Pentágono encerra presença militar dos Estados Unidos no Iraque após 23 anos
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
3 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilPor que os EUA saíram do Iraque após 12 anos e o que acontece agoraRetirada das tropas das últimas bases marca fim da missão contra o Estado Islâmico; Washington manterá apoio de inteligência e treinamento às forças iraquianas(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
- CNN BrasilForças dos EUA deixam o Iraque após mais de 20 anos nesta quarta-feira (30)Retirada, acordada pelo governo Biden em 2024, é celebrada como uma vitória pelo Irã e seus aliados(abre em nova aba)
Nesta matéria: perspectiva omitida.
Veículos com viés à direita
Briefing
O que importa para você
- A segurança do Iraque passa às forças iraquianas e curdas, com apoio americano restrito a treinamento e inteligência.
- Milícias apoiadas pelo Irã e células do Estado Islâmico deixam de enfrentar vigilância aérea americana direta.
Onde os lados concordam
- A retirada encerra a presença militar americana iniciada com a invasão de 2003.
- O acordo foi firmado em 2024 no governo Biden e executado pelo governo Trump.
- A saída tem amplo apoio entre os iraquianos, mas gera dúvida sobre a capacidade das forças locais.
O que ainda está incerto
- Qual o alcance do apoio de inteligência que os Estados Unidos manterão.
- Se o Iraque tem um plano de segurança viável para a fase sem a coalizão, inclusive contra drones.
Os Estados Unidos retiraram as últimas tropas do Iraque em 30 de setembro e encerraram a Operação Inherent Resolve, 23 anos após a invasão que derrubou Saddam Hussein. Washington manterá apoio de inteligência, enquanto analistas iraquianos alertam para milícias apoiadas pelo Irã e células do Estado Islâmico.
Os Estados Unidos retiraram nesta quarta-feira, 30 de setembro, as últimas tropas e equipamentos de suas bases no Iraque. Em comunicado, o Pentágono, o Departamento de Defesa americano, declarou encerrada a Operação Inherent Resolve, a missão da coalizão contra o Estado Islâmico, conforme uma declaração conjunta entre Washington e Bagdá de setembro de 2024. A saída ocorre 23 anos depois da invasão liderada pelos americanos que derrubou Saddam Hussein.
O último ponto deixado pela coalizão foi a Base Aérea de Erbil, no Curdistão iraquiano. O acordo de retirada foi firmado no governo de Joe Biden e executado pela administração de Donald Trump, que trava neste ano uma guerra contra o Irã. Segundo o Pentágono, Washington continuará oferecendo treinamento e apoio de inteligência às Forças de Segurança do Iraque, incluindo os peshmergas, as forças curdas. A responsabilidade pelo combate aos remanescentes do Estado Islâmico e pelas milícias alinhadas a Teerã passa ao governo iraquiano.
As fontes convergem no histórico. As tropas americanas ocuparam o país em 2003, saíram no fim de 2011 e voltaram menos de três anos depois para a guerra contra o Estado Islâmico, travada entre 2014 e 2017. Cerca de 4.500 militares americanos morreram em mais de duas décadas, o dobro das baixas no Afeganistão. No conflito deste ano com o Irã, sete dos 18 militares americanos mortos estavam no Iraque. A saída tem amplo apoio entre os iraquianos.
A cobertura de centro concentrou a quase totalidade do noticiário e se dividiu em dois enfoques. Um deles seguiu a versão oficial do Pentágono, que descreve a transição para uma relação bilateral mais convencional, com espaço para cooperação comercial e diplomática, e lembrou que dezenas de milhares de iraquianos morreram desde a invasão. O outro enfatizou os riscos. O analista Jassim al-Bahadli disse que vácuos de segurança podem ser extremamente perigosos. Ahmed Younis, analista em Bagdá, alertou que grupos aliados do Irã podem se sentir fortalecidos e ocupar instituições-chave.
Um veículo de perfil editorial de direita reproduziu esse segundo enfoque sem acrescentar enquadramento próprio, destacando o temor de reorganização do Estado Islâmico e a avaliação do general reformado Mohammed al-Jubouri de que o grupo poderia obter drones armados enquanto o Iraque ainda tem defesa aérea limitada. Veículos de esquerda não cobriram a retirada até o momento, e por isso o ângulo da soberania iraquiana e do custo humano da ocupação aparece apenas nas menções da cobertura de centro. O Irã, por sua vez, apresenta a saída como vitória do seu chamado eixo de resistência.
Ainda não se sabe qual será a dimensão do apoio de inteligência que permanece, nem se as instituições de segurança iraquianas prepararam um plano viável para a fase sem a coalizão. Também não está claro como as milícias apoiadas por Teerã reagirão à ausência militar ocidental.
Fontes

Retirada das tropas das últimas bases marca fim da missão contra o Estado Islâmico; Washington manterá apoio de inteligência e treinamento às forças iraquianas

Retirada, acordada pelo governo Biden em 2024, é celebrada como uma vitória pelo Irã e seus aliados

As forças dos Estados Unidos vão deixar suas últimas bases no Iraque nesta quarta-feira (30), encerrando a presença militar americana