Flávio Bolsonaro diz que Lula “quer deixar o Brasil igual a Cuba”
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Na primeira semana de julho de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou ataques ao presidente Lula em três frentes simultâneas: judicial, comercial e eleitoral. A Polícia Federal concluiu que ele caluniou Lula em uma postagem de janeiro; a PGR pediu sua oitiva; em Washington, ele participou de audiência do USTR sobre a tarifa de 25% e disse que Lula quer o tarifaço por ganho político; e, com o irmão Eduardo, associou a eliminação da Seleção na Copa ao PT.
A ofensiva de Flávio Bolsonaro é lida à esquerda como um movimento de 'entreguismo' que subordina o interesse nacional a cálculos eleitorais. A Polícia Federal confirmou que o senador caluniou Lula ao associá-lo ao tráfico, e sua atuação em Washington, pedindo o adiamento do tarifaço para depois das eleições, é vista como pressão externa contra o próprio país.
À direita, Flávio Bolsonaro aparece como quem foi aos Estados Unidos defender os interesses do povo brasileiro e o Pix, enquanto acusa Lula de explorar a crise comercial para fins eleitorais e de não combater a corrupção. O senador sustenta que a tarifa penalizaria toda a população, exceto as autoridades responsáveis, e enquadra o governo petista como o verdadeiro fator de risco para o país.
12 fontes políticas
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Veículos com viés à direita
Nesta matéria: falácia identificada.
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Todos os lados registram que a Polícia Federal concluiu haver calúnia na publicação de Flávio contra Lula e que o senador foi a Washington participar da audiência do USTR sobre a tarifa de 25%. A politização da derrota na Copa também é reportada em toda a cobertura.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, protagonizou na primeira semana de julho de 2026 uma sequência de ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva em várias frentes ao mesmo tempo. No campo judicial, a Polícia Federal concluiu, em 26 de junho, que o senador cometeu crime de calúnia ao associar Lula, em uma publicação de janeiro nas redes sociais, ao tráfico internacional de drogas, à lavagem de dinheiro e ao apoio a terroristas. Em 6 de julho, a Procuradoria-Geral da República, sob o comando de Paulo Gonet, defendeu que a PF ouça Flávio antes de concluir o caso, que tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria de Alexandre de Moraes.
Ao mesmo tempo, Flávio viajou a Washington para participar de uma audiência do USTR, o órgão de comércio dos Estados Unidos que avalia a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Ali, o senador repetiu a tese de que Lula seria o único interessado na sobretaxa, por enxergar nela um ganho político de 'defesa da soberania'. Flávio pediu o adiamento da medida para depois das eleições e defendeu o Pix, sistema de pagamentos que está entre os alvos da investigação americana. Em paralelo, após a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas da Copa do Mundo, ele e o irmão Eduardo Bolsonaro atribuíram o revés ao PT, afirmando que o país 'nunca mais ganhou nada' desde 2002.
A cobertura de centro, majoritária no conjunto, relatou os fatos de forma direta e acrescentou correções: o pentacampeonato de 2002 ocorreu ainda sob Fernando Henrique Cardoso, e o Brasil também caiu em Copas sob Michel Temer, em 2018, e sob Jair Bolsonaro, em 2022. Esses veículos registraram tanto as falas de Flávio quanto a resposta do Palácio do Planalto, que chama o senador de 'traidor da pátria' e defende a reversão do tarifaço independentemente do resultado eleitoral.
Veículos de esquerda enfatizaram que a Polícia Federal confirmou a calúnia e trataram a ofensiva do senador como parte de um 'entreguismo' que ameaçaria a soberania nacional, aproximando o episódio dos alertas em que o Itamaraty aponta riscos ao Brasil. Já veículos de direita destacaram o senador como quem foi aos Estados Unidos 'defender os interesses do povo brasileiro' e o Pix, reforçando a acusação de que o governo Lula não combate a corrupção e explora a crise comercial para fins eleitorais. Em outra frente, em evento do PL no Rio de Janeiro, Flávio afirmou que Lula 'quer deixar o Brasil igual a Cuba'.
O que ainda não se sabe é se Moraes vai acatar o pedido de oitiva feito pela PGR e se o inquérito resultará em denúncia formal, com pena prevista de até dois anos em regime aberto. Também permanece em aberto qual será a decisão final do governo americano sobre a tarifa de 25%, prevista para até 15 de julho, e qual será o efeito eleitoral dessa disputa a menos de quatro meses do pleito de outubro.

Senador faz live ao lado do irmão Eduardo em Washington, onde vai participar de audiência do órgão que sugere taxas

Ex-deputado compartilhou foto do pai com Seleção em 2019 e escreveu:

Senador e candidato à Presidência estava em Washington para participas de uma audiência com o órgão estadunidense que negocia aplicação das taxas

Senador participa de audiência na terça (7) que discutirá a possibilidade de imposição de uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros

A Polícia Federal concluiu que o senador caluniou o presidente em uma publicação nas redes sociais

A manifestação afirma que a PF deve reabrir a investigação para que Flávio Bolsonaro seja ouvido. Leia no Poder360.

Órgão ministerial indica que eventual retratação por parte do senador pode encerrar o caso e evitar punição legal

Senador afirmou que o petista pretende utilizar tarifa de 25% como narrativa em "defesa da soberania"

Ex-deputado compartilhou foto do pai com Seleção em 2019 e escreveu:

Ataque aconteceram nesta quinta-feira (02) após os senador enviar uma carta aos Estados Unidos pedindo que as sanções fosse adiantas para depois das eleições

Senador do PL fez declaração ao lado da vereadora Zoe Martinez em evento do partido no Rio de Janeiro. Leia no Poder360.

Ainda não há outra notícia sobre Inquérito de calúnia contra Lula.