PEC do fim da escala 6x1 vai a voto no Senado, que precisa de 49 votos
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O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira, 14 de outubro, a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salário. A proposta precisa de 49 dos 81 votos em cada turno, e o governo pede calendário especial para votar os dois turnos no mesmo dia.
Pelo prisma da direita, a votação expõe a tensão entre a liberdade de contratação e o custo para as empresas. A cobertura destaca a mudança de Flávio Bolsonaro, que passou a apoiar a PEC e defende compensar os empregadores e flexibilizar a jornada, e a suspeita de uso eleitoral pelo governo.
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7 fontes políticas
Como decidimos →Ponto cego: esse lado ficou de fora.
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Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: viés de centro.
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O Senado Federal vota nesta quarta-feira, 14 de outubro, a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salário. Entenda o rito, os votos necessários, a transição e como cada lado enquadra a votação.
O Senado Federal deve votar nesta quarta-feira, 14 de outubro de 2026, a Proposta de Emenda à Constituição 221/2019, que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem corte de salário. O texto garante dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos, e faz do modelo 5x2 o padrão.
A proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio, por 472 votos no primeiro turno e 461 no segundo, e na Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2 de setembro. O relator, Omar Aziz, do PSD do Amazonas, rejeitou 36 emendas e manteve a versão dos deputados. Em cada turno são necessários 49 dos 81 votos. Se o Senado aprovar o mesmo texto, a emenda é promulgada pelas Mesas das duas Casas, sem sanção nem veto do presidente da República. Se houver mudança de conteúdo, o texto volta à Câmara.
A transição prevista tem duas etapas. Dois meses após a publicação, a jornada cai para 42 horas e a escala 5x2 passa a valer. Doze meses depois, chega a 40 horas, o que dá cerca de 14 meses no total. Ficam fora das novas regras de jornada os servidores públicos e os empregados com diploma superior que ganhem ao menos 2,5 vezes o teto do INSS, que mantêm, porém, as duas folgas. Regras para microempreendedores, microempresas e pequenas empresas dependem de lei complementar futura.
A votação ocorre a 11 dias do segundo turno da eleição presidencial, em 25 de outubro. Na terça-feira, 13, o candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, anunciou que votará a favor, depois de meses de críticas. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que já há assinaturas para o requerimento de calendário especial, que dispensa o intervalo entre os dois turnos e permite concluir a votação no mesmo dia. A oposição queria deixar o segundo turno para depois da eleição.
A cobertura de centro concentrou-se em explicar o rito e os cenários de aprovação, alteração e rejeição, com prazos e números. Também registrou a estratégia da oposição de liberar as bancadas, avaliar emendas de plenário que encurtariam a transição e discutir exceções para categorias com escala, como petroleiros e aeroviários. Veículos de direita enfatizaram a articulação do governo para obter apoio e o impacto do anúncio de Flávio Bolsonaro, citando a senadora Damares Alves, que disse que ele vai animar muita gente a votar a favor. Lembraram ainda que a campanha dele acusava a tramitação de ter caráter eleitoreiro e que ele defende, em paralelo, um contrato de trabalho por hora. O líder do PL no Senado, Carlos Portinho, chegou a chamar a PEC de carro desgovernado e eleitoreiro. No conjunto analisado não houve cobertura de veículos de esquerda. Entre os fatos relatados, o presidente Lula atribuiu a mudança de tom de Flávio à pressão da sociedade.
O que ainda não se sabe é se o calendário especial será aprovado e se os dois turnos serão concluídos nesta quarta. Não está claro se emendas de plenário alterarão o texto e o levarão de volta à Câmara. Parlamentares favoráveis esperam promulgação até 22 de outubro, mas a data da sessão do Congresso não foi marcada. Também não há detalhe sobre como Flávio Bolsonaro pretende compensar as empresas.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse que as duas votações têm chance de acontecerem nesta quarta (14)

Texto precisa de ao menos 49 votos em dois turnos; se for mantido como veio da Câmara, vai à promulgação, e a escala 5x2 passa a valer dois meses depois

A proposta precisa de pelo menos 49 votos favoráveis para avançar no Senado. Entenda o que acontece em caso de rejeição e quais etapas ainda faltam.

A proposta reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso remunerado; texto ainda precisa passar por outras etapas antes de entrar em vigor.

PL e outros partidos da oposição devem liberar suas bancadas na votação da PEC. Flávio Bolsonaro tem se posicionado contra o texto, uma das bandeiras de Lula

PL e outros partidos da oposição devem liberar suas bancadas na votação da PEC. Flávio Bolsonaro tem se posicionado contra o texto, uma das bandeiras de Lula

Aprovação em primeiro turno, prevista para esta quarta-feira, 14, abre caminho para a votação final do texto, que reduz a jornada para 40 horas semanais sem corte de salário
