MPT e PGE apuram assédio eleitoral de Luciano Hang na escala 6x1
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Usamos identificadores pseudônimos para operar e melhorar o serviço. Aceitar habilita medições opcionais.Medimos audiência e uso com identificadores pseudônimos, em infraestrutura própria, para operar e melhorar o serviço (legítimo interesse). Aceitar habilita também analytics opcionais de terceiros, mapa de calor e medição de anúncios. Consulte nossa Política de Cookies.
1 veículo de esquerda · 2 veículos de centro

3 fontes políticas
Como decidimos →O Ministério Público do Trabalho instaurou uma Notícia de Fato para apurar suspeita de assédio eleitoral após receber a gravação de um discurso de Luciano Hang, dono da Havan, a funcionários de uma loja em Caldas Novas, em Goiás, no dia 29 de agosto. Na fala, o empresário critica a proposta que põe fim à escala 6x1, calcula em 15% o aumento do custo de mão de obra da rede e diz que os empregados teriam de procurar outro emprego. No dia 31 de agosto, o deputado federal Lindbergh Farias apresentou notícia de fato eleitoral à Procuradoria-Geral Eleitoral e a deputada federal Sâmia Bomfim acionou o Ministério Público do Trabalho. O episódio ocorre às vésperas da análise da PEC 221/2019 pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Veículos de esquerda leem o episódio como pressão de um patrão sobre trabalhadores que dependem dele. Para essa cobertura, o ponto não é a opinião de Luciano Hang sobre a escala 6x1, mas o lugar de onde ela foi dita: empregados reunidos no local de trabalho, ouvindo do dono da empresa que perderiam poder de compra e teriam de aceitar um subemprego sem carteira assinada.
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Veículos com viés à esquerda
Nesta matéria: falácia identificada.
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Toda a cobertura confirma os mesmos fatos: o discurso ocorreu em 29 de agosto diante de funcionários da Havan em Caldas Novas, o Ministério Público do Trabalho abriu procedimento a partir da gravação, e o episódio acontece na semana em que a Comissão de Constituição e Justiça do Senado analisa a PEC que acaba com a escala 6x1.
Um discurso do dono da Havan a funcionários em Caldas Novas, contra o fim da escala 6x1, gerou apuração de assédio eleitoral no Ministério Público do Trabalho e uma representação na Procuradoria-Geral Eleitoral. O caso chega às vésperas da votação da PEC 221/2019 na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
O empresário Luciano Hang, dono da rede Havan, tornou-se alvo de duas apurações depois de reunir funcionários na inauguração da 196ª loja da rede, em Caldas Novas, em Goiás, no dia 29 de agosto, e discursar contra a proposta que põe fim à escala 6x1. O Ministério Público do Trabalho instaurou uma Notícia de Fato para apurar suspeita de assédio eleitoral após receber a gravação do encontro. No dia 31 de agosto, o deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, apresentou notícia de fato eleitoral à Procuradoria-Geral Eleitoral contra o empresário e a empresa, e a deputada federal Sâmia Bomfim, do Psol de São Paulo, acionou o Ministério Público do Trabalho.
Na gravação, Hang afirma diante dos empregados que o fim da escala 6x1 elevaria em 15% o custo de mão de obra da Havan, que os produtos ficariam de 10% a 15% mais caros e que, mantido o mesmo salário, os trabalhadores perderiam poder de compra e teriam de procurar outro emprego, eventualmente um subemprego sem registro em carteira, sem 13º salário e sem férias. Ele classifica a proposta como estelionato eleitoral e diz que políticos querem o voto dos trabalhadores em outubro. Depois da repercussão, o empresário declarou em suas redes que o vídeo foi tirado de contexto e distorcido, e que apenas deu opinião sobre uma pauta em discussão no Congresso, defendendo que quem quiser trabalhar mais possa trabalhar mais e quem quiser descansar mais também possa.
A cobertura de centro relatou os fatos pela sequência procedimental: a confirmação, pelo próprio órgão, de que o procedimento foi aberto e ainda está em fase inicial, sem outros elementos divulgáveis; a transcrição literal dos trechos do discurso; e o calendário legislativo que enquadra o episódio. A PEC 221/2019 é o primeiro item da pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado nesta quarta-feira, às 9h. O texto reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e prevê dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução salarial. O relator, senador Omar Aziz, do PSD do Amazonas, deu parecer favorável e manteve o texto aprovado pela Câmara dos Deputados, rejeitando as 12 primeiras das 24 emendas protocoladas. Aprovada na comissão, a proposta vai a plenário, onde precisa de ao menos 49 votos em cada um dos dois turnos.
Veículos de esquerda destacaram que o problema não está no conteúdo da opinião, e sim no contexto em que ela foi dita: o controlador da empresa diante de empregados reunidos no local de trabalho, numa relação de subordinação e dependência econômica. Nessa leitura, a menção ao subemprego configuraria ameaça velada, e o uso da estrutura empresarial para veicular mensagem política caracterizaria abuso de poder econômico. A representação pede a gravação integral, os registros internos da loja, a identificação dos trabalhadores presentes e informações sobre eventual reprodução do discurso em outras unidades, além de eventual ação de investigação judicial eleitoral com pedido de inelegibilidade por oito anos.
Veículos de direita não cobriram o episódio no material disponível, e o argumento que sustenta esse lado é o do próprio empresário: liberdade de expressão sobre uma proposta que altera diretamente o custo do seu negócio, escolha de jornada como acordo entre as partes e não como emenda constitucional, e crítica ao acionamento do Ministério Público como judicialização de uma divergência de política econômica. A cobertura de centro também registrou o histórico judicial: em 2018, a Justiça do Trabalho de Santa Catarina proibiu a empresa e o empresário de fazer propaganda política entre funcionários; em janeiro de 2024, ambos foram condenados a pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo pelo mesmo episódio; e em fevereiro de 2025 a empresa foi condenada a indenizar em R$ 5.960 uma funcionária em Jacareí, decisão de que recorreu. No agregado do ano, as denúncias de assédio eleitoral caíram: foram 169 até 18 de agosto, ante 540 no mesmo período de 2022.
Ainda não se sabe qual será o desfecho das apurações. O Ministério Público do Trabalho declarou que o caso está em fase inicial e não divulgou prazo. A Procuradoria-Geral Eleitoral ainda não decidiu se abre investigação a partir da representação. A defesa do empresário não respondeu ao pedido de manifestação sobre a nova apuração, e não há informação sobre a existência de outros vídeos ou sobre a eventual circulação da fala em outras lojas da rede.
Deputada acusa empresário de divulgar informações falsas e de assediar funcionários da Havan ao criticar redução da jornada.

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) contra o empresário bolsonarista Luciano Hang e a Havan após um

Empresário diz a funcionários que teriam de buscar outro emprego caso proposta avance e chama mudança de “estelionato eleitoral”; MPT recebeu gravação do encontro
