
Ministro do STJ Marco Buzzi contrata defesa criminal para julgamento no STF
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O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, contratou os criminalistas Fábio Tofic Simantob e Luisa Moraes Abreu Ferreira para defendê-lo na ação que tramita no Supremo Tribunal Federal e pode resultar na perda de seu cargo. Afastado desde fevereiro após acusações de importunação sexual, assédio e injúria, Buzzi teve processo administrativo disciplinar aberto em abril e, em 6 de agosto, viu o plenário do STJ aprovar por 24 votos o envio ao Supremo de uma proposta de perda de cargo. Outros quatro ministros votaram pela aposentadoria compulsória. A punição só se efetiva depois do referendo do STF, e a data do julgamento ainda não foi marcada.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, contratou os criminalistas Fábio Tofic Simantob e Luisa Moraes Abreu Ferreira para defendê-lo na ação que tramita no Supremo Tribunal Federal e pode resultar na perda de seu cargo.
Direita
A decisão do Superior Tribunal de Justiça de propor a perda do cargo de um ministro é inédita na história da Corte e coloca o Supremo Tribunal Federal diante de uma questão de responsabilização institucional.
2 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Nenhum veículo de esquerda cobriu esta história.
Veículos com viés ao centro
Texto de linguagem técnica e neutra: descreve quem assumiu a defesa, o placar de 24 votos no STJ, a divergência de quatro ministros pela aposentadoria compulsória e a pendência de referendo pelo STF, sem adjetivação nem enquadramento valorativo sobre culpa ou punição.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
Nota de coluna de bastidor institucional: enfatiza o ineditismo da punição na história da Corte, o perfil dos criminalistas contratados e a dependência do aval do Supremo, além de dar espaço explícito à negativa do ministro. O recorte de accountability sobre a cúpula do Judiciário e o tom de acompanhamento de poder aproximam o texto do enquadramento de direita, ainda que a apuração seja factual.
Perspectivas omitidas
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, escolheu dois advogados criminalistas para defendê-lo no Supremo Tribunal Federal, onde será decidida a proposta de perda do cargo aprovada pelo STJ em agosto. Ele nega as acusações de assédio e importunação sexual e segue afastado das funções desde fevereiro.
O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), contratou os advogados criminalistas Fábio Tofic Simantob, sócio-fundador do escritório Tofic Advogados, e Luisa Moraes Abreu Ferreira, professora da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, para defendê-lo na ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e que pode resultar na perda de seu cargo de magistrado. A data do julgamento no Supremo ainda não foi marcada.
O caso nasceu de acusações de importunação sexual, assédio e injúria. Buzzi está afastado das funções desde fevereiro, e em abril o STJ abriu processo administrativo disciplinar contra ele. Em 6 de agosto, o plenário do tribunal concluiu o julgamento e aprovou o envio ao Supremo de uma proposta de perda do cargo, com 24 votos favoráveis; outros quatro ministros defenderam a aposentadoria compulsória. O ministro nega as acusações e afirma não ter cometido qualquer ato impróprio.
A cobertura de centro relatou o desenho processual com detalhe. O acórdão do STJ foi publicado pouco depois do julgamento da Ação Originária 2.870 no STF, decisão em que o Supremo afastou a aposentadoria compulsória como punição disciplinar para magistrados, e a medida aprovada pelo STJ só produz efeito depois de referendada pela Corte constitucional. Nesse enquadramento, a escolha da banca criminal é etapa previsível de um processo cujo desfecho depende inteiramente do Supremo.
Veículos de direita enfatizaram o ineditismo da punição e o peso institucional do episódio, descrevendo a decisão de 6 de agosto como a primeira do tipo na história do STJ e registrando que o ministro também responde a investigações criminais em curso no Supremo. Essa cobertura dá espaço à negativa do magistrado e apresenta a contratação dos criminalistas como movimento de quem se prepara para uma disputa longa, na qual a demissão só se efetiva após a análise do STF.
Veículos de esquerda não registraram cobertura própria do caso até o momento. O ângulo mais associado a esse campo, a proteção de quem denuncia assédio dentro de instituições de poder e a assimetria de recursos entre acusado e denunciante, aparece apenas em segundo plano nas duas versões disponíveis.
Há ainda divergência factual entre as coberturas sobre quantas pessoas fizeram as acusações: uma versão atribui os relatos a uma jovem de 18 anos, a outra fala em duas mulheres. Nenhuma das matérias detalha o conteúdo da defesa que será apresentada ao Supremo nem informa quem relatará o caso.
O que ainda não se sabe é quando o STF pautará o julgamento, como a Corte aplicará ao caso de Buzzi o entendimento firmado na Ação Originária 2.870, qual será a tese sustentada pelos novos advogados e em que estágio estão as investigações criminais que correm no Supremo.
As duas coberturas confirmam que Marco Buzzi contratou Fábio Tofic Simantob e Luisa Moraes Abreu Ferreira para sua defesa, que ele está afastado do STJ desde fevereiro por acusações de assédio e importunação sexual, e que a perda do cargo aprovada pelo tribunal em agosto só se efetiva depois de referendada pelo Supremo Tribunal Federal.

Marco Buzzi foi afastado do STJ em fevereiro depois de denúncias de assédio, importunação sexual e injúria

Ministro é alvo de acusações de assédio sexual e se defende em investigações criminais que correm no Supremo
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