André Janones promete manter Exército do Lula para pressionar o Congresso
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
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Veículos com viés à direita
Mais sobre Lula
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Briefing
O que importa para você
- O projeto de regulação concorrencial das big techs pode ser votado até dezembro, antes da posse do novo Congresso.
- Uma das propostas citadas por Guilherme Cortez permitiria ao usuário desligar a recomendação algorítmica e ver só perfis seguidos.
- O grupo de WhatsApp com mais de 10 milhões de pessoas, segundo Janones, será usado para pressionar Câmara e Senado a favor do governo.
Onde os lados concordam
- Os três textos relatam que André Janones quer manter o Exército do Lula ativo para pressionar o Congresso.
- Todos registram que governo e aliados querem votar até dezembro a regulação concorrencial das big techs e que Lula pôs a regulação das redes entre as prioridades.
- A convergência decorre em boa parte da mesma reportagem de origem, reproduzida com crédito pelo texto de esquerda e citada como fonte pelo de direita.
O que ainda está incerto
- Até a manhã de 2 de novembro, nenhuma matéria analisada detalhava o texto do projeto nem a data da votação.
- O modelo de regulação das redes ainda seria discutido com outros atores, segundo Cortez, sem definição registrada.
- Nenhum texto trouxe reação da oposição ao uso do grupo digital como pressão sobre o Congresso.
O deputado André Janones disse que vai manter o grupo de WhatsApp Exército do Lula, que segundo ele reuniu mais de 10 milhões de pessoas, para pressionar a Câmara e o Senado no próximo mandato. Ao mesmo tempo, governo e parlamentares aliados querem votar até dezembro o projeto de regulação concorrencial das big techs.
O deputado federal André Janones, da Rede Sustentabilidade de Minas Gerais, afirmou que pretende manter ativo o chamado Exército do Lula, grupo no WhatsApp que, segundo ele, reuniu mais de 10 milhões de pessoas na campanha de segundo turno. Nas palavras dele, a estrutura vai servir como ferramenta de pressão popular a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, no próximo mandato, para compensar a minoria que o governo terá na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
O plano vem acompanhado de uma segunda frente. Integrantes do governo e parlamentares aliados pretendem votar até dezembro o projeto de lei da regulação concorrencial das grandes empresas de tecnologia, antes da posse do novo Congresso Nacional, quando a janela para aprovação deve ficar mais estreita.
A cobertura de centro relatou que Lula derrotou Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal, por 51,8% a 48,2% dos votos, depois de terminar o primeiro turno em segundo lugar, com 45,2% contra 47%. No discurso de vitória, o presidente chamou Janones de general, agradeceu a atuação dele na mobilização digital e disse que vai conversar diretamente com a população, sem se deixar interpretar por jornalistas que acusou de má-fé. Lula também sinalizou que a regulação das redes estará entre as prioridades, disse que foi preciso vencer a intromissão vinda de fora por meio de plataformas digitais e defendeu que crime no mundo digital seja tratado como crime na vida real.
Os textos convergem em outros pontos. O deputado eleito Guilherme Cortez, do Partido Socialismo e Liberdade de São Paulo, defendeu manter a mobilização digital junto com a regulação e levantou a possibilidade de o usuário desligar o algoritmo, com um feed restrito a perfis seguidos. As matérias registram ainda acusações de que a Meta, dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, tratou de forma desigual as contas dos candidatos, com base em mensagens internas de funcionários, e a negativa da empresa.
Essa convergência não equivale a confirmação independente. Entre veículos de esquerda, o único texto do conjunto reproduz, com crédito expresso, a reportagem de agência assinada pelos mesmos repórteres da matéria de centro, e por isso traz quase na íntegra os mesmos números e as mesmas falas, inclusive a crítica de Lula a jornalistas. Entre veículos de direita, o único texto é um resumo mais curto que atribui ao mesmo jornal a declaração de Janones, a articulação para votar o projeto e as mensagens da Meta.
As diferenças estão no recorte. O texto de direita abre dizendo que parlamentares, influenciadores e integrantes do governo veem as redes como instrumento para a disputa política e a sustentação do próximo mandato. Ele não traz os percentuais do segundo turno nem a frase sobre jornalistas, e usa o condicional ao dizer que funcionários da Meta teriam reconhecido diferenças de tratamento, onde a matéria de centro afirma que eles reconheceram. O mesmo resumo diz que Ana Elisa, Jones Manoel e Cortez defenderam a continuidade da mobilização; no texto de centro, só Cortez aparece com essa defesa expressa, e os outros dois são citados por terem ganhado destaque nas redes. Nenhum dos três textos ouviu parlamentares de oposição.
Até a manhã de 2 de novembro, quando saiu a matéria mais recente do conjunto, nenhum texto detalhava o conteúdo do projeto de regulação concorrencial, a data da votação ou o modelo de regulação que o governo pretende defender. Também não havia, nas matérias analisadas, reação da oposição ao plano de usar o grupo digital para pressionar o Congresso.
Fontes
(Folhapress) - O engajamento digital da esquerda veio para ficar. Ao menos é o que garantem lideranças, influenciadores e o próprio presidente Lula (PT)

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Campanha presidencial reacende debate sobre algoritmo e regras para plataformas
