O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre os eleitores do estado do Rio de Janeiro, segundo levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado em 14 de setembro de 2026. Numa simulação de segundo turno restrita ao eleitorado fluminense, o senador registra 47% das intenções de voto, contra 41% do presidente. Brancos e nulos somam 6%, e outros 6% não souberam ou não responderam.
No cenário estimulado de primeiro turno, também limitado ao Rio de Janeiro, a distância é maior. Flávio Bolsonaro tem 40% e Lula, 33%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8%, seguido de Renan Santos (Missão), com 6%. Pablo Marçal (PRTB), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) têm 2% cada, e outros nomes somam 1%. Brancos e nulos ficam em 3%, e 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
O mesmo levantamento mediu a rejeição a cada nome, ou seja, a parcela de eleitores que afirma não votar de jeito nenhum em determinado candidato. Lula lidera esse indicador, com 52%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 48%. Pablo Marçal tem 37%; Renan Santos, 35%; Ronaldo Caiado, 32%; Romeu Zema e Augusto Cury, 30% cada; Wilson Grassi (Democrata), 28%; Rui Costa Pimenta (PCO), 27%; Hertz Dias (PSTU), 24%; Samara (UP), 22%; Edmilson Costa (PCB) e Clariana Barão (DC), 19% cada. Nessa pergunta o entrevistado podia citar mais de um nome, de modo que os percentuais não somam 100%.
A ficha técnica é a peça que permite julgar o alcance do número. Foram ouvidos 2.000 eleitores do estado do Rio de Janeiro entre 9 e 12 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RJ-03902/2026 e BR-09111/2026, e foi contratada com recursos próprios do instituto, sem patrocinador externo declarado. O recorte é estadual: os percentuais descrevem o comportamento do eleitorado fluminense e não o do país.
Até o momento, apenas um veículo do acervo cobriu esta divulgação, o que limita a comparação de enquadramento que costuma acompanhar pesquisas de intenção de voto. Não há, neste conjunto de fontes, cobertura de outros lados do espectro para contrastar leituras, e por isso nenhuma interpretação política do resultado pode ser atribuída a um campo ou a outro. O material disponível é descritivo: apresenta os números, a metodologia e o registro, e não traz reação das campanhas, análise de especialista em opinião pública nem comparação com medições anteriores no estado.
O que ainda não se sabe é considerável. Não há série histórica do mesmo instituto no Rio de Janeiro que permita dizer se a vantagem do senador cresceu, encolheu ou ficou estável em relação a medições anteriores. Não se sabe como o resultado estadual se comporta diante de levantamentos nacionais do mesmo período, nem como os entrevistados se distribuem por renda, escolaridade, faixa etária ou região do estado. Também não há, no material, avaliação de quanto o noticiário da semana pesou sobre as respostas, nem indicação de novas rodadas já programadas.