Flávio Bolsonaro evita detalhar repasse de Daniel Vorcaro após aval do STF
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O candidato do Partido Liberal à Presidência prometeu transparência e entregou silêncio. Passados mais de três meses da revelação dos áudios com Daniel Vorcaro, banqueiro preso por suspeita de fraude bancária, Flávio Bolsonaro não apresentou o contrato que trouxe R$ 61 milhões para a cinebiografia do próprio pai. Cobrado por jornalistas, respondeu com irritação, chamou o tema de página virada e tentou deslocar a cobrança para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para o ministro Jaques Wagner. Enquanto isso, o dinheiro passou por um fundo no exterior controlado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, e a Polícia Federal apura se recursos do filme bancaram despesas do ex-deputado nos Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, não cumpriu a promessa de tornar pública a prestação de contas do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro. Mensagens divulgadas em maio mostraram o senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master; o valor negociado teria sido de R$ 134 milhões, com R$ 61 milhões efetivamente pagos por meio da empresa Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate, sediado no Texas.
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Há convergência sobre os fatos centrais: mensagens divulgadas em maio mostram Flávio Bolsonaro pedindo dinheiro a Daniel Vorcaro para o filme Dark Horse, R$ 61 milhões foram repassados via fundo Havengate, e o contrato firmado com o banqueiro segue sem divulgação pública apesar da promessa feita em 19 de maio.
Três meses depois de prometer prestação de contas em até 30 dias, Flávio Bolsonaro segue sem divulgar o contrato que trouxe R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para a cinebiografia de Jair Bolsonaro. No mesmo dia em que o ministro Flávio Dino liberou provas à Polícia Federal, o candidato disse que o tema é página virada.
O candidato do Partido Liberal à Presidência, Flávio Bolsonaro, voltou a se recusar a detalhar publicamente o contrato que levou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a repassar R$ 61 milhões para o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Questionado por jornalistas na segunda-feira, 24 de agosto, o senador reagiu com irritação, afirmou que o tema é página virada e redirecionou a cobrança ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A negativa veio no mesmo dia em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a acessar as provas reunidas pela Polícia Civil de São Paulo sobre a Go Up Entertainment, produtora responsável pela obra. O material deve reforçar a apuração, sob relatoria do próprio ministro, a respeito da destinação de emendas parlamentares à mesma produtora.
Toda a cobertura converge sobre a origem do caso. Em maio, mensagens trocadas entre o senador e o banqueiro foram divulgadas e mostraram o pedido de dinheiro para bancar o filme. O valor total negociado teria sido de R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões chegaram a ser pagos. Os repasses teriam saído da empresa Entre Investimentos e Participações, ligada a Daniel Vorcaro, para o fundo Havengate, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A partir daí a Polícia Federal abriu investigação para apurar se parte do dinheiro do filme custeou despesas do ex-deputado no exterior. Em 19 de maio, cercado por congressistas do partido, o senador prometeu prestação de contas transparente em até 30 dias.
Veículos de esquerda destacaram o comportamento do candidato diante das perguntas, descrevendo a perda de compostura e a tentativa de transferir a responsabilidade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro Jaques Wagner. Essa cobertura enfatizou que nenhum documento foi entregue desde a promessa e associou o episódio a outras apurações que envolvem o senador, tratando a recusa como padrão de opacidade de quem disputa a Presidência da República.
A cobertura de centro relatou o mesmo episódio com foco no percurso documental. Registrou que a prestação de contas foi terceirizada para a produtora e apresentada dentro de um inquérito da Polícia Civil paulista, não ao público. O laudo, produzido por perícia privada contratada pela defesa de Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, concluiu que o filme custou cerca de R$ 75,2 milhões, bancados por investimento privado, sem indício de uso de verba pública, de emendas parlamentares ou da Lei Rouanet. O documento, porém, não trouxe financiadores, contratos, notas fiscais nem valores por despesa, como pagamento de elenco, técnicos, hospedagem e logística. A campanha sustenta que o fundo americano está submetido a regras de confidencialidade estabelecidas pelo governo dos Estados Unidos e que isso também impede a divulgação do contrato com o banqueiro.
Veículos de direita não cobriram o episódio no conjunto analisado até o momento. O argumento que sustentaria esse lado aparece na fala do próprio candidato e de aliados: trata-se de relação entre privados, sobre um filme privado, sem contrapartida pública, e a prestação de contas já teria sido apresentada pela produtora às autoridades.
Segue sem resposta o conteúdo do contrato entre o senador e o banqueiro, a identidade dos demais financiadores, o detalhamento das despesas da produção e o destino final dos US$ 13,4 milhões aportados pelo fundo Havengate. Também não está esclarecido se recursos da obra chegaram a cobrir gastos de Eduardo Bolsonaro no exterior, se o fundo americano prestará contas a alguma autoridade brasileira e em que prazo a Polícia Federal concluirá as duas frentes de investigação.
Declaração do governador ocorre três meses depois de ele dizer que

Renata Vasconcellos cobrou Flávio Bolsonaro sobre contrato e destino de recursos de Daniel Vorcaro para “Dark Horse”.

O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, perdeu completamente a linha nesta segunda-feira (24) ao ser questionado sobre sua relação com

