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‘Flávio Bolsonaro ganha R$ 46 mil mesmo sem comparecer ao Senado’, critica Erika Hilton

1 veículo de esquerda · 1 veículo de centro

Redação Fuja da Bolha•2 fontes•28/06/2026•atualizado em 12/08/2026•Flávio Bolsonaro

Resumo da cobertura

Como cada lado cobriu

2 fontes políticas

Como decidimos →
Esquerda1 (50%)

Veículos com viés à esquerda

  • Brasil 247‘Flávio Bolsonaro ganha R$ 46 mil mesmo sem comparecer ao Senado’, critica Erika HiltonA deputada comparou salário do senador à renda prevista em modelo de jornada flexível(abre em nova aba)

    Nesta matéria: falácia identificada.

Centro1 (50%)

Veículos com viés ao centro

  • Estado de MinasFlávio Bolsonaro se ausentou em 43% das votações nominais do Senado em 2026Pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas durante o ano(abre em nova aba)

    Clickbait nesta matéria: 15/100.

Direita0 (0%)

Veículos com viés à direita

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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Briefing

O que importa para você

  • A PEC do fim da escala 6x1 reduz a jornada para 40 horas semanais com dois dias de descanso, sem corte de salário, e agora depende do Senado.
  • O texto prevê regras de transição para MEIs e pequenas empresas para tentar preservar empregos.
  • O desempenho de presença pode virar munição na pré-campanha presidencial de 2026.

Onde os lados divergem

  • Esquerda enquadra as ausências como privilégio diante da precarização do trabalho e ataca a PEC das horas trabalhadas.
  • Direita ressalta que ele está apenas em quinto no ranking (Romário lidera, média do Senado é 20%) e atribui a crítica a viés eleitoral do Psol.
  • Centro apenas reporta os números e ouve as justificativas, sem juízo de valor.

Onde os lados concordam

Esquerda e centro reconhecem que Flávio Bolsonaro deixou de votar em 43% das votações nominais do Senado em 2026 e que o senador mantém agenda intensa de pré-campanha presidencial desde dezembro.

O que ainda está incerto

  • Como o Senado tratará a PEC do fim da escala 6x1.
  • A versão de Flávio Bolsonaro sobre as ausências, já que sua assessoria não respondeu até a publicação.

A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) reacendeu nesta semana o debate sobre presença parlamentar ao criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, por suas ausências no Senado. Em postagem na rede social X, ela divulgou um levantamento segundo o qual o senador deixou de registrar voto em 43% das votações nominais da Casa em 2026 e comparou a remuneração do parlamentar, cerca de R$ 46 mil por mês, à renda de um trabalhador submetido à chamada PEC das horas trabalhadas.

O dado das ausências vem de um levantamento da Folha nos registros oficiais do Senado, que analisou 49 votações nominais até 22 de junho. Por esse critério, que descarta votações simbólicas e faltas justificadas por saúde, missão oficial ou licença, Flávio Bolsonaro aparece num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências. A média de ausência de registro de voto entre os 81 senadores é de 20%. O senador mais ausente é Romário (PL-RJ), seguido por Wilder Moraes (PL-GO). Desde dezembro, quando foi escolhido pré-candidato à Presidência pelo pai, Jair Bolsonaro, o senador mantém agenda intensa de pré-campanha, com viagens aos Estados Unidos, atos pelo país e um encontro previsto com o presidente argentino Javier Milei.

Veículos de esquerda destacaram o contraste entre o salário do senador e a realidade de trabalhadores em jornadas exaustivas, reproduzindo a fala de Erika Hilton de que um repositor de supermercado na escala 6x1 ganharia uma fração do que recebe um parlamentar ausente. A cobertura de centro, por sua vez, relatou o caso de forma factual: apresentou a metodologia do levantamento, situou Flávio dentro do ranking sem isolá-lo no topo, registrou que a média geral de ausências é de 20% e ouviu as assessorias de vários senadores citados, várias das quais alegaram agenda institucional ou faltas formalmente justificadas. Veículos de direita tendem a enfatizar que o senador está apenas em quinto lugar, que suas ausências se explicam pela pré-campanha e que a crítica, vinda de uma deputada do Psol, carrega motivação eleitoral.

O episódio se entrelaça com a tramitação da PEC que põe fim à escala 6x1, aprovada pela Câmara em dois turnos, por 461 votos a 19 no segundo turno, e agora encaminhada ao Senado. O texto, originado de um substitutivo do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), reduz a jornada para 40 horas semanais em cinco dias, com dois dias de descanso remunerado e sem corte de salários. A esquerda celebra a medida como avanço para os trabalhadores, enquanto setores à direita alertam para o aumento de custos e o risco ao emprego, sobretudo em pequenos negócios, ponto para o qual a própria PEC prevê regras de transição e tratamento diferenciado a MEIs e microempresas.

O que ainda não se sabe é como o Senado tratará a PEC do fim da escala 6x1, nem se o desempenho de presença de Flávio Bolsonaro terá peso real na pré-campanha presidencial. A assessoria do senador foi procurada, mas não respondeu até a publicação das reportagens, deixando em aberto a sua versão sobre as ausências apontadas.

Eleição presidencial 2026Política NacionalCongressoFlávio Bolsonaro

Fontes

Espectro: Esquerda
‘Flávio Bolsonaro ganha R$ 46 mil mesmo sem comparecer ao Senado’, critica Erika Hilton

A deputada comparou salário do senador à renda prevista em modelo de jornada flexível

Brasil 247Brasil 247
Espectro: Centro
Flávio Bolsonaro se ausentou em 43% das votações nominais do Senado em 2026

Pré-candidato à Presidência é o quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas 49 matérias analisadas durante o ano

Estado de MinasEstado de Minas

Esquerda

1 fonte

Enquanto trabalhadores enfrentam jornadas exaustivas na escala 6x1 por um salário mínimo, o senador Flávio Bolsonaro recebe cerca de R$ 46 mil por mês mesmo faltando a 43% das votações nominais do Senado. A deputada Erika Hilton (Psol-SP) denunciou o contraste: o filho de Jair Bolsonaro e seus aliados apoiam a chamada PEC das horas trabalhadas, que rebaixaria a remuneração de quem produz de fato, ao mesmo tempo em que se ausentam do plenário. Para a esquerda, o caso escancara o privilégio da elite política diante da precarização do trabalho, justamente quando a Câmara avança na redução da jornada sem corte de salários.

Centro

1 fonte

Levantamento da Folha nos registros do Senado aponta que Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, deixou de votar em 43% das 49 votações nominais analisadas em 2026, colocando-o num empate quíntuplo no quinto lugar do ranking de ausências.

Direita

0 fontes

Nenhum veículo de direita cobriu esta história.

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Linha do Tempo

  1. 29 de jun. de 2026, 00:00
    Erika Hilton critica o salário de Flávio Bolsonaro e compara o senador a trabalhadores sob a PEC das horas trabalhadas.
    brasil247.com
  2. 28 de jun. de 2026, 00:00
    Levantamento da Folha aponta que Flávio Bolsonaro deixou de votar em 43% das votações nominais do Senado em 2026.
    em.com.br