
MPT investiga e PGE é acionada contra Luciano Hang por fala sobre escala 6x1
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O Ministério Público do Trabalho instaurou notícia de fato para apurar possível assédio eleitoral após receber a gravação em que Luciano Hang, dono da Havan, reúne funcionários de uma loja em Caldas Novas, em Goiás, e critica a proposta de fim da escala 6x1. No mesmo dia, 31 de agosto, o deputado federal Lindbergh Farias apresentou notícia de fato eleitoral à Procuradoria-Geral Eleitoral contra o empresário e a empresa, pedindo investigação por assédio eleitoral e abuso de poder econômico. No vídeo, gravado em 29 de agosto, Hang afirma que a mudança elevaria o custo da mão de obra em cerca de 15%, encareceria produtos e levaria empregados a buscar outra ocupação. O empresário diz que a fala foi tirada de contexto. O episódio ocorre às vésperas da votação da proposta de emenda à Constituição na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Esquerda
Um patrão convoca empregados no horário e no espaço de trabalho, e diz a eles que perderão poder de compra e terão de recorrer a um subemprego sem carteira assinada caso o Congresso aprove o fim da escala 6x1.
Centro
O Ministério Público do Trabalho instaurou notícia de fato para apurar possível assédio eleitoral após receber a gravação em que Luciano Hang, dono da Havan, reúne funcionários de uma loja em Caldas Novas, em Goiás, e critica a proposta de fim da escala 6x1.
Direita
Sem cobertura neste espectro.
Veículos com viés à esquerda
O texto adota o enquadramento da representação: o subtítulo 'Ameaça velada' antecipa a conclusão que ainda será apurada, o empresário é qualificado como 'bolsonarista' logo na primeira menção e a ênfase recai sobre subordinação, dependência econômica e perda de direitos trabalhistas, vocabulário típico do campo à esquerda. Ainda assim, reproduz na íntegra a defesa do empresário ('tiraram de contexto') e atribui as alegações ao parlamentar, o que segura o texto no factual. O título anuncia acionamento na PGE por assédio eleitoral, e o corpo sustenta exatamente isso.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés ao centro
Cobertura descritiva: transcreve os trechos do vídeo entre aspas, atribui cada afirmação à fonte, registra que a defesa do empresário foi procurada e não respondeu, e contextualiza com dados verificáveis (169 denúncias até 18 de agosto de 2026 contra 540 em igual período de 2022, condenações de 2024 e 2025 com valores). Não há vocabulário valorativo nem adjetivação do empresário além da identificação de sua posição pública. Título e corpo coincidem.
Veículos com viés à direita
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O dono da Havan reuniu funcionários de uma loja em Caldas Novas, em Goiás, para criticar a proposta que acaba com a escala 6x1. A gravação chegou ao Ministério Público do Trabalho, que abriu procedimento, e virou representação na Procuradoria-Geral Eleitoral por suspeita de assédio eleitoral e abuso de poder econômico, na semana da votação da PEC no Senado.
O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, tornou-se alvo de dois procedimentos ligados à suspeita de assédio eleitoral depois de reunir funcionários de uma unidade em Caldas Novas, em Goiás, para criticar a proposta que acaba com a escala 6x1. A gravação do encontro, feita em 29 de agosto, mostra o empresário dizendo que a mudança elevaria em cerca de 15% o custo da mão de obra da empresa, encareceria produtos e obrigaria os próprios empregados a procurar outra fonte de renda, inclusive um subemprego sem registro em carteira, sem 13º salário e sem férias. Na mesma fala, ele classifica a medida como estelionato eleitoral e afirma que políticos querem o voto dos trabalhadores nas eleições de outubro.
Na segunda-feira, 31 de agosto, o Ministério Público do Trabalho confirmou ter recebido o vídeo e instaurou uma notícia de fato para apurar o caso, informando que o procedimento está em fase inicial. No mesmo dia, o deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, apresentou notícia de fato eleitoral à Procuradoria-Geral Eleitoral contra Hang e a Havan, com pedido de investigação por assédio eleitoral e abuso de poder econômico. Entre os requerimentos estão a gravação integral do evento, registros internos da loja, a identificação dos trabalhadores presentes e informações sobre eventual reprodução da mensagem em outras unidades da rede. Se os indícios forem confirmados, o parlamentar pede ação de investigação judicial eleitoral com pedido de inelegibilidade do empresário por oito anos. Tudo isso às vésperas da votação, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, da proposta de emenda à Constituição que extingue a jornada de seis dias de trabalho por um de folga.
As coberturas disponíveis convergem no essencial. A fala existiu, foi gravada em ambiente de trabalho, o órgão trabalhista abriu procedimento e há histórico judicial envolvendo a empresa. Em 2018, a 7ª Vara do Trabalho de Florianópolis proibiu a Havan e o empresário de fazer propaganda política entre funcionários, coagir empregados ou realizar pesquisas de intenção de voto. Em janeiro de 2024, a Justiça do Trabalho de Santa Catarina condenou empresa e empresário ao pagamento de R$ 1 milhão por dano moral coletivo. Em fevereiro de 2025, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região condenou a rede a indenizar em R$ 5.960 uma funcionária de Jacareí, em São Paulo, decisão da qual a empresa recorreu.
A divergência aparece na ênfase. Veículos de esquerda destacaram o caráter de ameaça velada da fala, a relação de subordinação entre empregador e empregado e o pedido de inelegibilidade, tratando o episódio como continuidade de um padrão de pressão política sobre trabalhadores. A cobertura de centro reproduziu o conteúdo do vídeo trecho a trecho, registrou que a defesa do empresário foi procurada e não respondeu até a publicação, e situou o caso num quadro mais amplo: até 18 de agosto deste ano, o Ministério Público do Trabalho havia recebido 169 denúncias formais de assédio eleitoral, contra 540 no mesmo período de 2022. Veículos de direita não publicaram cobertura própria do episódio dentro do material reunido nesta análise, e a leitura desse campo aparece pela voz do próprio empresário, que afirmou nas redes sociais que o trecho foi tirado de contexto e distorcido, disse ter apenas opinado sobre pauta em tramitação no Congresso e defendeu que cada trabalhador possa escolher trabalhar mais ou menos.
O que ainda não se sabe é o alcance do episódio e o seu desfecho. Não há informação pública sobre quantos funcionários participaram do encontro, se a mensagem foi repetida em outras lojas da rede e qual é o conteúdo integral da gravação, item que a própria representação pede. Também não está definido se a Procuradoria-Geral Eleitoral vai abrir investigação, em que prazo decidirá, nem se o Ministério Público do Trabalho converterá a notícia de fato em inquérito civil. A votação da proposta na comissão do Senado, prevista para esta semana, deve moldar o ambiente político em que essas decisões serão tomadas.
As coberturas concordam que a gravação de 29 de agosto é autêntica, que a fala ocorreu diante de funcionários reunidos numa loja da Havan em Caldas Novas (GO), que o Ministério Público do Trabalho abriu procedimento em 31 de agosto e que existem decisões judiciais anteriores contra a empresa e o empresário por interferência política sobre empregados, de 2018 a 2025.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o empresário bolsonarista Luciano Hang e a Havan após um

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