Flávio Bolsonaro ataca Alexandre de Moraes e promete 5 indicações ao STF
1 veículo de esquerda · 7 veículos de centro · 1 veículo de direita

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O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, chamou o ministro Alexandre de Moraes de laranja podre do Supremo Tribunal Federal em duas ocasiões na primeira semana de setembro: no sábado, 5, ao deixar a Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, no Paraná, onde visitou Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência condenado a 21 anos por participação na trama golpista, e na segunda-feira, 7, em ato na Avenida Paulista, em São Paulo, sob o mote Fora Lula, Fora Moraes. No ato, prometeu indicar cinco ministros ao tribunal caso seja eleito. As declarações vieram depois de o ministro André Mendonça retirar, em 1º de setembro, o sigilo de relatório da Polícia Federal que aponta mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes e alterações feitas pelo ministro na minuta de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Moraes negou irregularidades e a Procuradoria-Geral da República pediu a anulação do relatório.
Para veículos de esquerda, o episódio mostra um candidato à Presidência transformando a hostilidade ao Supremo Tribunal Federal em plataforma eleitoral e anunciando de antemão a intenção de reconfigurar a Corte por critérios ideológicos.
Para veículos de direita, o caso é de responsabilização de um ministro do Supremo Tribunal Federal e de inércia das instituições que deveriam fiscalizá-lo. O relatório da Polícia Federal tornado público por André Mendonça em 1º de setembro apontou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Alexandre de Moraes e alterações do ministro na minuta de um contrato de cerca de R$ 131 milhões envolvendo o escritório de sua mulher, e nesse enquadramento investigar esse material é condição para a credibilidade da Corte, não disputa de poder.
9 fontes políticas
Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Todos os lados registram os mesmos fatos: Flávio Bolsonaro chamou Alexandre de Moraes de laranja podre em Ponta Grossa e na Avenida Paulista, prometeu indicar cinco ministros ao Supremo Tribunal Federal se eleito, e as falas vieram depois de André Mendonça tornar público, em 1º de setembro, o relatório da Polícia Federal com mensagens de Daniel Vorcaro ao ministro. A condenação de Filipe Martins a 21 anos e a autorização da visita pelo próprio Moraes também não são contestadas.
Em dois atos na primeira semana de setembro, Flávio Bolsonaro colocou a crise no Supremo Tribunal Federal no centro da campanha: chamou Alexandre de Moraes de laranja podre, disse que é preciso proteger a Corte do ministro e prometeu cinco indicações. Esta análise reúne como esquerda, centro e direita cobriram o episódio e o que segue sem resposta no relatório da Polícia Federal.
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal à Presidência, colocou a crise no Supremo Tribunal Federal no centro da campanha na primeira semana de setembro. No sábado, 5, interrompeu a agenda eleitoral para visitar Filipe Martins, ex-assessor especial da Presidência no governo de Jair Bolsonaro, preso na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa, no Paraná. Ao deixar a unidade, chamou o ministro Alexandre de Moraes de laranja podre do Supremo e disse que o gabinete do magistrado é um gabinete da perseguição. Dois dias depois, no feriado de 7 de setembro, repetiu a expressão em ato na Avenida Paulista, em São Paulo, sob o mote Fora Lula, Fora Moraes, e prometeu indicar cinco ministros à Corte caso seja eleito.
A cobertura de centro registrou a sequência com detalhe e é onde os fatos verificáveis aparecem reunidos. A visita ao presídio foi autorizada pelo próprio Moraes, responsável pela execução da pena, e durou cerca de uma hora e meia; acompanharam o candidato o senador Sergio Moro, que disputa o governo do Paraná, e o deputado Filipe Barros, candidato ao Senado. Martins foi condenado a 21 anos de prisão pela Primeira Turma do tribunal por participação na trama golpista e voltou à prisão em janeiro, depois de descumprir a proibição de usar redes sociais, medida que a própria defesa reconheceu ter sido violada. Na Avenida Paulista, a contagem feita pelo Monitor do Debate Político da USP e do Cebrap, em parceria com a More in Common, estimou pico de 28,5 mil pessoas, com margem de erro de 12%, contra 42,2 mil no ato equivalente de 2025. Subiram ao palco o governador Tarcísio de Freitas, o presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, o prefeito Ricardo Nunes, o deputado Nikolas Ferreira, o pastor Silas Malafaia e o candidato ao Senado Guilherme Derrite.
O pano de fundo é comum a todos os lados. Em 1º de setembro, o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que aponta mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro a Moraes e alterações feitas pelo ministro, em janeiro de 2024, na minuta de um contrato de cerca de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de sua mulher, Viviane Barci de Moraes. Moraes negou irregularidades. A Polícia Federal recuperou os envios do ex-banqueiro, mas não eventuais respostas, e a Procuradoria-Geral da República questionou a validade da apuração e pediu a anulação do relatório.
A partir daí as coberturas se separam. Veículos de direita enfatizaram a dimensão de responsabilização do ministro, sustentando que investigar as mensagens é condição para a credibilidade do tribunal e não uma disputa de poder, e deram relevo à cobrança do candidato sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por manter engavetados mais de 54 pedidos de impeachment contra Moraes, além da crítica à inclusão de Mendonça no inquérito das fake news. Veículos de esquerda destacaram o conteúdo da promessa eleitoral: cinco indicações escolhidas por posição contra o aborto, contra as drogas e contra ideologia de gênero nas escolas, quando existe hoje uma única vaga aberta e três aposentadorias previstas nos próximos quatro anos, o que nesse enquadramento configura projeto de aparelhamento da Corte, somado às promessas de redução da maioridade penal e de castração química anunciadas no mesmo discurso. A cobertura de centro relatou os dois ângulos e acrescentou o dado ausente em parte das demais peças: o próprio candidato enfrenta desgaste no mesmo caso, já que documento do Conselho de Controle de Atividades Financeiras aponta pagamento adicional de US$ 1,6 milhão do ex-banqueiro ao fundo que administrava recursos do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, oito dias depois de o senador cobrar novos repasses.
O que ainda não se sabe é decisivo para o desfecho. Não há comprovação de que Moraes tenha atendido a qualquer pedido do ex-banqueiro, e as eventuais respostas dele às mensagens não foram recuperadas. A validade do próprio relatório está contestada pela Procuradoria-Geral da República, que pediu sua anulação. Também segue em aberto se a presidência do Senado pautará algum dos pedidos de impeachment, quantas vagas o próximo presidente poderá de fato preencher e qual será o efeito eleitoral do episódio, a menos de um mês da votação.
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O candidato à Presidência esteve na Avenida Paulista nesta segunda-feira 7 em ato de campanha

Manifestação ocorreu nesta segunda-feira (7), feriado de 7 de Setembro; Flávio Bolsonaro (PL) chegou ao ato por volta das 15h. Segundo a contagem de público feita pela Monitor do Debate Político e pela More in Common, o pico de presença contou com 28,5 mil pessoas.

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O candidato à Presidência pelo PL afirmou que pretende “resgatar a credibilidade das instituições” se for eleito. Leia no Poder360.

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