O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro, anunciou nesta terça-feira (13) que votará a favor da proposta que acaba com a escala de trabalho 6x1, em que o trabalhador cumpre seis dias de jornada para um de descanso. A declaração foi dada depois de um encontro em Brasília com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o primeiro entre os dois em cerca de três meses.
O anúncio representa uma mudança em relação às críticas que o senador vinha fazendo à proposta. Segundo ele, a decisão leva em conta a posição que atribui à maioria dos trabalhadores brasileiros. Ao mesmo tempo, Flávio defendeu que o governo federal compense eventuais custos para os empresários decorrentes da redução da jornada. A votação no Senado estava prevista para quarta-feira (14), conforme informações publicadas pela imprensa nesta terça.
Sobre o encontro, o candidato disse que Jair Bolsonaro está bem, bem-humorado e feliz com o resultado do primeiro turno, em especial com o desempenho de candidatos da direita nas eleições para a Câmara dos Deputados e para o Senado. Afirmou ainda que recebeu orientações do pai, sem revelar detalhes, e que a conversa lhe deu mais ânimo para a reta final da campanha. Flávio também negou que haja clima de vitória antecipada, apesar de citar pesquisas favoráveis, e disse que os apoiadores precisam seguir mobilizados até o segundo turno, marcado para 25 de outubro, com comitês e estruturas de campanha em funcionamento.
Até o momento, apenas um veículo cobriu o caso, e o relato se apoia nas declarações do próprio candidato. Não há, no material disponível, resposta do governo federal, de entidades empresariais ou de centrais de trabalhadores. Por isso, não é possível comparar enquadramentos entre a cobertura de esquerda, de centro e de direita, e esta reportagem não atribui interpretação a nenhum desses lados.
O que ainda não se sabe: não está claro qual seria o mecanismo de compensação que o candidato defende, quem arcaria com o custo nem em que prazo. Também não foi informado se a votação no Senado ocorreu na data prevista, nem o que Jair Bolsonaro aconselhou na conversa.