Quaest aponta empate em 41% entre Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno
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A rodada da pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro de 2026 mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 36% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio Bolsonaro com 29%, seguidos por Augusto Cury, com 8%. Na simulação de segundo turno, os dois primeiros aparecem empatados com 41% cada. O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob registro BR-01720/2026 no Tribunal Superior Eleitoral. No mesmo período, a desaprovação do governo federal chegou a 50% e a aprovação caiu para 43%.
Pelo prisma da direita, o dado decisivo da rodada é o desgaste do governo: a desaprovação chegou a 50% contra 43% de aprovação, e a vantagem que Luiz Inácio Lula da Silva tinha no segundo turno desapareceu, com empate em 41% a 41% diante de Flávio Bolsonaro.
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Toda a cobertura converge em três pontos: Lula lidera o primeiro turno com 36% contra 29% de Flávio Bolsonaro, o segundo turno simulado está empatado em 41% a 41%, e a desaprovação do governo federal, em 50%, é o indicador que mais pesa contra a reeleição. Também há acordo de que os dois polos têm bases fiéis e rejeições altas, 53% e 55%, e de que a eleição será decidida pelo eleitorado sem identificação com nenhum dos dois campos.
A pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro de 2026 colocou Lula e Flávio Bolsonaro empatados em 41% na simulação de segundo turno, com o governo em 50% de desaprovação. A cobertura de centro se concentrou na avaliação do governo, a de direita no fim da vantagem do presidente, e veículos de esquerda não publicaram cobertura própria desta rodada.
A nova rodada da pesquisa Quaest divulgada em 7 de setembro de 2026 mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente no primeiro turno, com 36% das intenções de voto, contra 29% do senador Flávio Bolsonaro. Augusto Cury aparece em terceiro, com 8%, depois de ter registrado 10% no levantamento de 2 de setembro. Renan Santos e Ronaldo Caiado marcaram 3% cada, e Romeu Zema, 2%. Os indecisos somam 10%, e 8% dizem que pretendem votar em branco, anular ou não votar. O instituto entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 3 e 6 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob registro BR-01720/2026 no Tribunal Superior Eleitoral.
O dado que organiza a rodada, porém, está na simulação de segundo turno: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem rigorosamente empatados, com 41% cada. Na medição anterior, o presidente tinha 42% e o senador, 41%. O equilíbrio se repete nos indicadores auxiliares. Lula registra potencial de voto de 44% e rejeição de 53%; Flávio Bolsonaro, potencial de 40% e rejeição de 55%, diferenças dentro da margem de erro. Até o sentimento de medo empata: 43% dizem temer mais a volta da família Bolsonaro ao poder e os mesmos 43% temem mais a continuidade do governo atual, com os jovens puxando o primeiro campo e os eleitores de 60 anos ou mais, o segundo.
A cobertura de centro concentrou-se na leitura técnica desse equilíbrio e na avaliação do governo. Os textos registram desaprovação de 50% e aprovação de 43%, com piora desde julho, quando os índices eram 47% e 48%. A deterioração aparece em segmentos decisivos: no Nordeste, a desaprovação subiu de 29% para 35%; no Sudeste, de 50% para 56%; entre homens, de 50% para 57%; e entre jovens, de 46% para 55%. Essa cobertura também apresentou a comparação com governos anteriores no mesmo ponto do calendário eleitoral, para sustentar que a avaliação do incumbente funciona como fundamento da disputa, com a ressalva explícita de que história não é destino.
Veículos de direita deram destaque ao desaparecimento da vantagem que o presidente mantinha desde julho e ao desenho do questionário, que passou a medir o grau de consolidação do voto e a disposição do eleitor de mudar de candidato até outubro. Nessa abordagem, ganharam relevo a rejeição elevada dos dois primeiros colocados, o crescimento de Augusto Cury no início de setembro e a leitura de que a insatisfação econômica se converte diretamente em voto contra o governo.
Veículos de esquerda não publicaram cobertura própria desta rodada no conjunto analisado. Pela leitura habitual desse campo, o ponto de ênfase seria a solidez da base do presidente, estimada entre 29% e 33% do eleitorado, e o caráter econômico e não ideológico do desgaste: 64% dos entrevistados reconhecem algum aumento de renda no último ano, mas apenas 10% dizem que a renda cresceu mais que o custo de vida. O período de piora da aprovação coincide com a volta do crescimento da parcela que declara ter muitas dívidas, e o programa Desenrola, considerado boa ideia por 50% dos brasileiros, caiu para 43%.
Os números convergem num diagnóstico de calcificação. No segundo turno, 96% dos lulistas e 89% dos eleitores de esquerda ficam com o presidente, enquanto 98% dos bolsonaristas e 86% dos eleitores de direita ficam com o senador. Entre independentes, nenhum dos dois abre vantagem. Sobra um contingente menos ideológico, formado por 20% que dizem preferir a vitória de um candidato sem trajetória política e 17% que preferem um nome moderado, e é nele que a disputa deve ser decidida. Entre quem procura um desses perfis, um terço escolhe Lula, 40% optam por Flávio Bolsonaro e um quarto afirma que não vota em ninguém.
O que ainda não se sabe é se o avanço de Augusto Cury no início de setembro se sustenta até outubro, já que ele oscilou de 10% para 8% entre as duas rodadas. Também não há medição sobre o efeito eleitoral dos atos de 7 de setembro, realizados no mesmo dia da divulgação, nem sobre como o eleitorado indeciso se moverá na reta final. Os dados disponíveis não respondem se a tendência de piora da avaliação do governo continuará, estabilizará ou se reverterá antes do primeiro turno.
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