Pentágono encerra Operação Inherent Resolve e retira últimas tropas do Iraque
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O Pentágono anunciou em 30 de setembro o fim da presença militar dos Estados Unidos no Iraque, com a retirada das últimas tropas e o encerramento formal da Operação Inherent Resolve, conforme declaração conjunta entre Washington e Bagdá de setembro de 2024. A saída foi acordada no governo de Joe Biden e executada pela administração de Donald Trump, em meio à guerra dos Estados Unidos contra o Irã.
A retirada acertada no governo Biden e executada por Trump deixa o Iraque sem a principal barreira contra milícias apoiadas pelo Irã e contra a reorganização do Estado Islâmico, num momento em que Washington está em guerra com Teerã. Autoridades e analistas iraquianos alertam que as forças locais ainda não têm capacidade plena, sobretudo de defesa aérea.
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Nesta matéria: perspectiva omitida.
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Toda a cobertura concorda que a retirada encerra mais de 20 anos de presença militar americana, foi acordada no governo Biden e executada por Trump, tem apoio da população iraquiana e é celebrada pelo Irã.
Os Estados Unidos deixaram suas últimas bases no Iraque em 30 de setembro, encerrando a missão contra o Estado Islâmico. A retirada foi acordada no governo Biden e executada por Trump, em meio à guerra com o Irã, e levanta dúvidas sobre a capacidade das forças iraquianas de garantir a segurança do país.
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira, 30 de setembro, o fim da presença militar americana no Iraque. As últimas tropas e equipamentos deixaram as bases restantes no país, e o Pentágono declarou encerrada formalmente a Operação Inherent Resolve, a missão da coalizão contra o Estado Islâmico. A retirada cumpre uma declaração conjunta entre Washington e Bagdá firmada em setembro de 2024, no governo de Joe Biden, e foi executada pela administração de Donald Trump, que conduz atualmente uma guerra contra o Irã.
Segundo o Pentágono, a saída das forças da coalizão da Base Aérea de Erbil marca a conclusão da missão que derrotou o Estado Islâmico como ameaça militar organizada. Os Estados Unidos continuarão a oferecer treinamento e apoio de inteligência às Forças de Segurança do Iraque, incluindo os peshmergas, as forças da região do Curdistão iraquiano. Caberá ao governo iraquiano combater os remanescentes do grupo e lidar com as milícias alinhadas ao Irã.
A presença americana começou com a invasão de 2003, que derrubou Saddam Hussein. As tropas saíram no fim de 2011 e voltaram menos de três anos depois para enfrentar o Estado Islâmico, numa guerra travada entre 2014 e 2017. Cerca de 4.500 militares americanos morreram em mais de 20 anos de conflito, e dezenas de milhares de iraquianos perderam a vida desde a invasão. No conflito deste ano com o Irã, sete dos 18 militares americanos mortos estavam no Iraque.
A cobertura de centro relatou o anúncio a partir do comunicado oficial e também deu espaço aos receios de especialistas iraquianos. O analista Jassim al-Bahadli afirmou que vácuos de segurança podem ser extremamente perigosos. Ahmed Younis, analista político em Bagdá, disse temer que grupos aliados de Teerã se sintam fortalecidos e ampliem sua presença em instituições do Estado. O general reformado Mohammed al-Jubouri questionou se o Iraque tem um plano viável para a fase pós-coalizão e citou o risco de o Estado Islâmico obter drones armados.
O veículo de direita que cobriu o caso reproduziu essa reportagem e deu destaque, desde a abertura, ao risco de vácuo de segurança, ao fortalecimento de milícias apoiadas pelo Irã e à celebração da retirada por Teerã como vitória de seu eixo de resistência. Até o momento, nenhum veículo de esquerda cobriu o caso; por isso, ângulos como o custo humano da ocupação para os iraquianos e a soberania do país aparecem apenas nos textos de centro, que registram o amplo apoio da população à saída.
Ainda não se sabe se as forças iraquianas, treinadas e financiadas pelos Estados Unidos, conseguirão proteger o país sozinhas, especialmente sem capacidade suficiente de defesa aérea. Também não está claro como as milícias pró-Irã vão reagir à ausência americana nem qual será o formato da cooperação comercial, diplomática e de segurança que o Pentágono diz pretender aprofundar com Bagdá.
Retirada das tropas das últimas bases marca fim da missão contra o Estado Islâmico; Washington manterá apoio de inteligência e treinamento às forças iraquianas

Retirada, acordada pelo governo Biden em 2024, é celebrada como uma vitória pelo Irã e seus aliados

As forças dos Estados Unidos vão deixar suas últimas bases no Iraque nesta quarta-feira (30), encerrando a presença militar americana
