Trump e Xi Jinping acertam alívio tarifário de US$ 30 bilhões e diálogo sobre IA
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O entendimento entre Estados Unidos e China representa um alívio concreto para o comércio: tratamento tarifário mais favorável a cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis de cada lado, com ganho direto para exportadores agrícolas, de madeira e de cosméticos norte-americanos e barateamento de bens de consumo importados. A criação de um conselho de comércio e a prorrogação da trégua por dois meses devolvem previsibilidade a empresas que operam entre as duas economias. No plano estratégico, o resultado reforça o peso da negociação direta entre chefes de Estado: o texto registra convergência sobre o Irã não desenvolver armas nucleares e sobre a proibição de taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais, duas pautas de segurança e de liberdade de navegação. Resta o ceticismo natural sobre o cumprimento do que foi acertado.
O entendimento entre Washington e Pequim mostra as duas maiores economias do mundo definindo, entre si, as regras do comércio e da tecnologia que valerão para todos os demais. A redução tarifária de cerca de US$ 30 bilhões acontece em produtos escolhidos pelos dois governos, sem que trabalhadores e setores produtivos afetados tenham assento na mesa.
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Nesta matéria: viés de centro.
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Todas as coberturas registram os mesmos fatos centrais: tratamento tarifário mais favorável a cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias não sensíveis de cada lado, criação de um conselho de comércio, abertura de um canal de comunicação sobre incidentes de inteligência artificial e prorrogação por dois meses da trégua comercial que terminaria em 10 de novembro.
Estados Unidos e China anunciaram um entendimento que reduz tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias de cada lado, cria um conselho de comércio e abre um canal direto de comunicação sobre inteligência artificial. O pacote saiu após o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping e prorroga por dois meses a trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo.
Os Estados Unidos e a China anunciaram um entendimento que reduz tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias de cada lado e cria um canal permanente de comunicação sobre inteligência artificial. O pacote foi divulgado depois de três dias de encontros entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, encerrados na sexta-feira, 25 de setembro.
Segundo a Casa Branca, os dois governos chegaram a um consenso sobre recomendações para conceder tratamento tarifário mais favorável a produtos classificados como não sensíveis, nos dois sentidos do comércio. Do lado norte-americano entram produtos agrícolas, madeira e cosméticos. Do lado chinês, pequenos eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração. Os países também decidiram criar um conselho de comércio e ampliar os resultados das negociações realizadas anteriormente em Kuala Lumpur, na Malásia.
O entendimento veio dias depois de Washington e Pequim prorrogarem por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro. A extensão foi anunciada na quarta-feira, 23 de setembro, pelo secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e foi apresentada como forma de dar mais tempo à busca de um acordo comercial mais amplo.
Na área de tecnologia, os dois governos concordaram em manter reuniões regulares sobre os riscos e os benefícios do avanço da inteligência artificial, com nova rodada prevista para novembro, e em abrir uma via direta de contato para tratar de eventuais incidentes envolvendo sistemas avançados. Os dois lados passaram a adotar o termo superinteligência nas conversas sobre o tema, o que o Ministério das Relações Exteriores da China classificou como positivo. Pequim defendeu ainda ampliar o intercâmbio de informações à medida que a tecnologia avança.
Veículos de esquerda destacaram a avaliação do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, de que a visita de Xi Jinping ajudou a preservar a estabilidade das relações bilaterais e pode produzir efeitos sobre paz e desenvolvimento, e registraram que a cúpula terminou sem grandes avanços públicos fora do comércio. A cobertura de centro concentrou-se na mecânica do acordo: as categorias de produtos beneficiados, a criação do conselho de comércio e o calendário das próximas rodadas de negociação. Veículos de direita enfatizaram o lado tarifário e os compromissos de política externa embutidos no texto, em especial a convergência de que o Irã deve cumprir o compromisso de não desenvolver armas nucleares e de que nenhum país ou entidade deve impor taxas de trânsito em vias navegáveis internacionais.
As coberturas também divergiram na descrição do encontro. Parte relatou uma cúpula de três dias em Washington, com Xi Jinping retornando a Pequim no sábado seguinte. Outra parte situou a conversa entre os dois presidentes à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas. Nenhuma das versões foi acompanhada de documento público que permita conciliar as duas descrições.
O que ainda não se sabe é o essencial da letra miúda. Não há detalhamento público sobre o percentual de redução de cada tarifa, a data de entrada em vigor, a lista completa de mercadorias alcançadas nem o mecanismo de fiscalização do conselho de comércio. Também não foi divulgado o que acontece ao fim dos dois meses adicionais de trégua, caso o acordo comercial mais amplo não saia, nem qual será a agenda exata da rodada de novembro sobre inteligência artificial. Nenhuma das coberturas apresentou estimativa de efeito sobre preços ao consumidor ou sobre terceiros mercados exportadores.
Acordo prevê tratamento tarifário mais favorável para US$ 30 bilhões em mercadorias de cada país

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