
Governo publica MP que cria nova linha de financiamento para motociclistas
Resumo da cobertura
O governo federal publicou a Medida Provisória nº 1.366/2026 e o Decreto nº 13.026/2026, que criam uma linha de financiamento para motociclistas profissionais que atuam em transporte de passageiros e entregas por aplicativo, além de celetistas. A iniciativa integra o programa Move Brasil, lançado no Palácio do Planalto com a presença do presidente Lula.
O governo federal publicou nesta sexta-feira, em edição extra do Diário Oficial da União, a Medida Provisória nº 1.366/2026 e o Decreto nº 13.026/2026, que criam e regulamentam uma nova linha de financiamento voltada a motociclistas profissionais. O público-alvo são trabalhadores que atuam no transporte individual de passageiros e em entregas por aplicativos, além de motociclistas com vínculo celetista. A iniciativa integra o programa Move Brasil, que já havia trazido linhas de crédito para motoristas de aplicativo, taxistas, caminhões e máquinas agrícolas. A cerimônia de lançamento ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de representantes da categoria de entregadores.
As condições do financiamento foram divulgadas em detalhe. A cobertura de centro relatou que os juros são de 12,5% ao ano para homens e de 11,5% ao ano para mulheres, com prazo de pagamento de até 48 meses e carência de dois meses. Para acessar o crédito, o trabalhador precisa ter Carteira Nacional de Habilitação categoria A, estar cadastrado em plataforma digital há pelo menos seis meses e ter realizado no mínimo 100 corridas ou entregas no período. Também podem participar motociclistas profissionais celetistas com pelo menos seis meses de atividade. Cada entregador poderá financiar um veículo, e o seguro prestamista, que ajuda a quitar a dívida em caso de imprevistos graves, também poderá ser incluído.
Do ponto de vista do desenho financeiro, os atos normativos viabilizam o uso de recursos do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social, o FIIS, para renovação de frota, aquisição de veículos e investimentos em mobilidade urbana individual, incluindo a descarbonização do setor. A medida também autoriza o uso do Fundo Garantidor de Operações e prevê a atuação do Fundo Garantidor para Investimentos, ambos para reduzir o risco das operações de crédito. O decreto cria ainda o CGEFrota, comitê gestor coordenado pela Casa Civil, encarregado de acompanhar a implementação da política e supervisionar a aplicação dos recursos. Poderão ser financiadas motocicletas, motonetas e ciclomotores flex de até 160 cilindradas produzidos no país, além de modelos elétricos de fabricação nacional.
A cobertura revela diferenças de ênfase. Veículos de esquerda destacaram o caráter social da medida, apresentando-a como apoio a uma categoria precarizada de trabalhadores por aplicativo e ligando o anúncio a outras ações do governo, como os R$ 10 bilhões anunciados para novas moradias do Minha Casa, Minha Vida. Nesse enquadramento, ganham relevo a redução de juros para mulheres, o financiamento do seguro ao trabalhador e o estímulo à indústria nacional e à frota elétrica. Já uma leitura à direita tende a enfatizar que se trata de mais uma linha de crédito direcionada e subsidiada pelo Estado, sustentada por fundos públicos e garantias estatais que repassam ao contribuinte o risco de inadimplência, além de questionar a criação de novo comitê federal e o apelo político do lançamento em ano pré-eleitoral.
Briefing
O que importa para você
- Juros de 12,5% ao ano (homens) e 11,5% (mulheres), até 48 meses, dois meses de carência.
- Exige CNH A, seis meses de cadastro em plataforma e 100 corridas ou entregas.
- Financia uma moto flex até 160 cc nacional ou modelo elétrico, mais o seguro prestamista.
Onde os lados divergem
- Esquerda enxerga proteção social a trabalhadores precarizados e estímulo à indústria nacional.
- Direita vê expansão do crédito dirigido pelo Estado, risco fiscal e de inadimplência repassado ao contribuinte e nova estrutura burocrática (CGEFrota).
Onde os lados concordam
Esquerda e direita reconhecem que o governo criou, via MP e decreto, uma linha de crédito subsidiado para motociclistas de aplicativo, com juros reduzidos, prazo de até 48 meses e uso de fundos públicos e garantidores estatais.
O que ainda está incerto
- Custo fiscal total e volume de recursos comprometido não foram divulgados.
- Não há avaliação independente sobre risco de inadimplência ou impacto nas contas públicas.
Como cada lado cobriu
1 fonte política
Veículos com viés à esquerda
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Veículos com viés ao centro
- CNN BrasilGoverno publica MP que cria nova linha de financiamento para motociclistasCondições incluem juros de 12,5% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, prazo de pagamento de até 48 meses e carência de dois meses
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Texto factual e técnico no padrão de agência: descreve a MP nº 1.366/2026 e o Decreto nº 13.026/2026, lista juros (12,5% para homens, 11,5% para mulheres), prazos, carência, fundos garantidores (FIIS, FGO, FGI) e requisitos (CNH A, 100 corridas, seis meses de cadastro). Atribui as informações ao governo sem vocabulário valorativo carregado, o que caracteriza enquadramento de CENTER apesar do publisher de viés neutro.
Fontes

Condições incluem juros de 12,5% ao ano para homens e 11,5% ao ano para mulheres, prazo de pagamento de até 48 meses e carência de dois meses
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