Gilmar recoloca em julgamento prisão do pai de Vorcaro no STF
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O STF retomou o julgamento das prisões preventivas no Caso Master, que apura organização criminosa suspeita de buscar vantagens indevidas para o Banco Master, com reflexos no sistema financeiro nacional e na administração pública. As investigações da Polícia Federal apontam o pai e o primo de Daniel Vorcaro como integrantes da estrutura que sustentava o banqueiro, incluindo o núcleo financeiro-operacional e a ocultação de patrimônio. A manutenção das prisões, sustentada pelo relator André Mendonça e por Luiz Fux, é lida como resposta institucional necessária diante de um esquema que ameaça o interesse público e a integridade do sistema bancário.
O ministro Gilmar Mendes devolveu ao plenário da Segunda Turma do STF o julgamento sobre as prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro, pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro, presos no âmbito do Caso Master.
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Esquerda e centro concordam nos fatos: Gilmar Mendes liberou o caso para votação, o placar estava em 2 a 0 pela manutenção das prisões (Mendonça e Fux), e pai e primo de Daniel Vorcaro estão presos no Caso Master.
O Supremo Tribunal Federal retomou nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, o julgamento sobre as prisões preventivas de Henrique e Felipe Vorcaro, respectivamente pai e primo do banqueiro Daniel Vorcaro. Os dois estão presos no âmbito do chamado Caso Master, investigação que apura supostas práticas ilícitas ligadas ao Banco Master. O ministro Gilmar Mendes, que havia pedido vista e interrompido a discussão na Segunda Turma em 23 de maio, devolveu o processo ao plenário e teve o voto previsto para a tarde do mesmo dia.
A cobertura de centro relatou que o placar estava em 2 a 0 pela manutenção das prisões. O relator André Mendonça votou contra a soltura e pela continuidade da prisão preventiva, e Luiz Fux acompanhou o relator. Faltavam os votos de Gilmar Mendes e de Kassio Nunes Marques, enquanto Dias Toffoli se declarou impedido. As reportagens registram que Nunes Marques pode pedir vista e adiar novamente a decisão, ou votar pela manutenção da prisão, sendo considerada improvável uma posição pela soltura.
A cronologia das prisões é convergente entre as fontes. Felipe Vorcaro, primo do banqueiro, está detido desde 7 de maio, apontado como integrante do núcleo financeiro-operacional da organização criminosa. Henrique Vorcaro, o pai, foi preso em 14 de maio, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. O julgamento foi retomado um dia depois de a Procuradoria-Geral da República rejeitar uma segunda proposta de delação apresentada por Daniel Vorcaro, sob o argumento de que não houve apresentação de fatos novos.
A cobertura diverge no enquadramento. Veículos de esquerda enfatizaram que a investigação aponta uma organização criminosa com reflexos não apenas no sistema financeiro nacional, mas também na administração pública, descrevendo o pai do banqueiro como beneficiário de recursos depositados em sua conta e o primo como parte do núcleo operacional do esquema. Nessa leitura, a manutenção das prisões aparece como resposta institucional diante de um caso que ameaça o interesse público.
Veículos de direita, por sua vez, tenderiam a destacar os limites da prisão preventiva quando ela atinge familiares de investigados. O próprio Gilmar Mendes indicou, em entrevista, que vê com cautela prisões que atingem parentes quando não há fundamentação individualizada e concreta, o que alimenta o questionamento sobre garantias individuais e devido processo. A defesa dos Vorcaro pede a soltura.
O que ainda não se sabe é como votarão Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques, e se a decisão será concluída na sessão ou adiada por um novo pedido de vista. Também permanecem em aberto os desdobramentos das investigações do Caso Master após a rejeição da delação de Daniel Vorcaro e o pedido de prisão domiciliar dele, ao qual a PGR já se manifestou contra.
O ministro tinha pedido vista e interrompido em 23 de maio a discussão sobre a manutenção das prisões preventivas

Voto de Gilmar Mendes será apresentado nesta terça; caso volta ao plenário após devolução do pedido de vista ministro. Falta Nunes Marques.
