Haddad diz que São Paulo vive pior momento desde governo Fleury
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Resumo da cobertura
Como cada lado cobriu
2 fontes políticas
Como decidimos →Veículos com viés à esquerda
Veículos com viés ao centro
Veículos com viés à direita
Nenhum veículo de direita cobriu esta história.
Briefing
O que importa para você
- Vox Brasil: Tarcísio 51,8% x Haddad 37,5% no 1º turno, com 63,1% de aprovação à gestão.
- Datafolha divulga nova pesquisa em 5 de julho (1.608 entrevistas, margem de 2 pontos).
- Haddad propõe reformar Etecs/Fatecs no padrão dos Institutos Federais e reabrir turmas noturnas.
Onde os lados divergem
- Esquerda enfatiza o custo social das privatizações (Sabesp) e o retrocesso em serviços públicos.
- Direita destaca a ampla vantagem e a alta aprovação de Tarcísio, tratando a fala de Haddad como retórica de campanha.
Onde os lados concordam
Todos os lados reconhecem que Haddad criticou a gestão Tarcísio em educação, segurança e privatizações, e que as pesquisas mais recentes apontam o governador na liderança da disputa de 2026.
O que ainda está incerto
- Se a aproximação entre os candidatos relatada por Haddad será confirmada pelo novo Datafolha.
- Qual a resposta formal da gestão Tarcísio às acusações de retrocesso.
- Quais dados oficiais sustentam a alegação de piora em educação e segurança.
O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou em 29 de junho de 2026 que o Estado vive seu pior momento desde o governo de Luiz Antônio Fleury Filho, que comandou São Paulo entre 1991 e 1995 e morreu em 2022. A declaração foi dada durante visita ao Instituto Federal de São Paulo, na capital, e mira diretamente a gestão do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), num momento em que a disputa estadual de 2026 começa a esquentar.
Segundo Haddad, a educação, a segurança pública e as privatizações retrocederam na atual administração. A cobertura de centro, como a do Poder360, relatou que o petista prometeu, se eleito, usar os Institutos Federais como referência para reformar as Etecs e Fatecs, ampliar o ensino profissional, retomar a expansão do ensino integral e reabrir turmas noturnas para estudantes que trabalham durante o dia. Ele afirmou estar sentindo que o Estado perde tração e que os resultados, segundo professores ouvidos por ele, não são promissores.
Um dos alvos centrais da crítica foi a privatização da Sabesp, companhia de saneamento. Haddad sustentou que a empresa ampliou gastos com publicidade para melhorar a imagem junto à população enquanto o serviço pioraria e a conta de água subiria. Veículos de esquerda, como a CartaCapital, enfatizaram esse ângulo do custo social do modelo de concessões e situaram a disputa paulista num quadro mais amplo de defesa da democracia e de resistência ao avanço da direita, em linha com o enquadramento progressista da publicação.
Veículos de direita e a leitura crítica à candidatura petista destacaram outro dado: as pesquisas. Um levantamento da Vox Brasil divulgado em 28 de junho apontou Tarcísio com 51,8% das intenções de voto no primeiro turno, contra 37,5% de Haddad, com aprovação de 63,1% à gestão estadual. Sob esse prisma, as críticas do petista soam como retórica de campanha de um candidato em desvantagem, e a defesa das privatizações aparece como aposta em eficiência e investimento privado. O próprio Haddad reconheceu o cenário adverso, mas afirmou que a vantagem do governador estaria diminuindo em todos os institutos.
No centro da cobertura, registrou-se ainda que o Datafolha prepara nova pesquisa para a disputa de São Paulo, com 1.608 entrevistas e margem de erro de dois pontos percentuais, sondando também as vagas ao Senado e a corrida presidencial. O que ainda não se sabe é se a tendência de aproximação relatada por Haddad será confirmada pelos próximos levantamentos, qual será a resposta formal da gestão Tarcísio às acusações de retrocesso, e como os dados oficiais de educação e segurança citados pelo petista se sustentam diante de verificação independente.
Fontes

Serão 1.608 entrevistas, com margem de erro de dois pontos percentuais

Pré-candidato ao governo afirma que Estado "está indo para trás", critica a gestão do atual governador Tarcísio. Leia no Poder360.