Otoni de Paula perde reeleição para a Câmara em 2026 após apoiar Lula
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Como decidimos →O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, com 19.364 votos. Ex-aliado do bolsonarismo, ele declarou voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda no primeiro turno, dizendo querer se posicionar contra Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno. No Senado pelo Rio de Janeiro, as duas vagas ficaram com Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL.
Pela leitura conservadora, a derrota de Otoni de Paula é apresentada como o preço de abandonar a base que o elegeu: o deputado, que em 2022 atacava Lula com dureza, mudou de lado, declarou voto no petista e terminou fora da Câmara com 19.364 votos. O PL, por sua vez, conquistou as duas vagas do Rio de Janeiro no Senado.
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O deputado federal Otoni de Paula, do PSD do Rio de Janeiro, ficou fora da Câmara dos Deputados nas eleições de 2026, com 19.364 votos. Ex-opositor ferrenho de Lula, ele declarou voto no petista ainda no primeiro turno para se posicionar contra Flávio Bolsonaro. Benedita da Silva, que ele apoiou ao Senado, também não se elegeu.
O deputado federal Otoni de Paula, do PSD do Rio de Janeiro, não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. Ele recebeu 19.364 votos. Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, relatando que a derrota veio depois de o parlamentar declarar voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, ainda no primeiro turno.
A mudança de posição ocorreu após anos de oposição ao petista. Em 2022, Otoni chamou Lula de "vagabundo" e afirmou que lidaria com ele "na bala". No ano passado, disse ter se arrependido da forma como havia se referido ao presidente. Durante a campanha atual, explicou que decidiu apoiar Lula para se posicionar contra Flávio Bolsonaro, do PL, que disputa o segundo turno da eleição presidencial com o petista.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o deputado se dirigiu ao presidente. Disse que fez oposição muito ferrenha, até ter "um encontro com a verdade". Afirmou ainda que declarava o voto já no primeiro turno, embora a decisão tivesse consequências, e que a eleição de Lula era fundamental para o país.
Em outra publicação, Otoni agradeceu a Lula pela indicação da deputada federal Benedita da Silva, do PT do Rio de Janeiro, para disputar uma das duas vagas do estado no Senado. Assim como Otoni, Benedita é evangélica. Ela também não foi eleita. Com todas as urnas apuradas, as duas cadeiras ficaram com Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL. Portinho recebeu 26,77% dos votos válidos, Jordy teve 24,56% e Benedita terminou com 20,22%.
A única cobertura disponível dá destaque à sequência entre o apoio a Lula e a derrota, apresentando Otoni como ex-bolsonarista. O texto, porém, não demonstra que uma coisa causou a outra. Não há análise de outros fatores que possam ter pesado no resultado, como o desempenho do partido ou a disputa interna por votos no Rio de Janeiro.
Ainda não se sabe como Otoni de Paula avalia a derrota nem quais serão os próximos passos políticos dele. Também não foi informado quantos votos seriam necessários para garantir a vaga pelo PSD, nem se o apoio a Lula alterou de forma mensurável o comportamento do eleitorado evangélico que sustentava o mandato.
O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) não conseguiu se reeleger para a Câmara dos Deputados nas eleições de 2026.

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