Hugo Motta negocia com PSD e centrão para se manter na presidência da Câmara
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou articulações para ser reconduzido em fevereiro de 2027, depois de o PL eleger 121 deputados e sinalizar apoio a outro nome. Recebeu o apoio pessoal do líder do PSD, Antonio Brito, e aposta no bloco do Centrão e em partidos de esquerda.
O PL, maior bancada da Câmara com 121 deputados, resiste à recondução de Motta, a quem acusa de desgaste: a anistia ao 8 de Janeiro não foi pautada e ele se aproximou do governo Lula. A articulação do Centrão é vista como movimento de autopreservação diante do avanço da direita.
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Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
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Veículos com viés à direita
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O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), iniciou articulações para permanecer no cargo em fevereiro de 2027. Ele recebeu sinal de apoio do líder do PSD, Antonio Brito, e enfrenta a resistência do PL, que elegeu a maior bancada.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), começou a articular a própria recondução ao cargo, cuja eleição está prevista para fevereiro de 2027. Na terça-feira (13), ele se reuniu com deputados do Partido Social Democrático (PSD) e ouviu do líder da bancada, Antonio Brito (BA), que o voto pessoal dele será em Motta. A movimentação acontece depois de o Partido Liberal (PL) eleger 121 dos 513 deputados, tornando-se a maior bancada, e passar a ventilar que apoiaria um nome alternativo.
A cobertura de centro relatou que Motta defendeu o bloco formado por União, PP, PSD, Republicanos, MDB, Podemos e pela federação PSDB-Cidadania como "sobrevivência política" para ocupar os postos-chave da Casa. Como exemplo, citou a Comissão Mista de Orçamento, presidida hoje por um deputado do PSD graças ao bloco. Brito ponderou que falava por si, e não pela bancada, que tem mais de 40 deputados e ainda vai discutir o tema. Aliados de Motta afirmam que a disputa está longe de definida. Eles apostam que o Centrão fará um movimento de autoproteção para evitar que o bolsonarismo domine a Presidência da República e as duas Casas do Congresso. Lembram também que o PL sozinho não elege o presidente da Câmara, já que é preciso maioria absoluta dos votantes. Segundo esses relatos, Motta tem o que negociar: a próxima vaga no Tribunal de Contas da União, relatorias, cargos na Mesa e nas comissões e a distribuição de emendas.
A expectativa dos aliados é contar ainda com Podemos e com os partidos de esquerda, que juntos terão 124 deputados. A estratégia descrita é esperar o resultado do segundo turno da eleição presidencial e abrir uma rodada de conversas. Se Flávio Bolsonaro vencer, Motta poderia fazer acenos ao presidente eleito antes da posse, sem perder os votos da esquerda. Nessa leitura, o acordo em que o Republicanos declarou apoio a Flávio no segundo turno incluiu a sinalização de apoio a Motta na disputa do Legislativo.
Veículos de direita enfatizaram as resistências do PL. Motta foi eleito com apoio dos liberais, mas acumulou divergências com o grupo. A principal é a decisão de não pautar a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. No lugar dela, a Câmara aprovou um projeto de redução de penas, cuja aplicação foi suspensa por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Outro ponto de desgaste foi a aproximação com o governo Lula, incluindo o apoio ao fim da escala de trabalho 6x1, aprovado pela Câmara em maio, e o boné com o nome do presidente usado durante a campanha na Paraíba. Essa cobertura também registra que uma ala de PP e União vê a permanência de Motta como contrapeso à influência do PL num eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Não houve, neste conjunto de reportagens, cobertura própria de veículos de esquerda. A partir dos fatos publicados, a leitura provável desse campo é de que a recondução evitaria a ampliação da influência do bolsonarismo sobre o Legislativo, ponto que as demais coberturas atribuem ao interesse do governo Lula e dos partidos governistas.
O que ainda não se sabe é se o PSD como bancada seguirá o líder, qual será a posição formal de MDB, PP e União, e se o PL lançará candidato próprio. Também não está claro o que Motta oferecerá em troca de apoio, e o resultado do segundo turno pode mudar todo o tabuleiro.
Parlamentar teve encontro com deputados do PSD para articular a manutenção do bloco que ganhou presidência

Apesar de perfil mais à direita dos deputados eleitos, presidente da Câmara articula com aliados de partidos como PSD, PP e MDB, além de contar com apoio da esquerda.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), intensificou as negociações com lideranças partidárias para tentar permanecer no comando
