Evento do PL no Rio sinaliza união em torno de Flávio Bolsonaro
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A pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta turbulências em duas frentes simultâneas: perda de apoio de aliados partidários e uma crise ligada a um de seus conselheiros. Enquanto o PL consolidou uma aliança em Pernambuco, lançando Silvio Nascimento ao Senado ao lado de Flávio, a federação PP-União Brasil caminha para uma posição de neutralidade na disputa presidencial, citando desgaste após episódios como a prisão de um aliado do senador e investigações envolvendo o Banco Master. Paralelamente, o conselheiro Paulo Figueiredo, alvo de repercussão por comentário considerado machista sobre o voto feminino, foi identificado com dívida de R$ 5 milhões junto à União e responde a processo por participação na trama golpista no STF.
Veículos de esquerda destacam que a candidatura de Flávio Bolsonaro está cercada por sinais de um bolsonarismo que não rompeu com práticas antidemocráticas e discursos misóginos. A fala do conselheiro Paulo Figueiredo, neto do último ditador do regime militar, de que 'mulher vota mal' é tratada como sintoma de um projeto político que despreza direitos das mulheres, agravada pelo fato de Figueiredo responder a processo por incitar adesão a um golpe de Estado.
Veículos de direita enquadram a disputa em torno de Flávio Bolsonaro como um reposicionamento pragmático de siglas do Centrão, mais preocupadas em preservar capital político próprio do que em romper por convicção ideológica com o pré-candidato.
5 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Esquerda, centro e direita reconhecem que a federação PP-União Brasil está se afastando do apoio a Flávio Bolsonaro e que a fala de Paulo Figueiredo sobre o voto feminino gerou crise na pré-campanha, exigindo resposta pública do senador.
A pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para 2026 atravessa um momento de turbulência em duas frentes que, somadas, expõem fragilidades na construção de sua base de apoio. De um lado, o Partido Liberal consolidou uma aliança em Pernambuco: desistiu de disputar o Governo do Estado e decidiu lançar Silvio Nascimento, ex-presidente da Embratur no governo Jair Bolsonaro, como pré-candidato ao Senado. O anúncio ocorreu durante uma visita de Flávio ao Recife, em 9 de julho, com compromissos que incluíram um encontro com lideranças religiosas e um ato político no Recife Expo Center.
Ao mesmo tempo, a federação formada por PP e União Brasil sinaliza que pode adotar uma postura de neutralidade total na disputa presidencial, o que representaria a perda de uma das maiores estruturas partidárias do país para a campanha de Flávio. A cobertura de centro relatou que dirigentes das duas siglas relatam desgaste na relação com o senador, agravado pela prisão do ex-prefeito de Belfort Roxo, Márcio Canella, aliado de Flávio no Rio de Janeiro, e por sua reação considerada tímida à investigação que atinge o presidente do PP, Ciro Nogueira, ligado ao caso do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. A decisão final deve ser tomada antes das convenções partidárias, marcadas para 20 de julho.
A essas tensões partidárias soma-se uma crise envolvendo o conselheiro de Flávio, o blogueiro Paulo Figueiredo. Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Figueiredo está inscrito na Dívida Ativa da União com um débito de R$ 5 milhões, informação revelada em meio à repercussão negativa de uma fala sua sobre o voto feminino. Figueiredo também responde, no Supremo Tribunal Federal, a um processo por suposta participação na trama golpista, acusado pela Procuradoria-Geral da República de usar sua influência no meio militar para ampliar a adesão a um golpe de Estado.
Veículos de esquerda destacaram que a fala de Figueiredo e seu histórico como neto do último presidente da ditadura militar reforçam uma leitura de que o entorno de Flávio Bolsonaro carrega práticas autoritárias e desprezo por direitos das mulheres, apontando que a reação do senador só veio depois de quase uma semana de silêncio. Já veículos de direita enquadraram o episódio como um erro pessoal do conselheiro, prontamente repudiado por Flávio, e trataram o afastamento de PP e União Brasil como um cálculo pragmático de partidos do Centrão preocupados com custos eleitorais locais, não como uma ruptura ideológica com o senador.
Falta ainda saber se a federação PP-União Brasil confirmará formalmente a neutralidade nas convenções de 20 de julho, se Flávio manterá Paulo Figueiredo como conselheiro após a repercussão e qual será o desfecho do processo de Figueiredo no STF, já que a Corte não conseguiu intimá-lo nos Estados Unidos, onde ele mora.
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