses doadores, e o PT, R$ 2,79 milhões. Os números foram extraídos do sistema de divulgação de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE.
O principal nome do grupo é Pedro Grendene Bartelle, cofundador da fabricante de calçados Grendene. Ele enviou R$ 1 milhão a Elmano de Freitas, candidato do PT ao governo do Ceará, R$ 100 mil a Jô Farias, candidata petista a deputada estadual, e R$ 200 mil a Fabiano Feltrin, candidato do PL a deputado estadual no Rio Grande do Sul. Erasmo Carlos Battistella, presidente da produtora de biodiesel Be8, é o único que doou aos dois principais presidenciáveis: R$ 500 mil para Lula e R$ 500 mil para Flávio Bolsonaro.
Minas Gerais concentra R$ 2,6 milhões em doações duplas. Sérgio Augusto Guerra de Resende, acionista da Localiza, destinou R$ 600 mil a Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo mineiro, e a Nikolas Ferreira, que tenta a reeleição para a Câmara, além de R$ 500 mil ao Diretório Nacional do PT. O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também aparece na lista, com doações a Mendonça Filho, do PL de Pernambuco, e a Marcelo Freixo, do PT do Rio.
A cobertura de centro deu o contexto de proporção. O total arrecadado pelas campanhas chega a R$ 4,76 bilhões, e cerca de 92% vieram dos próprios partidos, que contam com quase R$ 5 bilhões do fundo eleitoral público. As doações privadas, de todas as legendas, passam de R$ 274,7 milhões, perto de 5,8% da arrecadação até 8 de setembro. Essa cobertura também publicou as notas dos empresários: Battistella disse ter doado como pessoa física, dentro dos limites legais, e Resende afirmou ter seguido estritamente as normas vigentes.
Veículos de esquerda repercutiram o levantamento de forma resumida, concentrando-se nos nomes dos doadores e no fato de o dinheiro ir, ao mesmo tempo, para a legenda da família Bolsonaro e para o partido do presidente Lula. Esse recorte deixou de fora a proporção frente ao total arrecadado e as justificativas dos empresários.
Até o momento, veículos de direita não haviam repercutido o levantamento, o que deixa sem cobertura própria a leitura sobre o peso do financiamento público nas campanhas.
Ainda não se sabe se as doações duplas cresceram em relação a eleições anteriores, nem como PL e PT avaliam receber recursos dos mesmos financiadores. Os valores também podem mudar, já que a arrecadação segue aberta até o fim da campanha.
A cobertura converge nos números do Tribunal Superior Eleitoral: 24 empresários doaram R$ 5,6 milhões a PL e PT, com Pedro Grendene Bartelle à frente e Erasmo Battistella dando R$ 500 mil a Lula e a Flávio Bolsonaro.

A maior parte, cerca de R$ 2,87 milhões, foi direcionada a candidatos do partido de Flávio Bolsonaro

Ao menos 24 empresários doaram R$ 5,6 milhões a candidatos e diretórios de PL e PT nas eleições de 2026, apontam dados do TSE.



