O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou em 29 de junho de 2026 que o Estado vive seu pior momento desde o governo de Luiz Antônio Fleury Filho, que comandou São Paulo entre 1991 e 1995 e morreu em 2022. A declaração foi dada durante visita ao Instituto Federal de São Paulo, na capital, e mira diretamente a gestão do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), num momento em que a disputa estadual de 2026 começa a esquentar.
Segundo Haddad, a educação, a segurança pública e as privatizações retrocederam na atual administração. A cobertura de centro, como a do Poder360, relatou que o petista prometeu, se eleito, usar os Institutos Federais como referência para reformar as Etecs e Fatecs, ampliar o ensino profissional, retomar a expansão do ensino integral e reabrir turmas noturnas para estudantes que trabalham durante o dia. Ele afirmou estar sentindo que o Estado perde tração e que os resultados, segundo professores ouvidos por ele, não são promissores.
Um dos alvos centrais da crítica foi a privatização da Sabesp, companhia de saneamento. Haddad sustentou que a empresa ampliou gastos com publicidade para melhorar a imagem junto à população enquanto o serviço pioraria e a conta de água subiria. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, enfatizaram esse ângulo do custo social do modelo de concessões e situaram a disputa paulista num quadro mais amplo de defesa da democracia e de resistência ao avanço da direita, em linha com o enquadramento progressista da publicação.
Veículos de direita e a leitura crítica à candidatura petista destacaram outro dado: as pesquisas. Um levantamento da Vox Brasil divulgado em 28 de junho apontou Tarcísio com 51,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37,5% de Haddad, com aprovação de 63,1% à gestão estadual. Sob esse prisma, as críticas do petista soam como retórica de campanha de um candidato em desvantagem, e a defesa das privatizações aparece como aposta em eficiência e investimento privado. O próprio Haddad reconheceu o cenário adverso, mas afirmou que a vantagem do governador estaria diminuindo em todos os institutos.
No centro da cobertura, registrou-se ainda que o Datafolha prepara nova pesquisa para a disputa de São Paulo, com 1.608 entrevistas e margem de erro de dois pontos percentuais, sondando também as vagas ao Senado e a corrida presidencial. O que ainda não se sabe é se a tendência de aproximação relatada por Haddad será confirmada pelos próximos levantamentos, qual será a resposta formal da gestão Tarcísio às acusações de retrocesso, e como os dados oficiais de educação e segurança citados pelo petista se sustentam diante de verificação independente.