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A Operação Distrato, deflagrada nesta quarta-feira (15) pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP), MP-SP e Sefaz-SP, apura um esquema de venda de créditos falsos de ICMS que teria causado prejuízo de R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. Escritórios ligados ao advogado Nelson Wilians e à advogada Mayra de Paula foram alvo de 38 mandados de busca e apreensão em seis cidades de São Paulo e do Paraná, sem mandados de prisão. A Fazenda paulista já lavrou autos de infração contra centenas de empresas e apura quase 10 mil lançamentos fiscais suspeitos. Wilians e Mayra foram procurados e não se manifestaram até a publicação das reportagens.
O advogado Nelson Wilians, fundador de um dos maiores escritórios de advocacia empresarial da América Latina, teve escritório e residência alvo de busca e apreensão nesta quarta-feira (15), no âmbito da Operação Distrato, deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA/SP) em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado (Sefaz-SP). A investigação apura um esquema de venda de créditos falsos de ICMS que teria causado prejuízo superior a R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos.
Segundo os investigadores, o grupo usava empresas de fachada, inativas ou sem estrutura operacional, para simular créditos tributários e vendê-los a outras empresas com deságio, sob a promessa de reduções de impostos que, na prática, não existiam. Ao aderir ao esquema, o contribuinte deixava de recolher parte do ICMS devido e pagava aos intermediários honorários de êxito que, segundo a apuração, chegavam a 70% do valor dos créditos utilizados. A 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital expediu 38 mandados de busca e apreensão, cumpridos em São Paulo, Campinas, Jundiaí, Ribeirão Preto, Londrina e Cambé, no Paraná. Não há mandados de prisão nesta fase. A advogada Mayra de Paula, apontada pelas investigações como sócia de Wilians no esquema, também foi alvo de busca em Londrina. Até o momento, a Fazenda paulista já lavrou autos de infração contra centenas de empresas envolvidas, em um universo de quase 10 mil lançamentos fiscais sob análise.
A cobertura de centro relatou os fatos de forma direta, descrevendo a operação, o volume da fraude e a participação de Wilians e Mayra de Paula, sem entrar no detalhamento do funcionamento interno do esquema. Já veículos de esquerda destacaram com mais profundidade o mecanismo da fraude e reproduziram a fala do secretário da Fazenda paulista, Samuel Kinoshita, que classificou o valor apurado como fruto de ilícitos identificados e afirmou que quem optar por regularizar a situação, inclusive pelo programa Resolve Já, terá espaço para isso, mas que não haverá vantagem para quem frauda — um enquadramento que reforça o papel do Estado na proteção do erário e dos contribuintes que cumprem a lei. Por outro lado, veículos de direita enfatizaram o histórico pessoal de Nelson Wilians, lembrando que ele também é investigado pela Polícia Federal, na Operação Sem Desconto, por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a descontos indevidos do INSS, e que negou participação nas fraudes em depoimento ao Congresso, permanecendo em silêncio durante a oitiva. Essa cobertura também mencionou a exposição pública do advogado, que soma mais de 1,4 milhão de seguidores no Instagram e costuma exibir viagens internacionais, jatinhos e carros esportivos, um ângulo que reforça a ideia de responsabilização pessoal diante do padrão de vida ostentado.
Nelson Wilians, seu escritório e a defesa de Mayra de Paula foram procurados pelos veículos que cobriram o caso, mas não haviam se manifestado até a publicação das reportagens. Ainda não se sabe se a investigação vai resultar em pedidos de prisão, qual será o desfecho da apuração paralela sobre o esquema do INSS, nem quantas das quase 10 mil operações fiscais sob análise vão efetivamente resultar em novos autos de infração.
Os três lados concordam nos fatos centrais: a Operação Distrato mirou um esquema de créditos falsos de ICMS de R$ 3,8 bilhões, cumpriu 38 mandados de busca contra Nelson Wilians e Mayra de Paula sem mandado de prisão, e ambos foram procurados sem resposta até a publicação.
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Detalha exaustivamente o mecanismo da fraude (empresas de fachada, créditos sem lastro) e reproduz a fala do secretário da Fazenda paulista enfatizando a proteção do erário e dos contribuintes cumpridores da lei — enquadramento que valoriza o papel fiscalizador do Estado diante da fraude privada.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Texto descreve os fatos da Operação Distrato de forma direta — quem investiga, o valor apurado e as buscas realizadas — sem adjetivação valorativa nem citação de fontes com framing ideológico, mantendo tom de agência factual.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Além da operação, resgata o histórico pessoal de Nelson Wilians — a investigação da Polícia Federal por lavagem de dinheiro no esquema do INSS, o silêncio dele em depoimento ao Congresso e a exposição de bens de luxo nas redes sociais — enquadramento que recai sobre a responsabilização individual do investigado.
Perspectivas omitidas

Operação distrato mira esquema bilionário de créditos falsos de ICMS, em que consultorias prometiam reduções de impostos inexistentes a centenas de empresas

Operação Distrato mira esquema de venda de créditos falsos de ICMS que teria causado sonegação de R$ 3,8 bilhões em SP.

São cumpridos 38 mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (15)
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