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Crise no STF: Gilmar Mendes quer PF fora dos gabinetes após caso Banco Master
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O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, apresentou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma proposta para impedir que delegados da Polícia Federal atuem como servidores cedidos nos gabinetes dos ministros. A sugestão surge em meio à crise aberta pelo relatório da Polícia Federal que expôs mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes, no contexto das apurações sobre o Banco Master. Cinco delegados estão hoje cedidos ao tribunal, e a proposta ainda depende de análise interna.
Esquerda
Sem cobertura neste espectro.
Centro
O decano do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, apresentou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma proposta para impedir que delegados da Polícia Federal atuem como servidores cedidos nos gabinetes dos ministros.
Direita
A crise no Supremo Tribunal Federal expõe o custo de anos de concentração de poder na Corte: delegados da Polícia Federal lotados em gabinetes de ministros, inquéritos conduzidos sem controle do plenário e um ministro que aparece como interlocutor de um banqueiro investigado.
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
Cobertura factual e paritária: descreve a proposta de Gilmar Mendes, o pedido de investigação de Alexandre de Moraes contra André Mendonça, o prazo dado por Edson Fachin, a posição do procurador-geral da República e cita, com falas literais e equilíbrio de espaço, tanto senadores da oposição quanto o líder do governo, além do pronunciamento do presidente Lula. Vocabulário descritivo, sem adjetivação valorativa.
Perspectivas omitidas
Veículos com viés à direita
O corpo é majoritariamente descritivo e apoiado em relatos de interlocutores, mas o enquadramento é de accountability seletiva: o título 'Última saída' sugere manobra defensiva e a narrativa organiza os fatos em torno da exposição de Alexandre de Moraes e do risco de captura da Polícia Federal, sem o contraditório dos demais atores citados na crise.
Perspectivas omitidas
A cessão de delegados da Polícia Federal a gabinetes de ministros do Supremo Tribunal Federal virou o centro de uma disputa institucional. O decano Gilmar Mendes levou ao presidente da Corte, Edson Fachin, a proposta de encerrar a prática, dias depois de o relatório sobre o Banco Master expor mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro ao ministro Alexandre de Moraes.
O decano do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, apresentou ao presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin, uma proposta para impedir que delegados da Polícia Federal atuem como servidores cedidos nos gabinetes dos ministros. A sugestão chegou em meio à pior crise interna recente do tribunal, aberta depois da divulgação de um relatório da própria Polícia Federal com mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes.
Hoje cinco delegados estão cedidos ao Supremo. Dois assessoram o ministro André Mendonça em apurações sobre o Banco Master e sobre descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Um trabalha com Alexandre de Moraes, outro está vinculado ao gabinete do ministro Luiz Fux e o quinto integra a área de segurança da Corte. Relatos atribuídos a Gilmar Mendes indicam que ele enxerga risco de conflito de interesses nessa cessão, porque policiais lotados em gabinetes poderiam influenciar o rumo de investigações ou buscar projeção e vantagens para a própria corporação. A proposta ainda depende de análise interna do tribunal.
A cobertura de centro relatou que a crise escalou na quinta-feira, com Alexandre de Moraes pedindo a abertura de investigação contra André Mendonça, sob alegação de fortes indícios de abuso de autoridade e crime de responsabilidade na condução dos inquéritos. Edson Fachin afirmou que quer ouvir os dois ministros em cinco dias úteis e avalia medidas institucionais. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustentou a nulidade da investigação, argumentando que André Mendonça não poderia ter determinado a produção do documento sem autorização do plenário para apurar conduta de outro ministro. As 52 mensagens vieram a público quando o próprio André Mendonça retirou o sigilo do material, no qual, segundo o relatório, Daniel Vorcaro pede conselhos e ajuda para conter ações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal contra o Banco Master.
Os dois enquadramentos convergem em pontos centrais: a existência da proposta de Gilmar Mendes, o número de delegados cedidos, a resistência de André Mendonça à retirada desses policiais e o atrito entre ele e o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que defende a saída dos delegados dos gabinetes. Também convergem ao situar a proposta como resposta institucional ao desgaste provocado pelo relatório, e não como iniciativa isolada.
A divergência aparece no recorte. Veículos de direita enfatizaram a leitura de que a medida é uma saída defensiva do tribunal, organizando a narrativa em torno do risco de captura da Polícia Federal e da exposição de Alexandre de Moraes, sem registrar o pedido de investigação que ele fez contra André Mendonça nem a tese de nulidade defendida pela Procuradoria-Geral da República. A cobertura de centro abriu espaço para o conflito entre os ministros e para o embate político que ele produziu: senadores da oposição cobram a renúncia de Alexandre de Moraes e de Paulo Gonet e a exoneração de Andrei Rodrigues, enquanto o líder do governo no Senado defende que a apuração alcance todos, de ministros a parlamentares. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reafirmou que não pretende pautar o impeachment de Alexandre de Moraes e disse ser alvo de ofensas, e o senador Carlos Viana pediu o afastamento dele da presidência da Casa junto ao Conselho de Ética, que está parado desde 2024. O presidente Lula manifestou-se pela primeira vez sobre a crise, cobrando que a presidência do Supremo e a Procuradoria-Geral da República liderem um processo que garanta a integridade das investigações. Veículos de esquerda não haviam publicado sobre a proposta no material reunido até aqui, de modo que o ângulo que essa faixa do espectro costuma priorizar, o da proximidade entre poder financeiro e cúpula institucional e o prejuízo a aposentados e correntistas, não aparece atribuído a nenhuma cobertura analisada.
O que ainda não se sabe é o desfecho prático. Não há definição sobre se Edson Fachin acolherá a proposta de Gilmar Mendes, se a medida dependerá de decisão do plenário ou de ato administrativo, nem qual será o destino dos cinco delegados hoje cedidos. Também seguem em aberto a resposta formal de Alexandre de Moraes e de André Mendonça ao prazo de cinco dias úteis, o efeito da tese de nulidade sobre o inquérito e a versão da defesa de Daniel Vorcaro sobre as mensagens.
As duas frentes de cobertura confirmam que Gilmar Mendes levou a Edson Fachin a proposta de barrar delegados da Polícia Federal nos gabinetes, que cinco delegados estão cedidos ao Supremo Tribunal Federal, que a iniciativa responde ao relatório sobre o Banco Master e que André Mendonça resiste à retirada desses policiais.

O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, apresentou ao presidente da Corte, Edson Fachin, uma proposta para

Decano da Corte sugere a mudança em meio à repercussão do relatório da PF que aponta que o banqueiro Daniel Vorcaro pediu ajuda a Alexandre de Moraes para bloquear investigações sobre o Master.
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