Eleição para o Senado em 4 de outubro exige dois votos para 54 cadeiras
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- Notícias ao Minuto BrasilEleições: ordem de votação está na colinha eleitoral; veja como baixar (abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Briefing
O que importa para você
- Em 4 de outubro, cada eleitor vota em dois candidatos diferentes ao Senado, com números de três dígitos.
- Digitar só o número do partido trava a urna, e número inválido anula o voto para senador.
- Celular é proibido na cabine pela Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral: a cola precisa ser em papel.
- Só valem candidatos ao Senado do estado de domicílio eleitoral.
O que ainda está incerto
- As matérias não informam quantos candidatos disputam as duas vagas ao Senado em cada estado.
- Não está esclarecido como a urna trata a tentativa de repetir o mesmo nome nas duas vagas.
As eleições de 4 de outubro renovam 54 das 81 cadeiras do Senado Federal, e cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes. O voto é nominal, com três dígitos, e segue o sistema majoritário: os dois mais votados em cada estado são eleitos, sem segundo turno.
O primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, traz uma tarefa diferente para quem vai escolher representantes no Senado Federal. Neste ano, estão em disputa 54 das 81 cadeiras da Casa, o equivalente a dois terços do total. Por isso, cada eleitor deverá votar em dois candidatos ao Senado, e não em apenas um.
A cobertura de centro relatou que a regra decorre do mandato de oito anos dos senadores, diferente dos quatro anos dos demais cargos eletivos. O Senado reúne três parlamentares por unidade da Federação, somando os 26 estados e o Distrito Federal. Para manter a continuidade dos trabalhos legislativos, a renovação é alternada. Em uma eleição, os eleitores escolhem um terço das vagas, com um senador por estado. Quatro anos depois, escolhem dois terços, com duas vagas por estado. O pleito de 2026 se encaixa no segundo cenário.
Na urna eletrônica, a ordem de votação no primeiro turno será deputado federal, deputado estadual, senador na primeira vaga, senador na segunda vaga, governador e presidente da República. O voto para deputado federal exige quatro dígitos, o de deputado estadual, cinco, o de senador, três, e os de governador e presidente, dois. Os dois votos para o Senado são independentes, e o eleitor pode escolher nomes de partidos diferentes, mas precisa votar em dois candidatos distintos.
O voto para senador é nominal. Diferentemente das eleições proporcionais, não é permitido votar apenas no número do partido. Se o eleitor digitar só os dois dígitos da legenda, a urna não deixa prosseguir. Caso confirme um número inválido, o voto é anulado para aquele cargo. A eleição para o Senado segue o sistema majoritário: os dois mais votados em cada estado são eleitos diretamente, sem segundo turno e sem cálculo de quociente eleitoral. Os eleitos assumem mandatos de oito anos, sem distinção entre o primeiro e o segundo colocado. Muda apenas a ordem de suplência registrada em cada chapa. A votação também é estadual, e cada eleitor só pode escolher candidatos registrados no estado do seu domicílio eleitoral.
Para evitar erros e reduzir filas, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, o TRE-SP, disponibilizou um modelo de cola eleitoral com os cargos na mesma sequência da urna. A cola precisa estar em papel. O artigo 23 da Resolução nº 23.759/2026 do Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, proíbe entrar na cabine de votação com celular, câmeras ou outros equipamentos eletrônicos, para proteger o sigilo do voto. O celular pode ser usado apenas na identificação do eleitor diante da mesa receptora, pelo aplicativo e-Título ou por documentos digitais como a CNH Digital e o RG Digital.
Fontes

Entenda as regras do sistema majoritário no pleito deste ano e veja como votações acirradas no maior colégio eleitoral impactam a corrida
