Senado reúne 54 assinaturas para votar PEC do fim da escala 6x1 em dois turnos
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A cobertura de esquerda destaca a articulação do governo para garantir dois dias de descanso a quem trabalha sob a CLT antes do segundo turno, e o constrangimento de Flávio Bolsonaro, que evita dizer como votará.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou em 13 de outubro que já há assinaturas suficientes para o requerimento de calendário especial da PEC do fim da escala 6x1. Se aprovado na quarta-feira, o plenário pode votar a proposta em dois turnos no mesmo dia.
A cobertura de direita descreve de forma técnica a aceleração da votação pela base do governo Lula e detalha as exceções e as regras de transição que protegem o equilíbrio econômico de contratos e empresas.
5 fontes políticas
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Nesta matéria: viés de centro.
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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que há assinaturas suficientes para acelerar a votação da PEC do fim da escala 6x1. A análise compara como cada lado cobre a tramitação, o que muda na jornada e o que ainda é incerto.
O Senado deve votar nesta quarta-feira, 14 de outubro, a Proposta de Emenda à Constituição 221, de 2019, que acaba com a escala 6x1. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, informou na terça-feira, 13, que já existem assinaturas suficientes para um requerimento de calendário especial, que permite acelerar a tramitação. Se o requerimento for aprovado, os senadores poderão votar a proposta em primeiro e segundo turnos na mesma sessão.
A cobertura de centro relatou que a PEC reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução de salário. A transição seria feita em duas etapas: 42 horas dois meses após a promulgação e 40 horas um ano depois. O texto prevê exceções, como a de trabalhadores com diploma superior e remuneração igual ou superior a cerca de R$ 21 mil, e a de servidores públicos. Contratos da administração pública com mão de obra terão prazo de até um ano para aditamento.
Os veículos concordam sobre o rito. O regimento exige cinco sessões de discussão antes do primeiro turno, e a quinta está marcada para esta quarta. Para o segundo turno seriam necessárias mais três sessões. O calendário especial quebra esse intervalo e exige maioria simples. A aprovação da PEC exige pelo menos 49 votos dos 81 senadores em cada turno. O texto é o mesmo aprovado pela Câmara dos Deputados em maio e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado em 2 de setembro. Sem mudança de mérito, segue para promulgação pelo Congresso.
Veículos de esquerda destacaram a articulação do governo. Segundo essa cobertura, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, reuniu 54 assinaturas, e a expectativa governista é promulgar a emenda antes do segundo turno das eleições. Esses veículos também enfatizaram que parlamentares da oposição, como a senadora Damares Alves e o senador Cleitinho, já declararam apoio, e que Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, antes crítico, passou a dizer que decidirá conforme a vontade da maioria do povo. Ressaltaram ainda que ele não participou das quatro sessões de discussão.
Veículos de direita deram ênfase técnica ao conteúdo e ao rito. Detalharam que a base do governo Lula obteve as assinaturas, que as 36 emendas apresentadas no Senado foram rejeitadas pelo relator, Omar Aziz, e que há cláusulas de proteção: transição para microempresas condicionada à manutenção do emprego, validade de acordos coletivos e regras específicas para contratos públicos.
O que ainda não se sabe: se o requerimento de calendário especial será aprovado em plenário, se a PEC alcançará os 49 votos em cada turno e se a promulgação sairá antes do segundo turno. As fontes também não trazem o impacto estimado para empregadores nem a posição formal de entidades patronais.
Texto será votado em 1º turno na quarta-feira e pode ter 2º turno antecipado
Texto será votado em 1º turno na quarta e 2º turno pode ser antecipado; Calendário especial pode acelerar votação da PEC do fim da escala 6×1

Medida será analisada nesta quarta-feira (14), quando está prevista a última sessão de discussão da proposta antes da votação

Segundo Alcolumbre, o governo conseguiu apoio para que o texto seja analisado em primeiro e segundo turnos na mesma sessão

A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) disse que vai apresentar o requerimento nesta quarta-feira
