Coaf vê R$ 1,3 milhão incompatível com renda de Flávio Bolsonaro em três meses
3 veículos de centro

Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
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Veículos com viés ao centro
Briefing
O que importa para você
- Candidato à Presidência tem R$ 1,3 milhão em movimentações atípicas entre janeiro e março de 2024, segundo o Coaf.
- Caso tramita no STF sob Alexandre de Moraes, com bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens do advogado Willer Tomaz.
- Relatórios do Coaf não comprovam crime, mas embasam o inquérito da Polícia Federal.
O que ainda está incerto
- Explicação de Flávio Bolsonaro, que não se manifestou.
- Origem e finalidade da transferência de vaquinha online apontada pelo Coaf.
- Se o inquérito concluirá que houve irregularidade.
Relatórios do Coaf apontam que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro movimentou R$ 1,3 milhão entre janeiro e março de 2024, valor 7,19 vezes superior ao esperado para sua renda. Os documentos integram inquérito da Polícia Federal no STF. Os relatórios não comprovam crime.
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, apontam que o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, realizou movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada. A informação foi revelada neste sábado, 24 de outubro de 2026, por reportagem que teve acesso aos documentos, e repercutiu em outros veículos. Os relatórios integram o inquérito da Polícia Federal que corre no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, sobre a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, num suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas.
Segundo o Coaf, entre janeiro e março de 2024 o senador movimentou R$ 1,3 milhão, sendo R$ 660.111 em créditos e R$ 649.272 em débitos. O órgão, vinculado ao Banco Central, diz que o volume médio de operações no período é 7,19 vezes superior ao esperado para a renda informada. Em março de 2024, Flávio recebeu R$ 520.277,28 de um escritório de advocacia e usou o dinheiro para quitar antecipadamente o financiamento do Banco de Brasília de uma mansão de R$ 5,97 milhões. O contrato previa 30 anos de pagamento, mas a dívida foi liquidada em cerca de três anos, por seis pagamentos extraordinários entre R$ 198 mil e R$ 997 mil.
A cobertura de centro relatou ainda que, ao pedir o financiamento, o senador informou renda mensal de R$ 56,8 mil, composta pelo salário de parlamentar, por uma franquia de chocolates e por aplicações, sem declarar receitas de advocacia. Depois, disse à Justiça que também atuava como advogado e que os recursos tinham origem lícita. Os advogados do escritório que fez o repasse atuaram com ele em dois processos no Superior Tribunal de Justiça, e o sócio do escritório afirmou que não comentaria. O Coaf também classificou como atípica uma movimentação de R$ 337.641 em novembro de 2025, com crédito originado de uma vaquinha online. A investigação apura ainda viagens internacionais custeadas por empresas ligadas a Willer Tomaz e o uso de uma conta de offshore. Moraes determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens do advogado, que nega irregularidade.
Todos os textos disponíveis ressalvam que os relatórios do Coaf, por si sós, não atribuem crime e servem para embasar investigações que podem ou não concluir que houve irregularidade. Flávio Bolsonaro não se manifestou.
Até o momento, a cobertura registrada vem apenas de veículos classificados como de centro. Não há texto de veículos de esquerda nem de direita no conjunto analisado, então o que segue é a leitura provável de cada campo, não uma citação. Veículos de esquerda tenderiam a enfatizar a incompatibilidade com a renda, o repasse de escritório de advocacia e o elo com o dinheiro das apostas, cobrando explicações de um candidato em plena campanha. Veículos de direita tenderiam a enfatizar a presunção de inocência, o caráter de indício dos relatórios, a licitude declarada dos recursos e o momento da divulgação, na reta final da eleição.
Fontes
Relatórios do órgão de combate à lavagem de dinheiro integram investigação da PF sobre relação do senador com advogado Willer Tomaz; parlamentar não se manifestou


